Saúde

As tendências de atendimento médico nos próximos anos

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Telemedicina é uma das prioridades para a saúde no Brasil
A medicina é uma ciência que se transforma constantemente com avanços nos tratamentos para doenças, vacinas, remédios, entre outras coisas. A prática da medicina também evolui. Há alguns anos, por exemplo, jamais imaginaríamos que seria possível se consultar com um médico através da tela do celular. Hoje, com a telemedicina, isso é realidade e está ajudando muita gente a não correr riscos por conta da pandemia de Covid-19.

A telemedicina foi regulamentada, temporariamente, pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pelo Ministério da Saúde em março, mas ainda não há resposta se este modelo de atendimento médico continuará depois que essa situação provocada pela pandemia amenizar. Mas, por ser uma prática que se mostrou eficiente nos últimos meses, sua regularização permanente, com certeza, voltará a ser discutida em breve.

Vitor Moura, CEO da VidaClass, plataforma online que há seis anos promove acesso a serviços médicos, dentistas, exames de imagens e laboratoriais, consultas e telemedicina, concorda com a prática e acredita que ela deve ser regularizada mesmo após a pandemia: “Os serviços de telemedicina com consultas por videochamadas podem ser enquadrados como exemplo de tecnologia voltada para o bem estar das pessoas, já que une pacientes e médicos por geolocalização e pretende ser um suporte para os quase 170 milhões de brasileiros que não possuem plano de saúde e precisam de algum tipo de atendimento médico”.

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Além da telemedicina, outra tendência que está crescendo são startups que promovem serviços médicos mais baratos, como a própria VidaClass, que oferece consultas com diversos profissionais por valores acessíveis, às consultas custam a partir de R$ 35 e exames a partir de R$ 2,50, há também serviços de seguros que garantem internação hospitalar, vida e assistência, além de produtos que disponibilizam descontos e entrega em domicílio de medicamentos.

A VidaClass ainda oferece inscrição gratuita aos médicos, para iniciar o atendimento aos pacientes basta acessar a plataforma, se inscrever e ser aprovado. Os médicos também têm liberdade para oferecer seus preços sem interferência da empresa. A plataforma é totalmente preparada com a lei de proteção de dados, gateway de pagamento e possibilita armazenamento de documentos, exames e prontuários.

Com planos de saúde particulares custando cada vez mais caro e o sistema público com lotação esgotada e ofertas de serviços demoradas, as pessoas passaram a buscar alternativas rápidas e baratas para atendimento médico, por isso, serviços como a VidaClass devem conquistar cada vez mais espaço e torna-se uma tendência cada vez maior nos próximos anos.

Sobre a empresa – Criada em 2014, a VidaClass é uma startup que promove acesso a diversos serviços na área da saúde. Entre eles, médicos, dentistas, exames de imagens e laboratoriais, consultas multiprofissionais, pacotes hospitalares, seguro de diária internação hospitalar e benefícios farmacêuticos. Atualmente, existem mais de 25 mil profissionais de saúde cadastrados na plataforma e mais de 200 mil usuários.

Saúde

Comícios influenciaram aumento dos casos de Covid-19 no Amazonas, diz Vigilância

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Foto: Mário Oliveira/SECOM

Pessoas caminham de máscara no centro de Manaus

O aumento de casos de Covid-19 em Manaus, no Amazonas, tem relação com o início da campanha eleitoral no Brasil. A informação foi divulgada pela diretora-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), Rosemary Pinto, em coletiva de imprensa na sede do Governo do Amazonas, Zona Oeste, nesta terça-feira (27).

Ontem (26), o Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam) denunciou uma série de irregularidades no tratamento e internação de pacientes do Hospital 28 de Agosto, em Manaus. Vídeos gravados dentro da unidade mostram macas amontoadas, aglomeração entre pacientes e acompanhantes.

“Alguns estão indo a óbito, principalmente quem se expôs em comícios, passeatas e andanças, ou que tiveram contato com pessoas que frequentaram esses lugares”, explicou Rosemary Pinto. “Estamos vendo pessoas aglomeradas. A maioria não usa máscaras nesses eventos”, acrescentou.

Rosemary ressaltou que, em setembro, a FVS enviou recomendação ao junto ao Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) e fez uma consulta junto ao órgão sobre medidas para coibir aglomerações.

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O secretário estadual de Saúde Marcellus Campêlo anunciou medidas para desafogar a demanda no Hospital 28 de Agosto, como a transferência de pacientes para abertura de leitos e a realização de 180 cirurgias ortopédicas no período noturno.

“Existe um protocolo estabelecido em toda a rede de saúde. O quinto andar do hospital é destinado aos pacientes com a doença. Na sala rosa são levados os suspeitos para diagnóstico; em caso de confirmação, ele é transferido para o Delphina ou, se houver vaga, permanece no 28 de agosto”, explicou.

No Hospital Delphina Aziz, 60% dos leitos estão ocupados por pessoas em fase de recuperação de sequelas da Covid-19, como diabéticos e pacientes renais, alguns hospitalizados há mais de quatro meses. De acordo com o governador Wilson Lima, a terceira fase do plano de contingência já foi acionada em caso de necessidade de ampliação da estrutura.

Decreto prorrogado

O aumento de casos e de internações pelo novo coronavírus (Covid-19) em Manaus e nos municípios do interior do Amazonas resultaram na prorrogação por mais 30 dias do decreto que suspende o funcionamento de bares, praias, casas de shows, balneários e flutuantes no estado.

Durante o anúncio do prolongamento da medida, o governador Wilson Lima destacou que o aumento dos casos tem a ver principalmente com as campanhas políticas que tiveram início no Amazonas e causam aglomerações.

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“Os eventos políticos, convenções, reuniões, caminhadas, fizeram com que os casos aumentassem no interior. Também estamos tendo a antecipação do período chuvoso, o que aumenta a incidência de doenças respiratórias”, disse. “Todo esse cenário tem causado uma pressão sobre a nossa rede e tem feito com que algumas unidades cheguem a sua capacidade máxima”, revelou. 

Fonte: IG SAÚDE

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“Adoecemos cuidando de doentes, não porque fomos ao shopping”, diz médica

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BBC News Brasil

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Mariana Alvim – @marianaalvim – Da BBC News Brasil em São Paulo

‘Adoecemos cuidando de doentes, não porque fomos ao shopping’: o desabafo de médica com covid-19

“Tivemos uma guerra biológica, e os soldados nessa guerra fomos nós, profissionais de saúde. Nossa farda foi a máscara. Adoecemos, e alguns morreram nessa luta. E ninguém fugiu dela.”

“Mas nem o nosso hino a gente fez valer: ‘Verás que um filho teu não foge à luta’. Que mãe gentil é essa? O mínimo que merecemos é o reconhecimento de que caímos em serviço.”

As palavras desgostosas são da médica Priscila da Silva Daflon, 40 anos, que trabalha em Santa Catarina e procurou a BBC News Brasil através das redes sociais para relatar o que classifica como descaso do poder público e até da população na consideração ao esforço de pessoas como ela e colegas da equipe — profissionais de saúde e infectados com covid-19.

Para Priscila, o cúmulo da insatisfação veio em setembro, quando recebeu a resposta de um pedido de Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) feito à Prefeitura de Itajaí, da qual é funcionária concursada, trabalhando em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Ela também trabalha, como autônoma, em uma unidade de atendimento infantil a serviço da Secretaria de Saúde do município.

A médica conta que foi infectada com covid-19 em julho, o que foi detectado por um teste rápido e também por seu quadro clínico — ela desenvolveu uma isquemia cardíaca, em que o fluxo de sangue e oxigênio para o coração fica prejudicado.

Ela ficou internada por alguns dias no quarto em um hospital com atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) — atualmente ela está em período de carência na aquisição de um novo plano de saúde, pago do bolso.

Mas o laudo respondeu a ela e a outros profissionais: “(…) Aos servidores que declararem terem sido contaminados pelo COVID-19 durante desempenho das funções laborais informamos que não serão emitidas CATs pela Coordenadoria de Perícia Médica e Saúde Ocupacional em virtude do diagnóstico de COVID-19 aos servidores públicos efetivos ou não, uma vez que não se tem como afirmar com absoluta convicção que esta doença foi adquirida em ambiente de trabalho”.

Citando uma lei federal que define acidentes de trabalho, o documento diz ainda que “se faz necessário a observação do nexo causal, pois o fato de o servidor ser diagnosticado com COVID-19 em meio a uma Pandemia não significa que automaticamente se trate de uma doença ocupacional, visto que, muitos servidores — principalmente da área de saúde — apresentam mais de um vínculo empregatício”.

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Referindo-se ao laudo como uma “ofensa”, Priscila reclama que cientificamente não é possível demonstrar a causalidade da infecção — ou seja, a conexão entre o momento da infecção e seu resultado, o adoecimento.

“É a prefeitura que tem que provar que fui contaminada em outro lugar. Nós profissionais de saúde somos por si só grupo de risco.”

‘Não fomos ao shopping’

O CAT pode ser um primeiro passo para acesso a auxílios via Instituto Nacional de de Seguridade Social (INSS) por problemas de saúde ligados ao trabalho, mas segundo a médica, ela estava em busca apenas da formalização, em papel, de que adoeceu.

Priscila reconhece que teve acesso adequado a Equipamentos de Proteção Individual (EPI) mas, mesmo assim, a exposição no local de trabalho é inevitável — “com um monte de paciente circulando, na hora de intubar”.

E, para ela, uma das evidências mais fortes de que não foi em outro lugar que se contaminou é o fato de que seu companheiro e a filha de 12 anos não tiveram covid-19. Já diversos colegas de trabalho na UPA, sim.

“Não adoecemos porque fomos ao shopping, à praia, a uma festa… Adoecemos porque estávamos cuidando dos doentes. E isso que é vergonhoso: não só o governo de Itajaí, mas também os estaduais, federal, deixarem de reconhecer que esses profissionais adoeceram lutando pela saúde do país”, lamenta.

Ela fala caracteriza também como um “soco no estômago” a decisão do governo federal em setembro de não incluir a covid-19 na lista de doenças ocupacionais — o que facilitaria o acesso ao auxílio-doença por meio do INSS, entre outras formas de assistência.

“Naquele momento, vimos que estávamos à nossa própria sorte”, lembra a médica, natural de Nova Iguaçu (RJ) e formada pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), com pós-graduação em medicina da família pela mesma universidade.

Priscila tira selfie, com olhar sério, jaleco e estetoscópio

Arquivo pessoal
Médica atuando em Santa Catarina relata falta de acompanhamento de seu caso de infecção por covid-19

Em nota enviada à BBC News Brasil, a Prefeitura de Itajaí afirmou que “o servidor diagnosticado com COVID-19 deve comprovar que o seu vínculo empregatício é único e exclusivo com o Município de Itajaí para que a CAT seja emitida – uma vez que muitos servidores, principalmente os da área da saúde, atuam em mais de um local.”

“Entretanto, caso a CAT seja negada pelo município, o servidor efetivo pode ainda fazer a solicitação através do sindicato. Os servidores em regime CLT também podem fazer a solicitação via INSS ou sindicato.”

A Prefeitura destacou ainda que adotou diversas medidas para prestar assistência aos profissionais de saúde na pandemia: “treinamento das equipes; disponibilização completa de EPIs; testagem dos servidores; desinfecção de ambientes; medida provisória para concessão de benefício aos profissionais da linha de frente que têm filhos em idade escolar; central de monitoramento de pacientes positivos, negativos sintomáticos, negativos assintomáticos, idosos, idosos com doenças crônicas (incluindo os nossos servidores); e central de luto: acompanhamento psicológico de famílias que perderam entes queridos para COVID-19.”

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Pandemia e precarização do trabalho na saúde

Diferente da assistência que o município diz ter oferecido aos funcionários, Priscila Daflon afirma que não teve acompanhamento muito próximo do seu caso de infecção — tendo acesso apenas a testes rápidos e optando por fazer um teste molecular, o PCR, do próprio bolso.

Este deu negativo, segundo ela porque não foi feito no período em que a infecção estava mais ativa, e sim quando estava prestes a trabalhar — motivo pelo qual ela quis testar. Para avaliar se tinha condições de voltar a trabalhar, ela conta também ter consultado um infectologista por conta própria.

“Quem se preocupou em ir atrás de um diagnóstico, e depois de uma avaliação para retorno, fui eu. Depois de uma semana internada, voltei — cansada, com o corpo doendo, mas voltei, porque tinha muita necessidade de médicos naquele momento.”

Ela reconhece que, como funcionária do município, tem uma situação de emprego mais confortável do que muitos outros colegas na saúde — em que a “pejotização”, a contratação de profissionais como autônomos ou pessoa jurídica, é uma tendência reconhecida até mesmo por entidades de classe, como o Conselho Federal de Medicina (CFM).

Em abril, o conselho chegou a enviar ao Ministério da Saúde uma carta pedindo assistência financeira aos médicos infectados durante a pandemia, citando as vulnerabilidades com a pejotização como “a fragilidade do vínculo, a insegurança e a perda de direitos trabalhistas e previdenciários como o 13º salário, horas extras, adicional pelo trabalho noturno e insalubre, FGTS, licença maternidade, auxílio-doença, entre outros”.

“Nossa preocupação, neste momento, é garantir que os médicos possam enfrentar essa pandemia com de forma segura em diferentes aspectos”, argumentou o CFM. Não há notícias de que o pedido de tenha sido atendido.

Priscila cita os casos de colegas técnicas de enfermagem que ficaram gravemente doentes e precisaram de vaquinhas online para ir se tratar em outras cidades; e de um colega médico que também adoeceu seriamente e, tendo CLT e afastado com uma licença, teve a remuneração do município de Itajaí substituída por um salário pelo INSS, menor. Todos se recuperam pouco a pouco.

Segundo a prefeitura da cidade catarinense, “os servidores estatutários (efetivos) recebem a remuneração integral quando do afastamento por problemas de saúde, conforme previsto em estatuto próprio. Já os servidores da modalidade de contratação CLT seguem a regra previdenciária do INSS, ou seja, quando do afastamento por problema de saúde recebem a remuneração conforme o teto máximo do INSS”.

‘Situações traumatizantes’

A médica reconhece que a secretaria de saúde do município foi sensível em certos casos, fornecendo fisioterapia e atendimento com nutricionistas para alguns funcionários que adoeceram, mas fala em insensibilidade de setores como o administrativo, que está rejeitando pedidos de CAT.

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“Enquanto as prefeituras, as câmaras municipais, as próprias perícias trabalhavam de forma remota, nós não tivemos a opção de fechar. Só aumentamos nossa carga de trabalho e exposição. Mas estávamos todos lá, com medo, vínculo precário e todos esses riscos.”

“Passamos por sofrimento psicológico, por situações traumatizantes. Não estávamos acostumados a ver tantos pacientes sufocando, morrendo sem conseguir respirar. Essa pandemia trouxe nossos avós agonizando, quatro, cinco no mesmo plantão. Ver o olhar de um paciente indo para o tubo”, lembra a médica, se emocionando em alguns momentos da ligação.

Ao mesmo tempo, ela diz que o período da pandemia formou uma “rede de solidariedade” como “em poucas vezes na vida” viu igual — “de médico para médico, de médico para enfermeiro, de técnico para médico”.

Ela lembra por exemplo de uma anestesiologista que se voluntariou para dar uma palestra às equipes do município, ensinando formas de prevenir a infecção no contato com pacientes; e de um médico que se disponibilizou a ajudar no planejamento da compra de insumos para lidar com a pandemia.

Priscila menciona ainda uma rede de apoio formada entre profissionais para ajudar no transporte de colegas que adoecessem e precisassem de tratamento; e também pessoas que cancelaram férias não porque não podiam viajar, mas porque sabiam da demanda de trabalho.

“Eu via esses colegas correndo de um lado para o outro para ajudar alguém que ele nem sabe quem é. Cujo nome não faz diferença. É muito comum a gente encontrar as pessoas na rua depois e elas perguntarem: ‘Você lembra de mim? Você me ajudou tanto’. E a gente não lembra, porque são tantas pessoas.”

“Nós escolhemos esse contato quando fizemos o juramento profissional.”

Por outro lado, a médica confessa o desapontamento ao testemunhar como os pacientes, ou pacientes em potencial, vêm agindo na pandemia.

“Quando a população se aglomera, quando se coloca em risco em grupo, dá tristeza no nosso coração. Porque colocamos nossas famílias e filhos em risco por eles. Mas eles não se importam em se contaminar — e se se contaminarem, vão nos contaminar.”

“A gente não quer aplauso. Queremos que cada um entenda que quando se expõe desnecessariamente, é uma violência contra o profissional da saúde.”

Mas Priscila destaca também momentos em que o carinho das pessoas fez a diferença — como as cartinhas de agradecimento enviadas por uma igreja à equipe, ou a lanchonete próxima ao trabalho que abria excepcionalmente nas madrugadas para enviar alimentação aos profissionais de saúde.

“Isso deu um gás para a gente, aliviava o peso do nosso medo. Era muito legal o reconhecimento — nem toda remuneração é financeira.”

“Mas no início as pessoas estavam mais comovidas. Agora parece que quase voltamos à normalidade, que as pessoas perderam o medo.”

“Somente aplausos não vão ajudar os médicos e enfermeiros doentes. Não estou falando em dinheiro, mas do reconhecimento de que adoecemos lutando.”

Fonte: IG SAÚDE

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Teste para Covid-19 com saliva pode ser feito em casa; resultado sai em 24h

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O exame usa o método PCR-Lamp (sigla em inglês de amplificação isotérmica mediada por loop)
Foto: Reprodução/Olhar Digital

O exame usa o método PCR-Lamp (sigla em inglês de amplificação isotérmica mediada por loop)

Um novo teste para detectar a Covid-19 está disponível no mercado brasileiro. A diferença é que o novo formato é feito por meio da saliva e pode ser realizado em casa. O lançamento do teste ocorre nesta terça-feira, 27, e estará disponível na capital e em algumas cidades da Região Metropolitana de São Paulo.

teste meuDNA Covid, voltado para detectar o vírus em sua fase ativa, custa R$ 169 e o resultado, que pode ser acessado pela internet, fica pronto em 24 horas. A amostra é colhida pela própria pessoa por meio de um kit comprado pela internet.

A nova tecnologia é fruto de uma parceria do laboratório Mendelics com o Hospital Sírio-Libanês. O laboratório tem a capacidade de realizar 110 mil testes por dia. “A gente está vendo o que está ocorrendo nos outros países, que saíram do primeiro pico e veio um segundo. Enquanto não tiver uma vacina, tem de se preparar para esse ciclo. O risco de passar adiante sem querer e saber é significativo. Ter um teste acessível, fácil de colher, prático, contribui muito para reduzir o risco”, diz David Schlesinger, CEO da healthtech meuDNA e da Mendelics, em entrevista ao jornal Estado de São Paulo.

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O exame usa o método PCR-Lamp (sigla em inglês de amplificação isotérmica mediada por loop), que identifica o RNA do vírus nas células da pessoa infectada.

Ainda segundo Cesário Martins, diretor da healthtech meuDNA, os testes são similares. “Ele responde se está infectado no momento, técnica semelhante ao PCR, e tem a mesma especificidade, de 99%, e sensibilidade, de 80%.”

Ao Estado de São Paulo, Martins destaca que o novo teste foi pensado para que a pessoa possa fazer sem necessidade de deslocamento. “O kit chega em casa e o nosso app chama o coletor que vai levar ao laboratório. Dependendo do horário em que a pessoa solicitar, vai recebê-lo no mesmo dia ou no dia seguinte.” 

Fonte: IG SAÚDE

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