Mato Grosso
Após 24 anos, bombeiros e PMs vão realizar CFO em conjunto
Bombeiros e policiais militares farão pela primeira vez o Curso de Formação de Oficiais (CFO) de forma conjunta, desde a separação administrativa das duas instituições, em 1994. A Comissão Especial de Concurso Público para atuar no certame foi instituída por meio da Portaria nº 023/2018, publicada no Diário Oficial de 17 de dezembro.
Outra novidade para esse CFO é que o curso será realizado em Mato Grosso, na Academia Costa Verde da Polícia Militar, como forma de otimizar pessoal e recursos, pois antes os aprovados faziam a formação em outros estados.
Serão 120 vagas para a PM e 40 para o Corpo de Bombeiros, na forma de cadastro de reserva, para serem chamados conforme necessidade do Estado. A Comissão, composta pela PM, Bombeiros, Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) e Secretaria de Estado de Gestão (Seges), ficará responsável pela formatação do edital, assim como o estabelecimento de regras para a contratação da empresa responsável pela realização do concurso.
“Precisamos constantemente de formação de oficiais, para a sobrevivência das corporações. A empresa será contratada sob ‘contrato de risco’, que é aquele em que o Estado não tem nenhum custo para a realização do concurso e a contratada recebe o valor das inscrições, que será recolhida pelo Estado e depois repassado ao final do certame”, explica o comandante-geral da PM, coronel Marcos Vieira da Cunha.
Além do ingresso de forma conjunta, a primeira parte do curso (CFO 1) será feita em turma única, composta por 30 policiais militares e 10 bombeiros militares por semestre. “O pré-requisito é o mesmo, que é a formação em Direito, e as duas formações terão áreas iguais, como legislação. Essa é uma forma de continuar a política de integração entre as forças e também economizar recursos, tanto com a formação em Mato Grosso e também com o concurso único”, afirma o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Alessandro Borges Ferreira.
Para participar do concurso os candidatos devem ter entre 18 e 35 anos, serem bacharéis em Direito, brasileiros e não terem condenação criminal.
“Esta é mais uma importante medida para o fortalecimento da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros. O ingresso de novos oficiais possibilitará um enfrentamento mais qualificado contra a criminalidade e demonstra o compromisso da gestão com a segurança pública”, avaliou o secretário de Estado de Segurança Pública, Gustavo Garcia.
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Por Bruna Pinheiro / Formad
Mato Grosso
Laudo afasta crime, mas incêndio em prédio da Prefeitura de VG segue cercado de perguntas

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.
Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.
No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.
“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.
Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.
No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.
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