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Ano atípico para produção americana anima integrantes da Missão USA 2019
Ano atípico para produção americana anima integrantes da Missão USA 2019
Área menor plantada, possibilidade de grão com qualidade inferior com o risco da neve e da geada, atraso no plantio e guerra comercial com China impulsionam expectativas
03/09/2019
Ano atípico para o setor agropecuário norte-americano inspirou os integrantes da Missão USA 2019 da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) a ter otimismo quanto ao cenário mundial para os grãos brasileiros. Relatos de atraso no plantio em função de muita chuva no início do período e, ainda, estiagem durante o desenvolvimento das lavouras, diminuição da área plantada e a guerra comercial entre o país e a China têm provocado desânimo ao produtor americano. Do outro lado, é expressiva a expectativa de ocupar mercados que eram americanos pelo produto brasileiro, conforme os participantes.
“Se houver neve ou geada, a qualidade de grão tende a cair, o que favorece o mercado brasileiro, que tem uma soja de boa qualidade neste ano, e vai conseguir fornecê-la para os importadores que preferirem essa melhor qualidade. Quanto ao milho, é a mesma coisa. Se tiver neve, mesmo com a lavoura pronta, também reduz qualidade do grão, o que vai fazer com que vendam todo o milho antes da soja. A guerra comercial EUA e China é outro fator que fará com que os produtores norte-americanos vendam primeiro o milho e também tem feito com que os produtores de lá acreditarem que estão perdendo mercados para a soja brasileira, que dificilmente serão conquistados novamente”, resumiu o diretor administrativo da Aprosoja, Lucas Beber, depois de acompanhar os principais roteiros propostos para a Missão USA 2019.
Menos 10% da área prevista para a soja foram plantados no período correto nos Estados Unidos – em meados de abril e início de maio –, de acordo com o diretor. Nessas áreas, a estimativa de produção é de 65 sacas/hectare. O atraso no plantio ocorreu em virtude do prolongamento do período chuvoso no país, que perdurou até junho. Mais tarde, uma estiagem no meio oeste também prejudicou o crescimento das plantas e, na atualidade, novas chuvas provocaram encharcamento de diversas áreas. “Já nas áreas em que não conseguiram plantar no período certo, estimam uma perda de 20% a 25% da produção, o que representa 15 sacas perdidas pelo menos. É bem impactante na soja”, acrescentou Lucas Beber.
Um dos únicos pontos negativos para, nós brasileiros, é que a guerra comercial fez com que os americanos guardassem a soja, estima-se que o país tenha estoques acima de 25 milhões de toneladas. Quando houver o acordo EUA e China essa soja será ofertada no mercado. “O mercado já sabe disso. Assim, mesmo com a queda na safra americana, o mercado não tem reagido muito”, ponderou o diretor.
As plantas de milho apresentam, neste ano, uma cor amarelada diferente do que a encontrada em anos anteriores da Missão USA. A falta de nitrogênio, provocada pelo excesso de chuvas no início do plantio, é nítida e provocou uma diminuição na qualidade das lavouras em relação aos anos anteriores. “O milho está diferente dos outros anos, quando só se observava lavouras amareladas por estarem em período avançado do ciclo de enchimento de grãos. Neste ano é comum ver lavouras no início de enchimento de grão amareladas por deficiência de nitrogênio, que deve ter sido lavado no começo por excesso das chuvas”, estimou Beber.
Um dos maiores impactos sofridos pela atividade, conforme relato de produtores americanos aos membros da Missão, foi o desequilíbrio climático no meio oeste. Percorreram estados de Illinois e Missouri, por exemplo, onde se percebeu diversas áreas abandonadas devido ao atraso no plantio de soja e milho, estima-se pelos próprios produtores que 10% das áreas deixaram de serem plantadas. A região sofreu com o excesso de chuvas à época do plantio, posteriormente sofreram com estiagem, depois novamente ficaram encharcadas e agora a nova previsão de altas temperaturas, e diminuição das chuvas.
Outra informação fornecida por produtores americanos aos integrantes da Missão que garantiu expectativa favorável de aumento de mercado é o interesse do país na ampliação das plantas de suínos para abastecimento do mercado chinês. A partir disso, cresce o consumo interno do milho, o que abre mercado para o produto brasileiro ser importado por alguns estados americanos.
“Mais uma coisa interessante é que estados como a Carolina do Sul, por exemplo, tendem a importar milho brasileiro que estará mais barato do que o americano, mesmo com toda a questão da logística, isso é positivo para o Brasil. E eles estão aumentando as matrizes de porcos para exportar para a China. Para nossa agricultura, isso é positivo também porque eles diminuem as exportações e aumentam o consumo interno deles, o que faz que tenhamos aumento no mercado de exportação de milho”, esclareceu Lucas Beber.
A Missão USA 2019 da Aprosoja foi composta por 20 integrantes entre produtores de soja e milho e colaboradores da entidade, que percorreram locais estratégicos para produção norte-americana, entre eles a Associação Americana de Produtores de Soja (ASA – American Soybean Association), e a Illinois Soybean Association, entre os dias 23 de agosto e 2 de setembro.
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“A Carne do Futuro” será tema de simpósio nas principais cidades de Mato Grosso
Evento reunirá mais de 2 mil produtores, pesquisadores e especialistas em Cuiabá e Rondonópolis

Foto- Assessoria
Com o tema “A Carne do Futuro”, o 12º Simpósio Nutripura, um dos mais importantes encontros da pecuária brasileira, acontecerá entre os dias 19 e 21 de março de 2026, com um dia de campo no Centro de Pesquisa Nutripura (CPN), em Rondonópolis, e outros dois dias de palestras e painéis em Cuiabá, no Buffet Leila Malouf, espaço referência em eventos no estado.
O simpósio reunirá mais de 2 mil participantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores e empresas do agronegócio, em uma programação voltada à inovação, sustentabilidade e tendências nos principais mercados globais da carne brasileira.
Entre os nomes confirmados estão José Luiz Tejon, referência em marketing agro e comportamento do consumidor, Alexandre Mendonça de Barros, economista e especialista em cenários agropecuários, além de Moacyr Corsi, Flávio Portela e Luiz Nussio, professores da Esalq/USP reconhecidos por suas contribuições em nutrição, manejo e produção animal.
O Dia de Campo abrirá a programação com demonstrações práticas de tecnologias aplicadas à nutrição, manejo e bem-estar animal. Já os painéis técnicos e debates em Cuiabá contarão com especialistas para discutir os avanços da pecuária brasileira em inovação, sustentabilidade e rastreabilidade. O encerramento contará com o tradicional churrasco oferecido pela Nutripura, momento de networking e celebração da cultura da carne.
As inscrições já estão disponíveis no site www.nutripura.com.br/simposio.
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Exportação de carne suína de Mato Grosso bate recorde histórico em 2024

Foto- Assessoria
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Dia do Agricultor (28/7): produção de grãos deverá atingir 330 milhões de toneladas na próxima década
Ministério da Agricultura prevê crescimento de 27% no setor até 2031; soja, milho, algodão e trigo puxam a evolução do setor

Foto: Assessoria
Enquanto outros setores produtivos mostraram dificuldades para crescer durante a pandemia, o agronegócio brasileiro “puxou para cima” o PIB nacional em 2020 – e deve continuar o bom desempenho também na próxima década. Segundo o estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2020/21 a 2030/31, realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, a produção de grãos no Brasil deverá atingir mais de 330 milhões de toneladas nos próximos dez anos, uma evolução de 27%, a uma taxa anual de 2,4%. Soja, milho, algodão e trigo deverão se manter como os grandes protagonistas no campo.
O levantamento concluiu ainda que o consumo do mercado interno, o crescimento das exportações e os ganhos de produtividade, aliados às novas tecnologias, deverão ser os principais fatores de expansão do agronegócio brasileiro, que representou, no ano passado, mais de 26% de todo o produto interno bruto do país.
Na contramão
O setor de farinha de trigo, por exemplo, foi fortemente impactado pelo aumento no consumo de pães e massas no mercado interno durante a pandemia, e teve um crescimento de 9% no faturamento do ano passado, segundo estudo da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados).
E a tendência seguiu assim no primeiro trimestre de 2021. A Herança Holandesa – linha de farinhas de trigo da Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas paranaenses Frísia, Castrolanda e Capal – registrou no período, uma produção de 36,6 mil toneladas de farinha de trigo, e um faturamento que ultrapassou os R$ 67 milhões, números robustos para o setor no estado. “Os primeiros meses do ano foram muito positivos para o moinho da Unium. Nossa estimativa de produção para 2021 é de 140 mil toneladas, mesmo com um segundo semestre mais desafiador, com o preço do dólar influenciando no custo da matéria-prima”, explica o coordenador de negócios do moinho de trigo da Unium, Cleonir Ongaratto.
Dividida entre farinha e farelo de trigo, a produção da Unium não foi interrompida durante o período mais crítico do isolamento social, e a companhia conseguiu ainda investir R$ 756 mil em seus produtos em 2020. Ongaratto afirma que o principal objetivo foi garantir que todos os clientes fossem atendidos e que os supermercados estivessem abastecidos. “E a tendência é que continuemos dessa forma. Temos um estudo para uma duplicação da moagem no moinho da Herança Holandesa, que deve ser aprovado pela diretoria da Unium ainda este ano, pois acreditamos que o setor continuará crescendo no futuro”, finaliza o coordenador.
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