Política MT
AL abre exposição em homenagem a Dante de Oliveira
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso abriu nesta segunda-feira (8) a exposição “Dante Martins de Oliveira” que vai durar até sexta-feira (12).
Neste período, será possível verificar de perto objetos pessoais como óculos e camisetas vestidas em movimentos políticos, fotografias históricas, nas quais estão figuras como o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-deputado federal Ulysses Guimarães e a cantora Fafá de Belém, além de outros artistas, políticos e personalidades. A exposição é uma iniciativa do deputado estadual Wilson Santos (PSDB).
Ex-governador de Mato Grosso por dois mandatos, Dante Martins de Oliveira entrou para a história do Brasil ao liderar em 1985 o movimento “Diretas Já” que levou milhões de populares aás ruas para reivindicar voto direto para presidente da República após o fim do regime militar.
Na abertura da exposição, o presidente do Legislativo, deputado estadual Eduardo Botelho (DEM), declarou que o poder cumpre com sua missão de preservar a história e oportunizar às novas gerações que tenham conhecimento da figura política que foi Dante de Oliveira.
“A cada ano promovemos essa exposição para que a população, em especial os mais jovens, tenham conhecimento dessa importante figura política que foi para Mato Grosso e o Brasil. A liderança de Dante de Oliveira deve servir de exemplo para quem busca ingressar na política”. Foto: FABLICIO RODRIGUES / ALMT
O deputado Wilson Santos destacou a trajetória política de Dante de Oliveira, sempre preocupado em formar boas equipes de trabalho para apresentar resultados satisfatórios a sociedade mato-grossense que pudesse ser percebido ao longo dos anos.
“Dante de Oliveira dizia que o segredo para governar é formar uma boa equipe de trabalho escalando os melhores em cada setor. Foi assim que conseguiu modernizar Mato Grosso, tirando o Estado de uma situação financeira crítica onde 112% do que era arrecadado se destinava a folha de pagamento. Em oito anos como governador, colocou Mato Grosso no eixo do Brasil despontando a vocação agrícola e a produção de carne, aumentando o potencial energético e reduzindo a estrutura da máquina pública, que passou a ter como foco principal o cidadão”, disse.
Viúva de Dante de Oliveira, a prefeita de Chapada dos Guimarães (60 km de Cuiabá), Thelma de Oliveira (PSDB), agradeceu a iniciativa do Parlamento e revelou detalhes do perfil do ex-governador de Mato Grosso.
“O deputado constituinte Ulysses Guimarães carinhosamente o apelidou de mosquito porque era uma pessoa que não parava quando tinha um objetivo em mente. E foi assim como governador, se preocupava em identificar soluções até mesmo de madrugada ligando para secretários de Estado e outras lideranças”.
Secretário de Indústria e Comércio no mandato de governador de Dante de Oliveira, o deputado Carlos Avalone (PSDB) se diz orgulhoso de um dia ter convivido com alguém que considera um político diferenciado na história do Brasil.
“Um homem muito à frente do seu tempo. Assim vejo meu amigo Dante de Oliveira. Aonde estiver, espero que olhe muito por nós”, disse o parlamentar.
A exposição acontece no saguão principal da ALMT, de segunda a sexta-feira, no horário de funcionamento do Parlamento.
Política MT
Deputado Júlio Campos pede suspensão de privatização

O deputado Júlio Campos chamou atenção para a privatização de estradas abandonadas na região do Arinos e no Médio Norte de Mato Grosso, nesta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
“Venho fazer um apelo e uma advertência ao senhor governador Otaviano Pivetta e ao senhor Secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, sobre o estado lamentável de duas rodovias importantíssimas. A MT-338, a Estrada da Baiana, aberta no meu governo (1983 a 87) quando priorizei a ligação de Juara com Sinop e Cuiabá, economizando 200 km do trajeto. Essa estrada foi pavimentada pelo governo Blairo Maggi, mas hoje encontra-se acabada e com buracos por todos lados. E mesmo nessa situação, segue sendo privatizada”, indagou Júlio Campos.
Segundo o parlamentar, o valor do pedágio a ser cobrado para cada trecho de 30 quilômetros será de R$12,75. A MT-338, interliga os municípios de Lucas do Rio Verde e Tapurah, a partir do entroncamento com a BR-163.
A estrada é um importante caminho de escoamento logístico da produção agrícola e pecuária em direção ao Vale do Arinos e ben eficia também cidades como Itanhangá, Porto dos Gaúchos, Juara e Juína, afetando mais de nove comunidades e 150 mil habitantes.
Júlio Campos também chamou atenção para a situação de outra estrada: a MT-220, no trevo Tabaporã, no Médio Norte de Mato Grosso, entre Vera e Sorriso.
Concessão assinada
O pedido de Júlio Campos é para que o governador adie a concessão em prol da redução dos custos do pedágio.
“Senhor secretário Marcelo Padeiro, que é um homem dinâmico, está na hora de sua equipe fazer uma fiscalizaçã o rigorosa para rever a privatização dessas duas rodovias. O estado atual é lamentável. Tem que restaurar as rodovias antes de ser privatizada, porque do contrário o pedágio ficará muito caro, pois a manutenção será repassado ao usuário. é por isso que tem estrada estadual na qual o custo do pedágio é o dobro do valor de uma estrada federal. Veja a BR-163, o pedágio custa quase a metade do valor de estradas estaduais e o motorista trafega de Rondonópolis e Sinop sem buracos e de forma segura”, afirmou Júlio Campos.
A concessão das duas estradas foi assinada em 01 de setembro de 2025 pelo secretário Marcelo Ol iveira, com o Consórcio Vale do Arinos, com o aval da Agência estadual de regulação Ager.
Política MT
Zé Medeiros quer proibir multas ambientais automáticas baseadas apenas em imagens de satélite

Foto-Assessoria
Multas ambientais, embargos e bloqueios de crédito rural baseados exclusivamente em imagens de satélite ou sistemas automatizados poderão ser proibidos no Brasil. A medida está prevista em um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Zé Medeiros (PL) na Câmara dos Deputados.
A proposta cria a Lei Nacional de Garantia do Devido Processo Legal na Fiscalização Ambiental Rural e estabelece que nenhuma penalidade poderá ser aplicada sem vistoria presencial realizada por agente público competente, acompanhada de laudo técnico detalhado e identificação precisa da suposta infração.
“O avanço tecnológico deve servir ao interesse público, mas jamais pode substituir o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a verificação dos fatos. O satélite pode apontar indícios, mas não pode condenar ninguém. Hoje, muitos produtores enfrentam multas, embargos e até bloqueios de crédito sem que um fiscal tenha sequer visitado a propriedade. Isso gera insegurança jurídica e fere o direito de defesa”, argumentou o parlamentar.
O projeto prevê que imagens de satélite e sistemas de sensoriamento remoto tenham caráter apenas preliminar e informativo, impedindo que sejam utilizados como prova única para aplicação de sanções. Caso não haja vistoria presencial, multas, embargos e demais restrições poderão ser considerados nulos.
“O produtor rural não pode ser tratado como criminoso por um algoritmo. A fiscalização ambiental é necessária, mas precisa ocorrer dentro dos limites da lei e com respeito ao direito de defesa”, concluiu.
A proposta também proíbe o bloqueio automático de financiamentos e a inclusão de produtores em cadastros restritivos com base apenas em alertas gerados por sistemas remotos. As restrições só poderão ocorrer após decisão administrativa definitiva, com garantia do contraditório e da ampla defesa.
O texto ainda prevê mecanismos de transparência para os sistemas automatizados utilizados pelos órgãos ambientais. Segundo Medeiros, a medida busca evitar punições indevidas causadas por falhas na interpretação de imagens de satélite e algoritmos, conciliando a proteção ambiental com a segurança jurídica e o direito de defesa dos produtores rurais.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
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