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ALMT regulamenta trâmite para propostas de iniciativa popular

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Instituto Memória do Poder Legislativo é o guardião das leis já aprovada pelo Parlamento de Mato Grosso.

Foto: Marcos Lopes

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Secretaria de Comunicação Social

A população mato-grossense poderá ser representada por 1% de seu conjunto, somados de pelo menos cinco municípios, quando houver a vontade popular de adoção de uma lei estadual. A prerrogativa, prevista no artigo 5º da Constituição Estadual, foi regulamentada pela Assembleia Legislativa, através da Lei 10.831, publicada no Diário Oficial de 14 de fevereiro de 2019.  Agora, caberá à população legislar em temas de seu interesse, via projeto de lei de iniciativa popular, a ser encaminhado por formulário que será disponibilizado no site da Assembleia Legislativa, o www.al.mt.gov.br, devidamente acompanhado do abaixo-assinado de eleitores regularmente ativos no estado. 

Para que seja aceita a sua tramitação, o projeto deverá tratar de um único assunto e constar do formulário. Uma vez apresentado, ele não poderá ser barrado em razão de vício de forma ou linguagem, lapsos ou imperfeições técnicas, cabendo à Assembleia Legislativa, caso necessário, a correção e adequação do texto. O serviço de adequação será prontamente realizado pelas comissões técnicas e Secretaria de Serviços Legislativos da Casa.   

Após receber a peça, caberá ao Parlamento enviar as assinaturas ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral) para as respectivas conferências e, em havendo a comprovação, dar trâmite normal à proposta, que cumprirá o mesmo rito dos demais projetos de lei da Casa. Entre as exigências, especiais a esta matéria, está a obrigatoriedade de discussão do mérito em pelo menos uma audiência pública, na qual, pelo menos um dos proponentes poderá fazer a defesa da ideia. Para fins de tramitação, um deputado será designado pela presidência da ALMT, para subscrevê-lo.

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De acordo com a Secretaria de Serviços Legislativos da Casa, já ocorreram duas movimentações e articulações em torno da ideia de se registrar uma proposta de lei de iniciativa popular em nosso estado, que acabaram sendo adotadas pelos ex-deputados Serys Marli Slhessarenko e José Carlos do Pátio, mas ambas não vingaram. As propostas podem ser consultadas no Instituto Memória da ALMT. 

Propostas – Uma lei, aprovada em 2017, que tramitou na ALMT a partir da apresentação de projeto pelo deputado Guilherme Maluf (PSDB), também surgiu fruto de uma iniciativa popular. A Lei nº 10.627, que criou o Calendário de Produção da Agricultura Familiar de Mato Grosso, com o objetivo de incentivar o consumo de alimentos cultivados por pequenos produtores, teve como trâmite inicial o envio de sugestão pela ferramenta “Propostas”, no site da ALMT, que também incentiva a participação popular. A mensagem que deu origem à lei foi enviada pelo engenheiro agrônomo e empresário Carlos Henrique Bonsi Checoli.

A nova regulamentação reforça o direito de qualquer cidadão a fazer o protocolo direto na Assembleia Legislativa, desde que acompanhado do abaixo-assinado. E revoga a Lei 9.191, de julho de 2009, com vigência a partir de janeiro de 2010, que permitia a coleta de assinaturas em uma proposta de lei de iniciativa popular, pela internet, facultando o uso de assinaturas digitais no processo.

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Deputado Júlio Campos pede suspensão de privatização 

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O deputado Júlio Campos chamou atenção para a privatização de estradas abandonadas na região do Arinos e no Médio Norte de Mato Grosso, nesta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

“Venho fazer um apelo e uma advertência ao senhor governador Otaviano Pivetta e ao senhor Secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, sobre o estado lamentável de duas rodovias importantíssimas. A MT-338, a Estrada da Baiana, aberta no meu governo (1983 a 87) quando priorizei a ligação de Juara com Sinop e Cuiabá, economizando 200 km do trajeto. Essa estrada foi pavimentada pelo governo Blairo Maggi, mas hoje encontra-se acabada e com buracos por todos lados. E mesmo nessa situação, segue sendo privatizada”, indagou Júlio Campos.

Segundo o parlamentar, o valor do pedágio a ser cobrado para cada trecho de 30 quilômetros será de R$12,75. A MT-338, interliga os municípios de Lucas do Rio Verde e Tapurah, a partir do entroncamento com a BR-163.

A estrada é um importante caminho de escoamento logístico da produção agrícola e pecuária em direção ao Vale do Arinos e ben eficia também cidades como Itanhangá, Porto dos Gaúchos, Juara e Juína, afetando mais de nove comunidades e 150 mil habitantes.

Júlio Campos também chamou atenção para a situação de outra estrada: a MT-220, no trevo Tabaporã, no Médio Norte de Mato Grosso, entre Vera e Sorriso.

Concessão assinada

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O pedido de Júlio Campos é para que o governador adie a concessão em prol da redução dos custos do pedágio.

“Senhor secretário Marcelo Padeiro, que é um homem dinâmico, está na hora de sua equipe fazer uma fiscalizaçã o rigorosa para rever a privatização dessas duas rodovias. O estado atual é lamentável. Tem que restaurar as rodovias antes de ser privatizada, porque do contrário o pedágio ficará muito caro, pois a manutenção será repassado ao usuário. é por isso que tem estrada estadual na qual o custo do pedágio é o dobro do valor de uma estrada federal. Veja a BR-163, o pedágio custa quase a metade do valor de estradas estaduais e o motorista trafega de Rondonópolis e Sinop sem buracos e de forma segura”, afirmou Júlio Campos.

A concessão das duas estradas foi assinada em 01 de setembro de 2025 pelo secretário Marcelo Ol iveira, com o Consórcio Vale do Arinos, com o aval da Agência estadual de regulação Ager.

https://juliocamposmt.com.br/deputado-julio-campos-pede-suspensao-de-privatizacao-de-estradas-abandonadas-em-mt/

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Zé Medeiros quer proibir multas ambientais automáticas baseadas apenas em imagens de satélite

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Foto-Assessoria

Multas ambientais, embargos e bloqueios de crédito rural baseados exclusivamente em imagens de satélite ou sistemas automatizados poderão ser proibidos no Brasil. A medida está prevista em um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Zé Medeiros (PL) na Câmara dos Deputados.

A proposta cria a Lei Nacional de Garantia do Devido Processo Legal na Fiscalização Ambiental Rural e estabelece que nenhuma penalidade poderá ser aplicada sem vistoria presencial realizada por agente público competente, acompanhada de laudo técnico detalhado e identificação precisa da suposta infração.

“O avanço tecnológico deve servir ao interesse público, mas jamais pode substituir o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a verificação dos fatos. O satélite pode apontar indícios, mas não pode condenar ninguém. Hoje, muitos produtores enfrentam multas, embargos e até bloqueios de crédito sem que um fiscal tenha sequer visitado a propriedade. Isso gera insegurança jurídica e fere o direito de defesa”, argumentou o parlamentar.

O projeto prevê que imagens de satélite e sistemas de sensoriamento remoto tenham caráter apenas preliminar e informativo, impedindo que sejam utilizados como prova única para aplicação de sanções. Caso não haja vistoria presencial, multas, embargos e demais restrições poderão ser considerados nulos.

“O produtor rural não pode ser tratado como criminoso por um algoritmo. A fiscalização ambiental é necessária, mas precisa ocorrer dentro dos limites da lei e com respeito ao direito de defesa”, concluiu.

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A proposta também proíbe o bloqueio automático de financiamentos e a inclusão de produtores em cadastros restritivos com base apenas em alertas gerados por sistemas remotos. As restrições só poderão ocorrer após decisão administrativa definitiva, com garantia do contraditório e da ampla defesa.

O texto ainda prevê mecanismos de transparência para os sistemas automatizados utilizados pelos órgãos ambientais. Segundo Medeiros, a medida busca evitar punições indevidas causadas por falhas na interpretação de imagens de satélite e algoritmos, conciliando a proteção ambiental com a segurança jurídica e o direito de defesa dos produtores rurais.

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Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

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Ex-governador Mauro Mendes

O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.

Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.

Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.

O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.

A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.

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