Mato Grosso
Alunos do projeto social Atletas do Fogo conquistam 15 medalhas em campeonato de Jiu-Jitsu

Alunos do projeto social Atletas do Fogo, desenvolvido pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) no município de Alto Araguaia (a 418 km de Cuiabá), conquistaram 15 medalhas durante o 1º Open Costa Rica de Jiu-Jitsu, realizado na cidade de Costa Rica, em Mato Grosso do Sul (MS), no último domingo (19.10).
A delegação, composta por 15 atletas, teve um desempenho de destaque em todas as categorias que disputou. Ao todo, foram conquistadas seis medalhas de ouro, seis de prata e três de bronze, evidenciando a capacidade técnica dos atletas do projeto.
O torneio reuniu mais de 300 competidores, entre crianças, adolescentes e adultos, oriundos dos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. Foram realizadas mais de 430 lutas ao longo da competição, que também serviu como preparativo para o Campeonato Mundial de Jiu-Jitsu, marcado para acontecer em São Paulo (SP).
De acordo com o soldado BM João Paulo Cordeiro Oliveira, professor do projeto, a equipe demonstrou excelência dentro e fora dos tatames. Além das disputas tradicionais, alguns atletas também participaram de lutas casadas sem kimono vencendo todas as suas participações.
“Mesmo com diferenças de idade e peso, nossos jovens enfrentaram a categoria adulto e, em alguns casos, adversários de classes de peso superior. Mostraram garra, técnica e superação. A atleta mais jovem da equipe precisou ajustar o peso para competir e fez isso com tranquilidade e excelente desempenho”, destacou o soldado João Paulo.
O projeto Atletas do Fogo é desenvolvido pelo 1º Núcleo Bombeiro Militar (1º NBM) e atende cerca de 30 crianças e adolescentes. A iniciativa promove inclusão social, disciplina e saúde por meio do esporte. A participação no campeonato contou com o apoio da Prefeitura Municipal de Alto Araguaia, que viabilizou o transporte da equipe.
Além do sucesso no 1º Open Costa Rica de Jiu-Jitsu, os Atletas do Fogo já acumulam importantes conquistas em competições regionais, estaduais e até mundial, consolidando o projeto como referência na formação esportiva e cidadã.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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