Política MT
Assembleia discute situação da Central de Abastecimento de Cuiabá
Na tarde desta terça-feira (2), a Assembleia Legislativa discutiu, em audiência pública, a situação da Central de Abastecimento de Cuiabá. O debate reuniu permissionários do local e os chefes da Secretaria Estadual de Agricultura Familiar (Seaf/MT) e da Empresa Mato-grossense de Pesquisa Assistência Técnica e Extensão Rural (Empaer) e teve como foco o Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI), publicado em fevereiro deste ano pela Empaer, com a finalidade de receber estudos da iniciativa privada sobre a viabilidade, estruturação e utilização do espaço físico da central, hoje administrado pela Associação dos Permissionários do Terminal Atacadista de Cuiabá (Apetac).
Autor do requerimento da audiência, o deputado estadual Júlio Campos (União) explicou que os empresários permissionários que hoje ocupam o terminal estão preocupados com a possível privatização ou eventual mudança na administração do espaço, que pertence à Empaer. Para o parlamentar, a PMI foi feita de maneira “atabalhoada e precipitada” e ele justificou que, por isso, juntamente com os deputados Eduardo Botelho (MDB) e Wilson Santos (PSD) foi decidido pela realização desse encontro. Na central, empresários e alguns produtores recebem e comercializam produtos agrícolas. A maior destinação é para mercados.
A presidente da Apetac, Marilda Giraldelli, lembrou que os permissionários foram deslocados do Verdão para o Distrito Industrial na gestão do atual governador Mauro Mendes (União) quando na Prefeitura de Cuiabá. “Ficamos 22 anos no Verdão e estamos há sete anos no distrito. E a Empaer publicou na calada da noite um chamamento para empresas particulares administrarem e apresentarem um estudo”, criticou Giraldelli. Ela reclamou por não ter havido diálogo com a associação antes do lançamento da PMI, que investimentos prometidos nesse período não se concretizaram e até hoje não há estrutura básica para desempenho do trabalho dos empresários.
“O nosso medo é a insegurança jurídica que isso traz. A gente já foi removido do Verdão, nós viemos para o Distrito Industrial. Cada um teve de construir o seu espaço com recurso próprio, porque foi cedido apenas um barracão sem estrutura nenhuma. O que vai ser daqui para frente? Na PMI estão questões de valores de aluguel, de metragem. Eles querem cobrar taxa de ocupação de solo? Eles querem cobrar mais taxas de publicidade? Eles querem cobrar taxas de descarga? Eles querem cobrar taxas de fluxos de mercadorias lá dentro? Qual é o propósito? Eles vêm com uma alegação que é um estudo de modelagem. Qual modelagem? Por que nós não fomos chamados? ”, questionou a permissionária e diretora da Apetac, Simone Carvalho.
Outro lado – O diretor-presidente da Empaer, Suelme Fernandes, argumentou que a concessão do espaço para a Prefeitura de Cuiabá terminou em 2022. “É preciso regularizar a situação do imóvel, que pertence à Empaer. A gente fez esse chamamento para saber qual tipo de uso que nós vamos fazer em relação à exploração daquele imóvel em favor da própria empresa”, alegou.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Pública do estado (Sinterp), Gilmar Brunetto, defendeu que o espaço sirva para arrecadar recursos para a Empaer. “O orçamento é pífio e essa seria uma forma para a empresa executar as suas pesquisas e fomentar a agricultura familiar”, afirmou.
“Nós, juntamente com a Empaer, publicamos o PMI. Desde fevereiro, março, solicitamos a apresentação de estudos para a melhor gestão da Central de Abastecimento, para nos dizer qual é a melhor gestão. Hoje, ali temos pouquíssimos pequenos produtores, então nós queremos fazer uma gestão para agregar mais pequenos produtores”, asseverou o secretário de Agricultura Familiar do estado, Luluca Ribeiro. Ele também acrescentou que não é intenção do governo do estado retirar os permissionários do local e assegurou que ainda será feita uma licitação para administração do espaço.
Encaminhamento – Na conclusão dos debates, o deputado Júlio Campos anunciou a criação de uma comissão com a presença de membros da Apetac com objetivo de dialogar com o Poder Executivo estadual sobre o futuro da Central de Abastecimento. O parlamentar fez o compromisso de supervisionar os trabalhos do grupo. Ele acredita que ainda há tempo para resolver o conflito, ainda que pelo menos três propostas já tenham sido apresentadas em resposta ao chamamento feito pela Empaer.
“Acho que a gente pode dar nossa colaboração. Há um gesto democrático, o governo Mauro Mendes, o secretário Luluca são democráticos e têm realmente razão em abrir espaço para que todos possam dar a sua opinião e evitar um prejuízo maior a essa categoria de trabalhadores que levanta de madrugada para estar presentes na central. Alguns dias, inclusive, correndo risco de perder toda a sua produção [por conta das condições do terminal]”, ponderou Campos.
A Associação dos Permissionários do Terminal Atacadista de Cuiabá também busca na justiça a suspensão do Procedimento de Manifestação de Interesse.
Fonte: ALMT – MT
Política MT
Ibrahim deixa suplência de Janaina para se dedicar coordenação das campanhas de Nininho e Fábio Garcia

Foto- Assessoria
Nesta quinta-feira (10), o vereador por Rondonópolis Ibrahim Zaher(MDB), comunicou a sua saída da segunda suplência da candidata ao Senado Janaina Riva, para se dedicar a coordenação das campanhas de reeleição do deputado estadual Nininho e do deputado federal Fabio Garcia. Segundo o parlamentar, seguirá apoiando sua candidatura e participando ativamente da campanha no município.
A decisão já havia sido comunicada previamente a Janaina e ocorre em razão de um compromisso assumido anteriormente por Ibrahim com a coordenação da campanha do deputado estadual Nininho e do deputado federal Fabio Garcia. Com o avanço do período eleitoral, a função passou a exigir dedicação integral e tornou necessária a reorganização de suas responsabilidades dentro das campanhas.
Antes de formalizar sua saída da suplência, Ibrahim participou diretamente da estruturação da campanha de Janaina em Rondonópolis, incluindo a montagem do comitê no município. A inauguração realizada nesta segunda-feira (07.09), com grande participação de apoiadores e lideranças, consolidou essa etapa do trabalho e demonstrou a força da candidatura na região.
Ibrahim reforça que sua decisão não representa qualquer afastamento político de Janaina. Pelo contrário, ele continuará trabalhando por sua candidatura ao Senado, agora conciliando esse apoio com a missão de coordenar a campanha de Nininho e Fabinho, compromisso que já havia assumido anteriormente.
“A Janaina sempre soube desse compromisso que eu já tinha com Nininho e Fabinho. Conversei com ela com toda transparência e combinamos que eu ajudaria a organizar a campanha em Rondonópolis e, depois dessa etapa, precisaria me dedicar integralmente à coordenação da campanha dele. Saio da suplência, mas continuo apoiando a Janaina e trabalhando pela eleição dela ao Senado”, afirma Ibrahim.
Ele também destacou o resultado da mobilização em Rondonópolis. “Nós conseguimos montar uma estrutura forte, reunir lideranças e mostrar, na inauguração do comitê, o tamanho do apoio que a Janaina tem aqui. Tenho muita confiança no projeto dela e continuarei contribuindo para que esse trabalho cresça ainda mais em Rondonópolis e na região para termos a Janaína como Senadora por Mato Grosso.”
Política MT
Alessandra acusa adversário de “jogar baixo” e diz que candidatura incomoda por ameaça à disputa por cadeira na ALMT

Foto- Redes Sociais
A candidata a deputada estadual Alessandra Ferreira (Podemos) elevou o tom contra um adversário político ao comentar as recentes movimentações na Justiça envolvendo sua possível candidatura à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Sem citar nominalmente o adversário no trecho, Alessandra afirmou que ele estaria incomodado com o crescimento de seu projeto político e que, em vez de disputar nas urnas, estaria tentando utilizar a Justiça para dificultar sua participação na eleição.
“Ele está muito incomodado com tudo isso, incomodado que há uma grande chance, possibilidade de a gente alcançar essa cadeira e, infelizmente, ele não quer vir para a disputa no pau a pau”, afirmou.
Na avaliação de Alessandra, a tentativa de questionar sua candidatura não deve prosperar e representa uma forma inadequada de fazer política.
“Ele quer jogar baixo desse jeito, buscando a Justiça, mas eu acredito que a Justiça vai ser justa e vai entender que nós estamos fazendo o que todo cidadão tem a possibilidade de fazer e tem o dever de fazer”, declarou.
A candidata também levantou a possibilidade de que sua condição de mulher e o fato de ser esposa do prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, estejam entre os fatores que provocariam resistência ao seu projeto eleitoral.
“Eu não sei se é porque eu sou mulher, eu não sei se é porque eu sou a esposa do Cláudio, eu não sei se ele está se sentindo acuado, se ele pensa que a nossa candidatura atrapalha a dele”, disse.
Alessandra defendeu ainda que a disputa eleitoral seja definida pelo eleitor e afirmou que sua candidatura estaria ganhando força justamente por provocar reações dos adversários.
“Eu entendo que nós estamos no caminho certo, porque senão ele não estaria fazendo isso. Eu só gostaria que ele fosse mais homem e não jogasse baixo igual ele está jogando e fizesse uma disputa justa”, afirmou.
A pré-candidata reforçou que considera legítimo o direito de qualquer cidadão disputar uma eleição e pediu que a população tenha liberdade para decidir nas urnas.
“Deixar o povo escolher. O cidadão tem o direito de fazer a sua escolha, escolher o que é melhor para sua cidade, melhor para seu estado”, declarou.
Na sequência, Alessandra associou o discurso eleitoral às ações e investimentos realizados em Rondonópolis. Ela citou obras e serviços na área da saúde, o microrevestimento de vias e a ordem de serviço para o viaduto, além da duplicação do anel viário, destacando a parceria entre o município e o Governo de Mato Grosso.
“Nós não fazemos a política da pessoalidade. E, como eu falei, eu sinto muito por um homem velho daquele, velho na política, enxergar dessa forma, mas você tem uma oportunidade de mudar os seus pensamentos. Pense grande, vamos ser grande, vamos pensar numa Rondonópolis para todos”, concluiu.
As declarações colocam a disputa pela vaga na Assembleia em um novo patamar de confronto político, com Alessandra sinalizando que pretende manter a candidatura e enfrentar os adversários diretamente nas urnas.
Política MT
Advogado compara Wellington Fagundes a “chupim” em crítica à aproximação de Janaína Riva com o PL

Foto- Redes Sociais
O advogado de Rondonópolis e analista político Dr. Olivar, apoiador da deputada estadual Alessandra Ferreira, fez uma avaliação contundente sobre a movimentação política envolvendo a deputada estadual Janaína Riva, o MDB e o PL. A análise foi feita na manhã desta quinta-feira (10), durante participação no programa Bom Dia Cidade, da Rádio 104 FM.
Ao comentar a aproximação de Janaína Riva com o PL e o espaço ocupado pela direita em Mato Grosso, Olivar utilizou uma metáfora para definir o papel que atribui ao senador Wellington Fagundes no processo.
“Eu até falei carinhosamente, fiz um apelido para o Wellington Fagundes: ele é o chupim”, afirmou.
Segundo Olivar, a comparação faz referência ao comportamento do pássaro conhecido por colocar seus ovos no ninho de outras aves, deixando que elas façam o trabalho de incubação e criação.
Na avaliação do analista, Fagundes estaria tentando inserir Janaína Riva no “ninho” político construído pelo PL e pelo crescimento da direita em Mato Grosso.
“O PL sai gigante das urnas. Esse ninho não foi construído pelo Wellington Fagundes, não foi pelo carisma do Wellington Fagundes. O PL é outro ninho”, afirmou.
Olivar sustentou que o fortalecimento do PL não seria resultado exclusivamente da atuação individual de Fagundes, mas de uma transformação do cenário político e do crescimento do eleitorado de direita.
Para ele, a eventual entrada de Janaína no espaço político do PL representa uma disputa pelo controle dessa estrutura eleitoral.
“Esse ninho construído, onde os eleitores de direita confiam, o Wellington Fagundes vem e coloca o ovo do chupim, que é a Janaína Riva”, declarou.
Disputa pelo eleitorado da direita
O analista também avaliou que uma candidatura ao Senado exige uma estratégia diferente daquela utilizada em eleições proporcionais.
Na visão de Olivar, Janaína Riva possui uma trajetória marcada pela capacidade de transitar entre diferentes grupos políticos, mas uma eventual candidatura majoritária exigiria também a conquista de uma parcela significativa do eleitorado identificado com a direita.
“Para ser deputada ela não depende [do voto da direita], mas como majoritária, para o Senado, ela sabe que depende”, afirmou.
Olivar questionou, então, quem estaria levando vantagem na aproximação: Janaína Riva ao entrar na estrutura do PL ou o próprio partido ao incorporar uma candidatura com estrutura política própria.
A metáfora do “chupim”, segundo ele, representa justamente essa disputa.
“Quem está usando a estrutura de quem?”, questionou.
Estrutura política
Durante a entrevista, Olivar também relacionou a trajetória eleitoral de Janaína Riva à estrutura política construída por seu pai, o ex-deputado estadual José Riva.
Ele argumentou que a ascensão eleitoral da deputada não poderia ser analisada apenas pelo aspecto pessoal ou pelo carisma, mas também pela estrutura política construída ao longo de décadas.
O analista classificou José Riva como um “animal político”, no sentido utilizado pela sociologia e pela ciência política, ao defender que estruturas políticas podem sobreviver aos próprios personagens que as construíram.
A partir dessa leitura, Olivar avalia que a atual movimentação em torno de Janaína Riva seria parte de uma estratégia mais ampla de manutenção e expansão dessa estrutura política.
A análise, entretanto, é uma avaliação política apresentada por Olivar durante o programa, e não uma conclusão judicial ou constatação oficial sobre as articulações mencionadas.
No fim, a metáfora deixada pelo analista resume sua crítica: o PL construiu um ninho eleitoral identificado com a direita; agora, a disputa é para saber quem vai controlar esse ninho.
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