Mato Grosso
“Asfalto da MT-410 e ampliação de aeroporto vão trazer mais desenvolvimento para Colíder”, afirma prefeito

O governador Mauro Mendes autorizou o investimento de mais R$ 54,2 milhões, em Colíder, para asfaltar 42 quilômetros da MT-410 e ampliar o terminal do aeroporto municipal. Ele esteve na cidade nesta segunda e terça-feira (20 e 21.10) e também vistoriou obras nas áreas de saúde.
Para o prefeito Rodrigo Benassi, os investimentos no asfaltamento da rodovia e no aeroporto vão trazer mais desenvolvimento e crescimento para Colíder.
“O asfaltamento da MT-410 vai garantir o ir e vir da nossa população e ajudar a escoar a produção agrícola, porque precisamos ter acesso a outros municípios e à BR-163, e assim produzir cada vez mais. O aeroporto vai ajudar o município a se desenvolver, e é uma demanda da nossa região. Essa foi uma conquista importante para nós”, afirmou.
O vereador Luciano Milani apontou que os moradores do município já estavam descrentes de que o asfaltamento da rodovia fosse sair. “Esta é a prova de que vai acontecer e quem vai ganhar é a sociedade de Colíder”, disse.
Com a assinatura, o Estado autoriza a celebração do convênio com a prefeitura, que será responsável por tocar as duas obras de infraestrutura. Pelo asfaltamento da MT-410, estão previstos recursos estaduais de R$ 42 milhões. Já para a ampliação do aeroporto, o investimento é de R$ 12,5 milhões.
O governador Mauro Mendes lembrou que, ao assumir a gestão, o Estado tinha 6,4 mil quilômetros de rodovia asfaltadas. “Em 7 anos, faremos mais de 7 mil quilômetros de rodovias asfaltadas. Durante todos os governos passados, eles fizeram 6,4 mil km e nós vamos fazer, em oito anos, mais do que eles. Isso é resultado de um trabalho sério, de aplicar bem o dinheiro que arrecadamos de vocês, me dá a sensação de dever cumprido”, afirmou.
O vice-governador Otaviano Pivetta destacou que esses resultados foram alcançados graças ao compromisso de desenvolver os municípios do Estado. “Prefeitos, governadores e presidente da República são pessoas escolhidas para fazer o que o povo quer que seja feito. A democracia é isso. E governar é tomar decisão todo dia e honrar compromissos, o voto popular. Isso é o que estamos fazendo há quase sete anos”, apontou.
O secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, destacou que Colíder já recebeu mais de R$ 154,9 milhões em investimento do Estado. “Em 2019, o governo não tinha dinheiro nem para abastecer carro da polícia, mas com honestidade e seriedade, recuperamos as contas. Hoje, Mato Grosso é o Estado que mais investe no Brasil. E o objetivo do investimento é atender cada cidadão mato-grossense. Não há um município que não tenha recebido investimentos por parte do governo”, declarou.
O deputado estadual Nininho destacou que a ampliação do aeroporto vai atrair mais investidores para Colíder. “E salvar vidas também, porque o aeroporto serve também para socorros médicos. Esse é um governo que cumpre com os seus compromissos e faz com que o dinheiro público chegue até quem mais precisa”, destacou.
A manhã desta terça-feira iniciou com vistoria pelas obras do Hospital Regional de Colíder, cuja reforma já está 52% concluída. O investimento na modernização da unidade é de R$ 18 milhões.
Após as vistorias, o governador e a comitiva estadual seguiram para Itaúba. Eles também passarão por Nova Santa Helena, Terra Nova do Norte e Nova Guarita, com mais vistorias e autorizações de investimentos nos municípios.
Também acompanham a agenda nos município os deputados estaduais Beto Dois a Um e Diego Guimarães, os secretários de Estado Fábio Garcia (Casa Civil), César Roveri (Segurança Pública) e Laice Souza (Comunicação), e o presidente do Intermat, Francisco Serafim.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Recursos da Feijoada Solidária garantem a entrega de mais de 600 cobertores na Baixada Cuiabana
Mato Grosso
Defensoria alerta para os primeiros sinais de violência contra a mulher
Com o aumento dos casos de violência psicológica, perseguição e tentativa de feminicídio, DPEMT destaca a importância de buscar ajuda no início para interromper ciclo

Por Alexandre Guimarães
A violência contra a mulher nem sempre começa com agressões físicas. Ameaças, perseguições, humilhações, controle da vida da vítima e o descumprimento de medidas protetivas são formas de violência que podem evoluir para situações ainda mais graves.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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