Mato Grosso
Alunos aproveitam feira de ciências para pedir implementação de políticas ambientais
A 1ª Feira de Ciências de Santo Antônio de Leverger (34 km ao Sul da Capital) contou com a apresentação de trabalhos de cinco escolas estaduais – sendo três do município e duas de Cuiabá – EEs Raimundo Pinheiro e Liceu Cuiabano. O evento ocorreu na última quarta-feira (30.10) nas dependências da EE Hermes Rodrigues de Alcântara. Completam a lista das unidades escolares participantes, as EEs Leônidas de Matos e Oswaldita Eliza Teixeira Couto.
Segundo o coordenador da Feira, Dorilson Silva Cambuí, na parte da manhã, foi realizada uma blitz educativa, com manifestação de alunos e professores em prol do meio ambiente. Os estudantes saíram com faixas e cartazes com frases que remetem à conscientização ambiental. Ao final da passeata, foi entregue às autoridades públicas municipais um documento assinado pela população, solicitando políticas de preservação ambiental.
O coordenador explica que, com a realização da Feira, patrocinada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Ministério da Educação (MEC), Ministério da Ciência Tecnologia Inovações e Tecnologia (MCTIC), a escola ganhou protagonismo, pois toda a organização do evento partiu da própria escola elevando a autoestima dos professores e estudantes envolvidos no processo.
“Outro fato muito importante foi a participação efetiva de outras escolas do município. E para coroar todo o nosso esforço, a participação de duas escolas públicas de Cuiabá. Meus alunos adoram quando faço estes eventos. Para falar a verdade são eles que me estimulam”, assinala.
Incentivo
A Feira de Ciências de Leverger é um evento acadêmico direcionado aos alunos do ensino fundamental e médio e professores da educação básica. O foco é incentivar os estudantes a desenvolver trabalhos usando métodos científicos de forma a despertar o interesse por uma carreira científica. A feira ainda busca colocar em evidência a curiosidade e criatividade dos estudantes.
Entre as premiações está a concessão de bolsas de iniciação científica júnior do CNPq. Os trabalhos foram separados em duas categorias: ensino fundamental e ensino médio, e foram avaliados em relação à aplicação da metodologia científica, a aprendizagem de conceitos e linguagens científicas de suas áreas, a criatividade e originalidade.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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