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APROSMAT em parceria com IMA-MT inaugura laboratório HPLC

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Foto: Assessoria

Nesta segunda-feira (30/11), na sede do Instituto Mato-Grossense do Algodão (IMA-MT) o agronegócio mato-grossense recebeu uma importante ferramenta desenvolvimento da cadeia produtiva, com a inauguração o primeiro laboratório HPLC do Centro-Oeste especializado em análises cromatográficas de sementes tratadas (industrial e “on farm”), o BIOMAT. O projeto é fruto de uma parceria entre a Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso (APROSMAT), IMA-MT e as empresas Basf, Bayer e Syngenta.

No espaço de 100 metros quadrados, o laboratório terá capacidade de realizar análises de teor de ingrediente ativo em sementes tratadas e em defensivos agrícolas, o que segundo o vice-presidente de Grandes Culturas da APROSMAT, Jefferson Aroni, agilizará os processos de analises significativamente, além de atender com maior qualidade as regiões produtoras de sementes de soja, milho e algodão do Estado do Mato Grosso. “Inicialmente quando realizamos a pesquisa para a implantação do laboratório, observamos que apenas em São Paulo se realizava este tipo de trabalho, o que demanda muito tempo para envio de amostras e que inviabiliza estes testes. Deste modo, em um primeiro momento nós pensamos um laboratório para certificar estas sementes que são tratadas industrialmente. À seguir notamos que poderíamos realizar estas analises em diversas etapas, e o produtor que faz o tratamento destas sementes na fazenda (on farm) também pode trazer uma amostra aqui e quantificar aquele tratamento verificando se está dentro dos padrões e, por fim, também analises de produtos químicos”, disse.

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O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Cesar Miranda, classificou como um grande avanço para a agricultura do Estado e mais uma demonstração do poder de mobilização da iniciativa privada. “Mais uma vez o setor privado mostra sua competência, onde inicia um projeto e o conclui e que vai trazer vários benefícios para o setor. Então este laboratório que tem a frente a APROSMAT além de outros parceiros envolvidos vai dar uma certificação para as sementes do Mato Grosso, que tem uma agro economia muito forte e está entre uma das maiores do mundo”, explicou.

Um importante parceiro no desenvolvimento do projeto foi o Instituto Mato-Grossense do Algodão, que disponibilizou o espaço físico para a implantação do BIOMAT.  Para o presidente executivo do IMA-MT, Álvaro Sales, o setor algodoeiro também se beneficiará com o laboratório. “O BIOMAT será muito importante para o desenvolvimento de produtos biológicos para controle de pragas, o que vai nos permitir medir conteúdos de proteínas e outras substancias importantes no que tange ao aumento da produção, além de nos permitir evitar que, por exemplo, microrganismos que produzam alguma substancia toxica ao ser humano, nós possamos identificar e descartar mais facilmente resultando em uma maior segurança nos produtos biológicos”, comentou.

O presidente da APROSMAT, Gutemberg Carvalho Silveira explica que o projeto do primeiro laboratório HPLC da Região Centro Oeste, só foi possível pela união de esforços de instituições e empresas o que possibilitou equipamentos de alta tecnologia e a contratação de profissionais especializados. “O investimento é de cerca de 1.3 milhões de reais que está dividido entre recursos vindos do Fundo Mato-grossense de Apoio à Cultura da Semente (FASE-MT) e empresas multinacionais apoiadoras, e depois de três anos este projeto se torna realidade e será de extrema importância para todos os agricultores do Estado e região, com um suporte e garantia de que o produto e a tecnologia que ele está utilizando é a correta”, finalizou.

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O BIOMAT contará com uma pesquisadora responsável e realizará outros serviços como a de análises do teor de produtos formulados utilizados na lavoura para o tratamento de sementes e para a manutenção das áreas.

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“A Carne do Futuro” será tema de simpósio nas principais cidades de Mato Grosso

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Evento reunirá mais de 2 mil produtores, pesquisadores e especialistas em Cuiabá e Rondonópolis

Foto- Assessoria

Com o tema “A Carne do Futuro”, o 12º Simpósio Nutripura, um dos mais importantes encontros da pecuária brasileira, acontecerá entre os dias 19 e 21 de março de 2026, com um dia de campo no Centro de Pesquisa Nutripura (CPN), em Rondonópolis, e outros dois dias de palestras e painéis em Cuiabá, no Buffet Leila Malouf, espaço referência em eventos no estado.

O simpósio reunirá mais de 2 mil participantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores e empresas do agronegócio, em uma programação voltada à inovação, sustentabilidade e tendências nos principais mercados globais da carne brasileira.
Entre os nomes confirmados estão José Luiz Tejon, referência em marketing agro e comportamento do consumidor, Alexandre Mendonça de Barros, economista e especialista em cenários agropecuários, além de Moacyr Corsi, Flávio Portela e Luiz Nussio, professores da Esalq/USP reconhecidos por suas contribuições em nutrição, manejo e produção animal.

O Dia de Campo abrirá a programação com demonstrações práticas de tecnologias aplicadas à nutrição, manejo e bem-estar animal. Já os painéis técnicos e debates em Cuiabá contarão com especialistas para discutir os avanços da pecuária brasileira em inovação, sustentabilidade e rastreabilidade. O encerramento contará com o tradicional churrasco oferecido pela Nutripura, momento de networking e celebração da cultura da carne.
As inscrições já estão disponíveis no site www.nutripura.com.br/simposio.

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Exportação de carne suína de Mato Grosso bate recorde histórico em 2024

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China, Vietnã e Angola são principais destinos da proteína suína produzida em MT

Foto- Assessoria

O bom ano da suinocultura mato-grossense refletiu também nas exportações da proteína suína. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) Mato Grosso bateu recorde histórico de exportação de carne suína em 2024, atingindo 1,306 mil toneladas exportadas. O número é 9% maior que o exportado em 2023, antigo recorde com 1,199 mil toneladas.
No cenário nacional o resultado de 2024 também foi positivo, a exportação brasileira de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) atingiu 1,352 milhão de toneladas, estabelecendo novo recorde para o setor. O número supera em 10% o total exportado em 2023 (com 1,229 milhão de toneladas), segundo levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
Para o presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Frederico Tannure Filho, a expectativa de 2025 é positiva para o setor, principalmente pelo histórico dos últimos quatro meses.
“A expectativa é que 2025 seja um bom ano, visto o recorde de exportações nos últimos meses de 2024. A Acrismat vai continuar realizando o trabalho de manutenção sanitárias que promovem a qualidade da nossa carne, para manter nossas exportações e abrir novos mercados para nossos produtos”, pontuou.
Os principais destinos da carne suína de Mato Grosso foram Hong Kong, Vietnã, Angola e Uruguai. Dos produtos exportados, 80% foram In Natura, 18% miúdos e apenas 2% industrializados.
Na última semana o governo do Peru, por meio do Serviço Nacional de Sanidade Agrária (Senasa), autorizou que nove novas plantas frigoríficas no Brasil exportem produtos para o país.
Desde janeiro de 2023, o país vizinho importa carne suína do estado do Acre. Agora, com as novas habilitações, unidades em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo também poderão vender.
“A abertura do mercado peruano é mais uma boa oportunidade para a suinocultura de Mato Grosso, e reflete que o ano de 2025 para a atividade será de grandes oportunidades”, afirmou Frederico.
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Dia do Agricultor (28/7): produção de grãos deverá atingir 330 milhões de toneladas na próxima década

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Ministério da Agricultura prevê crescimento de 27% no setor até 2031; soja, milho, algodão e trigo puxam a evolução do setor

Foto: Assessoria

Enquanto outros setores produtivos mostraram dificuldades para crescer durante a pandemia, o agronegócio brasileiro “puxou para cima” o PIB nacional em 2020 – e deve continuar o bom desempenho também na próxima década. Segundo o estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2020/21 a 2030/31, realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, a produção de grãos no Brasil deverá atingir mais de 330 milhões de toneladas nos próximos dez anos, uma evolução de 27%, a uma taxa anual de 2,4%. Soja, milho, algodão e trigo deverão se manter como os grandes protagonistas no campo.

O levantamento concluiu ainda que o consumo do mercado interno, o crescimento das exportações e os ganhos de produtividade, aliados às novas tecnologias, deverão ser os principais fatores de expansão do agronegócio brasileiro, que representou, no ano passado, mais de 26% de todo o produto interno bruto do país.

Na contramão

O setor de farinha de trigo, por exemplo, foi fortemente impactado pelo aumento no consumo de pães e massas no mercado interno durante a pandemia, e teve um crescimento de 9% no faturamento do ano passado, segundo estudo da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados).

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E a tendência seguiu assim no primeiro trimestre de 2021. A Herança Holandesa – linha de farinhas de trigo da Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas paranaenses Frísia, Castrolanda e Capal – registrou no período, uma produção de 36,6 mil toneladas de farinha de trigo, e um faturamento que ultrapassou os R$ 67 milhões, números robustos para o setor no estado. “Os primeiros meses do ano foram muito positivos para o moinho da Unium. Nossa estimativa de produção para 2021 é de 140 mil toneladas, mesmo com um segundo semestre mais desafiador, com o preço do dólar influenciando no custo da matéria-prima”, explica o coordenador de negócios do moinho de trigo da Unium, Cleonir Ongaratto.

Dividida entre farinha e farelo de trigo, a produção da Unium não foi interrompida durante o período mais crítico do isolamento social, e a companhia conseguiu ainda investir R$ 756 mil em seus produtos em 2020. Ongaratto afirma que o principal objetivo foi garantir que todos os clientes fossem atendidos e que os supermercados estivessem abastecidos. “E a tendência é que continuemos dessa  forma. Temos um estudo para uma duplicação da moagem no moinho da Herança Holandesa, que deve ser aprovado pela diretoria da Unium ainda este ano, pois acreditamos que o setor continuará crescendo no futuro”, finaliza o coordenador.

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