Política MT
ALMT inicia Mesa Técnica para enfrentar superendividamento de servidores públicos

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) deu início, nesta quinta-feira (5), aos trabalhos da Mesa Técnica que discute o superendividamento do funcionalismo público estadual. A iniciativa conta com a participação dos deputados estaduais Wilson Santos (PSD) e Janaina Riva (MDB), que representam o Parlamento, além de integrantes de outras instituições públicas.
O encontro foi realizado na sede do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e teve como foco os primeiros debates para coleta de informações sobre a atuação das empresas consignatárias, com o objetivo de construir normativas que solucionem as cobranças irregulares aos servidores públicos de Mato Grosso.
O deputado Wilson Santos falou da importância do trabalho conjunto e destacou a parceria com o TCE. “Parabenizo o Tribunal de Contas, por adentrar nesta pauta tão relevante. É impressionante a quantidade de servidores públicos, de ordem pessoal, que mergulharam nestes empréstimos irregulares”, afirmou o deputado Wilson Santos.
Wilson Santos frisou que quando o TCE solicitou à Assembleia Legislativa que realizasse esse debate na própria Corte, o que foi aceito de forma unânime pelos parlamentares. “Esse é um dos maiores escândalos em Mato Grosso. Ainda estamos na ponta do iceberg. Confiamos 100% no trabalho do Tribunal de Contas, que é o mais eficiente, o mais sério e é uma referência nacional. E daqui para frente, eu tenho certeza que os regulamentos serão definidos, para não mais acontecer. Tem servidor com 10 empréstimos consignados de uma mesma empresa”, pronunciou.
A deputada Janaína destacou que essa situação dos consignatários é muito frágil, pois cria-se uma confiança e o servidor público acaba perdendo o controle com as taxas abusivas e as cobranças feitas de forma irregular. “Tem inúmeras irregularidades que precisamos solucionar. É preciso analisar todos os contratos existentes. Falam que o servidor quis assim, buscou e ele que se endividou. Isso não é verdade. A nossa primeira reunião já teve frutos, pois tivemos a suspensão efetiva dos consignados”, relatou a deputada.
O secretário adjunto de Gestão de Pagamento de Pessoal da Secretaria do Planejamento e Gestão do Mato Grosso (Seplag), Geonir Paulo Schnorr, explica que a instituição vem atuando de forma incisiva perante as denúncias apresentadas. “Temos uma equipe para atuar fortemente neste caso, já fizemos essa suspensão dos bancos, por meio de medida preventiva e estamos totalmente voltados à resolução desses problemas. É importante a clareza, na sensibilidade dessa questão, do relacionamento entre o servidor, que é o cliente e o banco. Atualmente, temos 300 mil contratos consignados. São 60 mil servidores que têm consignados. E estamos aqui, nessa Mesa Técnica, para realmente construir uma solução”, comentou.
O presidente do TCE, Sérgio Ricardo, foi enfático ao dizer que, se o estado tivesse feito o seu papel, não haveria necessidade de Mesa Técnica. “Houve falha de quem não podia falhar. Foi falta de atenção do estado que permitiu a entrada de 30 consignatários que são profissionais em comprar dívidas e deixam os servidores na mão. Eu tiro a responsabilidade dos servidores públicos e culpo os consignatários que são devoradores. Deixaram eles entrar e estão estragando a lavoura”, criticou.
Ele acrescentou que uma das soluções seria eliminar essas empresas consignatárias e manter somente bancos oficiais para ofertarem empréstimos. “O TCE está fazendo o seu papel e as consignatárias têm que entregar os contratos. Se não fizerem, passa ser inexistente essa dívida. Chega de gerenciar decretos que existem desde 2016. A Assembleia Legislativa tem que fazer uma lei para o fim destes decretos. Já o Desenvolve MT foi convocado e não compareceu e está quieta e tem muita a explicar”, indignou Sérgio.
Cronograma – Durante a reunião, a representante da Secretaria de Normas, Jurisprudência e Consensualismo do TCE, Lizandra Barros, apresentou um cronograma de execução da Mesa Técnica com os procedimentos a serem seguidos. Segundo a programação, a partir deste debate técnico preliminar e com o início da coleta de informações, as partes envolvidas terão até o final de junho para enviarem as contribuições. Em julho está prevista a análise de todo o processo e, em agosto, será feita a construção colaborativa para a formação de um novo modelo de controle e regulamentação dos consignados.
Fonte: ALMT – MT
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
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Cláudio Ferreira elogia deputado Nininho durante anúncio de recursos para a Santa Casa de Rondonópolis
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“RGA é direito” será o tema do Grande Ato dos servidores no dia 25 de maio

Servidores estaduais e municipais de vários locais do estado estarão em Cuiabá para participar na próxima segunda-feira(25) do Grande Ato do Movimento Sindical Unificado pelas ruas do Centro Político Administrativo, rumo ao Palácio Paiaguás, a partir das 14h.
O ato que tem como tema “RGA é direito. E direito se conquista com luta, mobilização e unidade!” quer chamar a atenção do governo para abrir mesa de negociação e ouvir as reivindicações dos servidores e debater alternativas para se resolver o caso dos consignados, as cobranças previdenciárias sobre aposentados e pensionistas e também o plano de cargos e salários de cada categoria. “São reivindicações históricas que geram insatisfação dos servidores de forma geral no estado. O governo não pode fingir que nada está acontecendo. São mais de 250 mil famílias impactadas mensalmente pela defasagem salarial provocada pelo não pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA)”, diz a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso(FEESP-MT) Carmem Machado.
O Movimento Sindical Unificado também cobra uma mudança de postura do governador, Otaviano Pivetta em relação à adotada na gestão do governador Mauro Mendes em relação aos consignados. Os servidores relatam dificuldades financeiras provocadas por descontos elevados em folha, juros acumulados e falta de mecanismos de proteção aos trabalhadores endividados. Soma-se a isso a cobrança previdenciária sobre aposentados e pensionistas, tema que continua gerando forte indignação entre categorias do funcionalismo.
“Precisamos de uma resposta do governo. Abrir a mesa de negociações”, argumenta Carmem.
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