Mato Grosso
Ainda na liderança, Serviços Essenciais obteve 995 reclamações em março
De 1º a 31 de março de 2019, a Secretaria Adjunta de Proteção e Defesa dos Direitos do Consumidor (Procon-MT) registrou 2.739 reclamações de consumidores. Pelo Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec) foram 1.744 casos e 995 pelo atendimento online (www.consumidor.gov.br).
Segundo o Sindec, na liderança de reclamações está a área de “Serviços Essenciais”, com 995 registros. O maior número de reclamações ainda está com “Energia Elétrica”, 488 atendimentos; seguido por “Água e Esgoto”, 472. Em terceiro aparece “Telefonia Celular”, com 136 reclamações.
A área de “Assuntos Financeiros” é a segunda mais reclamada, com 299 registros: “Financeira” com o maior número de reclamações, 78; “Cartão de Crédito”, 65; e “Banco Comercial”, com 61.
Já “Serviços Privados” ocupa a terceira posição com 203 atendimentos, sendo: “Estabelecimento comercial (supermercado, loja, padaria, locadora, frutaria, etc.)” com 46, “TV Por Assinatura” com 32 e “Agências e Operadoras de viagens” com 20.
Dividindo a terceira posição, também com 203 registros, aparece a área “Produtos”: 27 para “Combustível Automotivo”, 24 para “Telefone” e 14 para “Televisão”.
Na quarta posição está “Saúde”, que registrou em março de 2019 39 reclamações: 21 procedimentos para “Plano de saúde regulamentado”, seis para “Convênio de assistência médica/ odontológica” e três para “Farmácia / Drogaria” e “Plano Odontológico”.
“Alimentos” aparece em quinto lugar do ranking, com 29 reclamações, sendo 23 para “Farináceos” (fubá, polvilho, etc.). Empatados com dois registros cada estão “Bebidas Alcoólicas” e “Doces prontos” (frutas cristalizadas, geléias, bala, docinhos para festas, etc).
Em sexto e último lugar está a área “Habitação” – 12 registros. Foram sete para “Incorporação (Construtoras e Incorporadoras)”; “Condomínio” e “Loteamento” com dois cada; e um para “Seguro”.
Atendimento online
Pela plataforma de atendimento online www.consumidor.gov.br, o Procon Estadual registrou 995 reclamações em Mato Grosso, sendo a área de “Telecomunicações” a líder do ranking, com 397 registros. Em segundo lugar aparece “Serviços Financeiros”, com 342 reclamações, e em terceiro “Produtos de Telefonia e Informática”, com 94 registros.
A quarta posição ficou com a categoria “Transportes”, com 55 atendimentos, e o quinto lugar com “Demais serviços”, que registrou 41. O sexto lugar é ocupado pela área “Demais Produtos”, 27 registros; e o sétimo pela categoria “Produtos Eletrodomésticos e Eletrônicos”, 22 registros.
Na oitava posição, com oito reclamações, está a área “Saúde”, seguida por “Turismo/Viagens” em nono, com sete registros. Na décima posição, as categorias “Água, energia e gás” e “Alimentos” aparecem com um cada. Já o setor de “Educação” e “Habitação” não obtiveram registros no mês de março de 2019 pelo www.consumidor.gov.br.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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