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Brasil quer ganhar posições na produção mundial de cacau e chocolate

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A história da lavoura cacaueira no Brasil é permeada por momentos de altos e baixos. O país que já foi o maior exportador de cacau, hoje figura na sétima posição no mercado mundial, mas com perspectivas de aumentar sua participação, principalmente na venda de produtos com maior valor agregado, como chocolate fino.

A Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) foi criada exatamente em um momento de crise por causa de uma forte queda nos preços na região Sul da Bahia, que concentra a maior parte da produção nacional. O Decreto 40.987, assinado em fevereiro de 1957 pelo então presidente Juscelino Kubitschek, instituiu o Plano de Recuperação Econômico-Rural da Lavoura Cacaueira e a Ceplac como gestora do plano.

O objetivo era executar medidas para restaurar a lavoura, ampliar e melhorar as condições de colheita, armazenagem, preparo, beneficiamento, além de criar meios para combater pragas e doenças.

O plano também promovia a assistência técnica para modernizar os métodos de produção, aumentar a produtividade de cacau e estabelecia que os cacauicultores pudessem receber assistência financeira, nos casos em que os custos de produção fossem maiores que a capacidade do produtor.

Uma das primeiras iniciativas da Ceplac foi criar o Centro de Pesquisas do Cacau (Cepec) com o foco em desenvolver tecnologia para produção e manejo. Para transferir as novas tecnologias para o agricultor, foi necessário também estruturar o serviço de extensão rural e implantar as chamadas Escolas Médias Agropecuárias (Emarcs), voltadas para o desenvolvimento da educação.

Alguns anos depois do início do aporte econômico e científico, a cacauicultura brasileira respondeu ao incentivo e alcançou resultados expressivos. Ainda na década de 70, a produção de cacau no Brasil subiu de 164,6 mil toneladas para 336,6 mil toneladas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Neste período, foi implementado o Programa de Diretrizes da Cacauicultura Brasileira (Procacau), que vigorou de 1976 a 1985. Na década de 80, a produção chegou ao recorde nacional, atingindo 458,7 mil toneladas, com mais de 655 mil hectares de área colhida, no ano de 1986.

Na época, o volume alçou o país à condição de maior produtor de cacau do mundo. E nos anos 2000, a produção regrediu ao patamar abaixo de 200 mil toneladas e, desde então, vem oscilando até atingir a média atual de 250 mil toneladas por ano.

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A queda decorreu de diversos fatores, como estiagens, queda nos preços e o avanço da doença “vassoura-de-bruxa” sobre as lavouras da Bahia, maior produtor do país. O ataque da praga devastou a cacauicultura baiana, que ainda se recupera das perdas socioeconômicas. Hoje, o Brasil é o sétimo maior produtor de cacau no mundo, com produção puxada pela Bahia, Pará, Rondônia, Amazonas, Mato Grosso e Espírito Santo.

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Defasagem

A queda na produção brasileira ocorreu de maneira inversamente proporcional ao crescimento da indústria nacional de processamento das amêndoas e fabricação de chocolates. Segundo a Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC), a capacidade instalada no país permite atualmente a moagem de 275 mil toneladas de amêndoas. Como a produção nacional está abaixo desse volume, a indústria nacional precisa importar cacau para se manter abastecida e ativa.

Em 2018, o Brasil importou 62,4 mil toneladas de amêndoas de cacau de países do continente africano, que é o maior produtor mundial. Mais de 90% da importação são provenientes de Gana e o restante da Costa do Marfim, de acordo com balanço da AIPC.

O levantamento mostra também que, no ano passado, o Brasil comprou mais de 85 mil toneladas de chocolate, sendo que a maior parte veio da Suíça, e 35,5 mil de derivados de cacau, principalmente da Indonésia, Holanda e Costa do Marfim. Já o volume brasileiro exportado de amêndoas de cacau em 2018 foi de 616 toneladas. Os principais compradores da commodity brasileira são Japão, França e Holanda.

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Já as exportações de chocolate apresentaram um volume de 28,8 mil toneladas no ano passado, com destinação majoritariamente para Argentina, Paraguai e Bolívia. “A exportação brasileira de chocolate é muito grande, foi exatamente isso que tornou esse PIB de R$ 24 bilhões”, diz Manfred Muller, coordenador-geral de Administração, Finanças, Pesquisas, Extensão e Desenvolvimento da Ceplac. 

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“Em termos de qualidade, o continente americano está na frente do africano. Colômbia, Equador, Venezuela têm um cacau geneticamente bem superior ao dos países africanos. E agora o Brasil também está produzindo uma amêndoa muito boa, não só de origem genética, mas principalmente pelo tratamento pós-colheita”, explica.

Expectativa de expansão

O cenário nacional ainda está em fase de recuperação, mas os especialistas e produtores apostam que a cadeia produtiva do cacau já tem condições de retomar o mesmo ritmo de décadas anteriores. A expectativa é que a produção ultrapasse a capacidade de moagem nos próximos cinco anos.

Para atingir a meta, os produtores investem em novas potencialidades de todas as etapas da cadeia, em especial no beneficiamento das amêndoas pós-colheita para fabricação de chocolate de qualidade especial. 

Além de desenvolver a cultura desde o campo até a industrialização, o Brasil vem se destacando no crescimento  da produtividade dos cacaueiros por hectare e na qualidade das amêndoas.

“A grande vantagem do Brasil na área da cacauicultura é que nenhum país do mundo tem todos os elos da cadeia produtiva do cacau. O Brasil é produtor, é moageiro, tem indústria de processamento e é consumidor de chocolate”, destaca Muller.

Apesar dos problemas com estiagem nos últimos anos, preço baixo e pragas, a Bahia continua com peso importante na produção nacional, em razão do aumento da produtividade por hectare e a promoção da verticalização da cadeia produtiva no sul do estado, onde já existem 70 marcas de chocolate derivadas do cacau de origem.

Mas, quando se fala em produtividade, é no Pará que os dados mais recentes apontam forte crescimento. A participação do estado no cenário nacional passou de 18%, em 2005, para 53% em 2018.

No ano passado, o Pará produziu mais de 116 mil toneladas de cacau, em aproximadamente 180 mil hectares, área plantada que equivale a menos da metade da extensão destinada à colheita na Bahia, que produziu no mesmo período pouco mais de 122 mil toneladas.

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Levantamento do IBGE mostra que a alta da produção de cacau no Pará foi de 200% entre 2005 e 2018, com uma média aproximada de 6 mil toneladas por ano. “Se o Pará fosse um país, seria o oitavo maior produtor de cacau do mundo”, diz Fernando Mendes, chefe do Centro de Pesquisas do Cacau, da Superintendência da Ceplac no Pará.

Segundo os especialistas, os cacauicultores do Pará têm encontrado condições favoráveis para produção e recebido incentivos do governo local. Na Bahia, a administração estadual também tem uma proposta de dobrar a produção até 2022, passando das atuais 120 mil toneladas para 240 mil ou até 270 mil toneladas por ano.

“A planta hoje responde aos insumos e ao manejo, e resiste de certa forma à vassoura-de-bruxa. Então, o estado acredita que é possível dobrar a produção em cinco anos. E a Ceplac é parceira no programa, pois já desenvolveu a tecnologia e tem acesso aos produtores”, conta Fernando Ribeiro, assessor técnico e ambiental da Ceplac Bahia.

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Por que investir no cacau? 

O cacau não está entre as primeiras culturas no ranking do Produto Interno Bruto (PIB). Atualmente, o PIB da cadeia produtiva do cacau ultrapassa R$ 20 bilhões, valor gerado principalmente pela indústria processadora das amêndoas e de produção do chocolate. Nas regiões produtoras, a cultura cacaueira mobiliza uma rede grande de mão de obra e apresenta forte impacto social, econômica e cultural. 

Em todo o país, atualmente, só a indústria processadora emprega diretamente quase 29 mil pessoas, conforme dados da AIPC e do IBGE.  Somente no estado do Pará, a cadeia produtiva tem o envolvimento indireto de mais de 240 mil pessoas e outras 60 mil de forma direta. Na Bahia, a região cacaueira mobiliza pelo menos três milhões de pessoas em 110 municípios.

“O cacau tem um apelo social e um apelo de sustentabilidade, um dos poucos cultivos no mundo que é sustentável mesmo. Ele é ambientalmente favorável, socialmente benéfico e economicamente viável”, ressalta Manfred Muller.

Mais informações à Imprensa:Coordenação-geral de Comunicação Social
Débora Brito
[email protected]

Agro News

Com safrinha sob risco, produtor de MT encontrou no sorgo uma solução para rentabilidade e manejo de plantas daninhas

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Além de reduzir a exposição aos desafios do calendário da segunda safra, a mudança de estratégia ajudou a controlar o avanço de invasoras de folhas estreitas, um problema recorrente na propriedade

Foto- Assessoria

As mudanças no comportamento do clima têm obrigado produtores rurais a rever estratégias que, até pouco tempo atrás, pareciam consolidadas. Com a janela da safrinha cada vez mais apertada em algumas regiões, culturas mais adaptadas às condições de estresse hídrico vêm ganhando espaço no planejamento das propriedades.

Em Mato Grosso, por exemplo, essa realidade levou o produtor, Ernesto Vasques Júnior, sócio proprietário da Fazenda Santa Luzia, em Poxoréu (MT), a reformular o planejamento da propriedade, que possui 500 hectares de área cultivada. Segundo ele, o atraso das chuvas no início da temporada comprometeu o calendário da safra e reduziu significativamente a janela para o plantio do milho safrinha. “Demorou muito para chover e, quando as águas vieram, já era tarde para a semeadura do milho. Até daria para plantar, mas sob risco alto”, relata.

Diante desse cenário, o agricultor buscou orientação técnica para definir uma alternativa mais segura. “Conversando com o consultor da fazenda, ele sugeriu o sorgo por ser uma cultura de ciclo mais curto e mais tolerante ao déficit hídrico. Como já havíamos comprado adubos e defensivos, fomos em busca das sementes. Paralelamente, para reduzir os riscos da operação, firmei contrato para vender parte da produção para um aviário da região”, explica.

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A mudança foi cuidadosamente planejada. Além de encontrar uma alternativa rentável para substituir parte da área destinada ao milho, o produtor buscava uma solução para outro desafio da propriedade: o controle de plantas daninhas de folhas estreitas, cada vez mais resistentes aos herbicidas.

Diante desse cenário, a escolha foi pelo sorgo da Advanta Seeds com tecnologia igrowth®, que alia alto potencial produtivo a uma ferramenta eficiente para o manejo dessas invasoras. “Escolhemos esse híbrido pelos bons resultados que já conhecíamos e, principalmente, pela tecnologia embarcada, que permite controlar muito bem as plantas daninhas de folhas estreitas. Esse era um problema que enfrentávamos havia anos, porque elas estão cada vez mais resistentes”, afirma o titular da Fazenda Santa Luzia.

A primeira colheita, em andamento, confirma as expectativas, com bom desenvolvimento da cultura e resultados positivos no campo. “A produtividade está muito boa e tivemos uma excelente resposta no controle das plantas daninhas de folhas estreitas, justamente o que mais chamou nossa atenção na escolha do híbrido”, destaca o produtor.

Tecnologia amplia opções de manejo

A tecnologia Igrowth®, desenvolvida pela Advanta Seeds, é a primeira tecnologia comercial do mundo a conferir ao sorgo tolerância a herbicidas da família das imidazolinonas. Obtida por meio de melhoramento genético convencional, via mutagênese, a tecnologia não é transgênica e amplia significativamente as opções de manejo de plantas daninhas na cultura.

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Entre os principais benefícios estão o controle mais eficiente de plantas daninhas de folhas estreitas, maior flexibilidade para a aplicação de herbicidas registrados em pré e pós-emergência, redução da matocompetição por água, luz e nutrientes e maior expressão do potencial produtivo dos híbridos.

A tecnologia também promove maior uniformidade da lavoura, facilita a colheita, reduz perdas operacionais e contribui para uma área mais limpa para a cultura seguinte, diminuindo o banco de sementes de plantas invasoras e os custos com dessecação. Além disso, proporciona melhor aproveitamento da água e dos fertilizantes, favorece o desenvolvimento inicial das plantas e reduz a pressão de infestação nas culturas subsequentes, fortalecendo os sistemas de rotação e sucessão. “Estamos satisfeitos e a intenção é plantar sorgo no próximo ano. A cultura pode se consolidar como uma terceira alternativa importante e acredito que também seja uma boa opção para outros produtores da região”, finaliza Vasques Júnior.

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Fim da moratória da soja pode aumentar a destruição da Amazônia em 1,4 milhões de hectares nos próximos 10 anos, mostra artigo da Science

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Fim do acordo pode levar a um aumento de 17% no desmatamento na Amazônia em dez anos, com emissões equivalentes às do Canadá, sem trazer ganhos aos produtores de soja

A Amazônia registrou nos últimos anos uma tendência de redução do desmatamento, resultado de diferentes esforços de controle, fiscalização e políticas públicas. Nesse contexto, um artigo publicado na revista Science sobre o legado da Moratória da Soja alerta que seu fim pode resultar em aproximadamente 1,4 milhão de hectares adicionais de desmatamento na Amazônia nos próximos dez anos, um aumento de 17% em relação às taxas históricas analisadas. As emissões associadas a essa perda florestal são estimadas em cerca de 745 milhões de toneladas de CO₂ equivalente, volume semelhante às emissões anuais do Canadá.

Intitulado The Rise and Fall of the Amazon Soy Moratorium, o artigo analisa os resultados de quase duas décadas da Moratória da Soja, e principalmente os impactos esperados para os próximos 10 anos com o fim deste acordo, criado em 2006 entre empresas do setor, organizações da sociedade civil e governo para impedir a comercialização de soja produzida em áreas desmatadas após julho de 2008 na Amazônia. A publicação mostra que o mecanismo reduziu significativamente o desmatamento associado à expansão da soja, sem impedir o crescimento da produção agrícola, e também que seu fim levará a um aumento expressivo do desmatamento direto para a soja.

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Desde a implementação da Moratória, a área cultivada com soja na Amazônia mais que triplicou, enquanto a expansão ocorreu principalmente sobre áreas já abertas. O estudo aponta que havia entre 9,7 milhões e 15 milhões de hectares previamente desmatados disponíveis para expansão agrícola. A publicação também estima que, nos primeiros dez anos, a Moratória reduziu em cerca de 35% o desmatamento em áreas de risco para expansão da soja, evitando aproximadamente 1,8 milhão de hectares de perda florestal.

O que muda sem a Moratória
Segundo o artigo, o risco associado ao fim do acordo não está apenas na conversão direta de áreas para produção de soja, mas também no aumento da pressão sobre regiões com potencial de expansão agrícola e vulnerabilidade à especulação fundiária.

O estudo identificou que 9,1 milhões de hectares de florestas em propriedades privadas têm alta aptidão para a soja e podem ser legalmente desmatados segundo o Código Florestal. Também aponta que até 28,7 milhões de hectares de florestas públicas não destinadas podem ficar mais vulneráveis à especulação, especialmente em áreas com potencial futuro de expansão da infraestrutura.

Para o WWF-Brasil, a experiência da Moratória demonstra a importância de mecanismos que atuam nas cadeias produtivas para reduzir incentivos econômicos associados ao desmatamento. “A Moratória da Soja mostrou que é possível ampliar a produção agrícola mantendo critérios de conservação. O desafio agora é garantir que instrumentos capazes de reduzir o desmatamento continuem fazendo parte da estratégia brasileira de desenvolvimento”, afirma Tiago.

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Produção pode crescer em áreas já abertas
Os autores analisaram o argumento de que a Moratória teria limitado oportunidades econômicas para produtores. Os dados indicam que os impactos econômicos diretos são restritos: apenas cerca de 739 mil hectares de áreas aptas à soja foram desmatados legalmente após 2008, e a maior parte não está localizada em propriedades produtoras de soja. Nas fazendas que já cultivam soja, a área de floresta com possibilidade legal de conversão é estimada em cerca de 60 mil hectares. Ao mesmo tempo, a pesquisa identifica cerca de 1,7 milhão de hectares de áreas já abertas e aptas para soja na Amazônia, o que permitiria ampliar a produção sem conversão de novas áreas de floresta.

Além disso, os autores avaliaram uma das principais críticas dirigidas à Moratória da Soja: a de que o acordo teria provocado distorções de mercado ou funcionado como um cartel entre compradores. A análise comparou os preços pagos aos produtores em municípios abrangidos pela Moratória e em regiões vizinhas não submetidas ao acordo, sem identificar diferenças sistemáticas nos valores recebidos pelos agricultores. A evidência indica que o mecanismo não afetou a remuneração dos produtores nem provocou distorções de mercado, contrariando a tese de que haveria formação de cartel entre as empresas participantes.

Proteção da floresta e competitividade do setor
O artigo destaca que a redução do desmatamento está relacionada à competitividade de longo prazo do setor agrícola. A perda de floresta pode afetar serviços ecossistêmicos importantes para a agricultura, como a disponibilidade de chuvas e a regulação do clima regional. Além disso, cadeias produtivas sem mecanismos de controle de desmatamento podem enfrentar desafios diante de mercados que ampliam exigências ambientais e de rastreabilidade.

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Segundo Tiago Reis, especialista em Conservação do WWF-Brasil, “a Moratória da Soja mostra que empresas têm um papel estratégico na construção de uma cadeia produtiva mais sustentável e competitiva. Ao adotar compromissos de controle do desmatamento e rastreabilidade, o setor contribui para proteger a floresta, preservar serviços ecossistêmicos essenciais para a própria agricultura e responder às crescentes demandas dos mercados nacionais e internacionais. Produzir mais e conservar a Amazônia são objetivos que podem caminhar juntos, desde que haja transparência, responsabilidade compartilhada e mecanismos capazes de orientar a expansão produtiva para áreas já abertas”.

Sobre o WWF-Brasil
O WWF-Brasil é uma ONG brasileira que há 29 anos atua coletivamente com parceiros da sociedade civil, academia, governos e empresas em todo país para combater a degradação socioambiental e defender a vida das pessoas e da natureza. Estamos conectados numa rede interdependente que busca soluções urgentes para a emergência climática.

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Agro News

Fundação MT promove discussões sobre a cultura do algodão

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O 18º Encontro Técnico de Algodão acontece em Cuiabá nos dias 5 e 6 de agosto

Foto-Assesoria

A cotonicultura no Brasil será destaque no 18º Encontro Técnico do Algodão, promovido pela Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT). O evento reunirá pesquisadores, produtores rurais, consultores, técnicos, profissionais da indústria e de toda a cadeia produtiva do algodão e tem como objetivo transformar informações relevantes em soluções e decisões, com o formato de painéis será realizado entre os dias 5 e 6 de agosto, no Hotel Gran Odara, em Cuiabá (MT).

O gerente de Pesquisa, Serviços e Operações da Fundação MT, Luís Carlos de Oliveira, explica que a cultura do algodão é extremamente estratégica para o estado de Mato Grosso, uma cultura de alta relevância também para a Fundação Mato Grosso. “Nós temos pesquisas nas diversas áreas de conhecimento voltadas para a cultura do algodão. Neste 18º Encontro Técnico de Algodão, teremos a oportunidade de mostrar grande parte dessas pesquisas. Por exemplo, nós temos pesquisas na área de solos, ensaios que envolvem adubação, nitrogênio, potássio, ensaios de longa duração de mais de 12 anos”, disse.

Os temas da programação serão distribuídos em oito painéis voltados para a difusão de conhecimento e debate em torno dos desafios da cotonicultura de alta produtividade, como detalha Luís Carlos. “Apresentaremos projetos na área de plantas daninhas, que envolve o controle de plantas daninhas de difícil controle, como caruru, pé-de-galinha, vassourinha-de-botão. Toda a parte fitossanitária da cultura: entomologia, o controle das principais pragas, mosca-branca, ácaros e um cenário da situação do bicudo no estado de Mato Grosso. Toda a parte de nematologia, como um panorama de ocorrências de nematoides na cultura do algodão, além da área fitossanitária no que diz respeito ao controle de doenças, fungicidas, onde apresentaremos informações atualizadas sobre os resultados e performance dos produtos nesses segmentos”, finalizou.

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Ao longo dos dois dias, haverá ainda o painel de retrospectiva da safra de Mato Grosso e Bahia, geopolítica e desafios na tomada de decisão na cotonicultura, além de espaços dedicados às empresas parceiras, apresentação de resultados de pesquisa da Fundação MT, debates técnicos, momentos de networking e coquetéis de encerramento ao fim de cada dia. As inscrições ainda estão abertas e podem ser feitas pelo site da Fundação MT.

Programação Oficial

05 de agosto de 2026

08h — Abertura oficial

Painel 1: Retrospectiva da Safra 2025/2026

Moderador: Eduardo Kawakami (head de Pesquisa, Melhoramento Genético e Plantas – TMG).

Relato dos Produtores:

Cid Ricardo dos Reis (Grupo Bom Futuro – Região Sudeste e Vale do Araguaia).

André Lavezo (Amaggi – Região Oeste).

Fernando Piccinini (Grupo Bom Jesus – Região Médio Norte).

Vitor Paulo Vargas (SLC Agrícola – Região Bahia).

Análise da Safra 2025/2026 e Manejo Estratégico do Algodoeiro para Ajuste aos Cenários Climáticos e Econômicos: Fábio Echer (professor e pesquisador da Unoeste).

O Que Realmente Importa Sobre o Clima da Safra 2026/2027? Paulo Etchichury (meteorologista e consultor de Clima Aplicado à Agricultura).

Debate

Painel 2: Inovação

Inovação Transformadora nos Tempos Atuais: Júnior Borneli (fundador da StartSe).

Painel 3: Atualidade e Futuro no Manejo de Plantas Daninhas no Sistema Soja/Algodão

Banco de Sementes: Estratégias para Reduzir a Pressão de Seleção de Plantas Daninhas na Sucessão Soja-Algodão: Valter Vaz (pesquisador de Plantas Daninhas na Cooperativa Comigo – GO).

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Vassourinha-de-botão, Pé-de-galinha e Caruru: Resultados da Fundação MT: Vicente Pontes (Fundação MT).

Debate

Painel 4: Entomologia — Tecnologia e Manejo de Pragas Críticas

Mosca-branca e Ácaro-rajado: Pontos de Atenção para um Manejo Consistente: Marco Tamai (professor e pesquisador da Universidade do Estado da Bahia).

Lagartas — Status das Biotecnologias e Enfrentamento ao Bicudo-do-algodoeiro: Eduardo Barros (consultor Agronômico e pesquisador da Supera Soluções Agronômicas).

Situação do Bicudo no Estado de Mato Grosso: Márcio Souza (coordenador de Projetos e Difusão de Tecnologias no Instituto Mato-Grossense do Algodão).

Biotecnologia no Controle do Bicudo: Perspectivas Futuras: Anderson Meda (head de Pesquisa – TMG).

Debate

06 de agosto de 2026

08h — Abertura

Painel 5: A Base da Alta Produtividade do Algodão: Manejo e Desafios

Fertilidade do Solo no Algodão: Histórico de Pesquisa da Fundação MT: Leandro Zancanaro (pesquisador e Consultor da Origens Parcerias Agrícolas).

Compactação do Solo na Cultura do Algodão: Manejo em Ano de El Niño: Guilherme Anghinoni (pesquisador e consultor da Solo Raiz).

Adubação Potássica: Estratégias para Máxima Eficiência: Patrícia Matias (Fundação MT).

Debate

Painel 6: Nematoides no Algodoeiro: Resultados e Estratégias que Transformam Dados em Produtividade

Dinâmica Populacional de Nematoides no Algodoeiro: Evidências de Campo e Resultados da Fundação MT com Drª. Rosângela Silva.

Resistência Genética de Nematoides no Algodoeiro: Tania Santos (Fundação MT).

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Situação Atual de Meloidogyne enterolobii em Mato Grosso: Tania Santos (Fundação MT).

Debate

Painel 7: Cenário Fitossanitário da Cultura do Algodão: Desafios e Estratégias no Manejo de Doenças

Panorama Fitossanitário da Cultura do Algodão: Do Tombamento às Doenças Foliares: Mônica Müller (Fundação MT) e Amarildo Padilha (gerente técnico da ABC Agrícola).

Cenário de Doenças na Cotonicultura da Bahia: Desafios e Perspectivas de Manejo: Fabiano Perina (Embrapa Algodão).

Avanços e Resultados de Pesquisa no Manejo de Doenças do Algodão: Mônica Müller (Fundação MT) e Victor Porto (Fundação MT).

Debate

Painel 8 — Fechamento: Geopolítica e Desafios na Tomada de Decisão na Cotonicultura

Moderadora: Renata Maron (comunicadora e palestrante de agronegócios).

Debatedores: Marcos Jank (professor Sênior de Agronegócio Global do Insper) e Alexandre de Marco (vice-presidente da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão – Ampa).

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