Política MT
Assentados em Santo Antônio do Leverger reivindicam asfalto e título da terra
Foto: HELDER FARIA / ALMT
Ter em mãos o título de propriedade da terra onde cria 40 cabeças de gado de corte é o sonho da trabalhadora rural Joelsa Marans dos Santos, presidente da Associação da Gleba Resistência, no município de Santo Antônio de Leverger (MT). Esse sonho é compartilhado por cerca de 350 pessoas que participaram da audiência pública onde representantes das secretarias de Cidades e de Infraestrutura e do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) apresentaram o andamento das providências adotadas para atender às reivindicações dos moradores de 18 assentamentos da região.
Essa foi a segunda audiência realizada em 90 dias, requerida pelo deputado Wilson Santos (PSDB), e uma terceira foi anunciada para o mês de março. “Saímos dessa audiência com a previsão da construção de um sistema simplificado de abastecimento de água, da criação de um grupo de estudo para o projeto de asfaltamento do acesso aos assentamentos e com a notícia do avanço dos estudos e georreferenciamento dos lotes pelo Incra para a emissão dos títulos de propriedade”, avaliou o deputado ao fim da audiência.
“Com o título nas mãos, nós assentados teremos a verdadeira propriedade sobre a nossa terra, poderemos buscar financiamentos e ir em busca da nossa autonomia”, afirmou Joelsa Marans dos Santos, da Gleba Resistência, onde vivem 300 pessoas em 120 propriedades.
Ao todo, são cerca de cinco mil moradores nos 18 assentamentos produtores de hortifrutigranjeiros de Santo Antônio de Leverger: São Sebastião, Caeté, Vale Abençoado, Pontal do Glória, Bigorna, Águas Claras, Sangradouro, Agrovila das Palmeiras, Vale Palmeiras, Ribeirão do Glória, Vale Samambaia, Gleba Resistência, Ribeirão do Estiva, Boa Ventura, P.A. Banco do Brasil, P.A. Santana Taquaral, P.A. Santana do Buritizal e Serrana. Desses, cinco são federais e 13 são assentamentos do Intermat, que não teve representante nesta audiência.
Sobre as titulações dos lotes federais, o superintendente do Incra em Mato Grosso esclareceu dúvidas dos presentes à audiência pública e falou dos trabalhos que estão em andamento. “Cada assentamento está em um estágio do procedimento para emissão dos títulos, que requer vistoria, georreferenciamento”, explicou João Bosco. De acordo com o Incra, o título é o instrumento que transfere o imóvel rural ao beneficiário da reforma agrária em caráter definitivo e é garantido pela Lei 8.629/93, quando verificado que foram cumpridas as cláusulas do contrato de concessão de uso e que o assentado tenha condições de cultivar a terra.
Infraestrutura – A secretária de Cidades, Juliana Ferrari, anunciou a implantação de um sistema simplificado de abastecimento de água tratada para a Agrovila das Palmeiras. O sistema é composto por uma pequena central de captação, tratamento e fornecimento de água, voltada a atender localidades rurais que não estão interligadas nas redes de abastecimento dos municípios. A água é captada de um manancial subterrâneo como, por exemplo, um poço. Posteriormente passa por tratamento, por meio de cloração, e ao final é levada à população meio de torneiras (bicas). Segundo a secretária, 35 sistemas já foram entregues e outros 40 estão previstos, custeados por uma emenda parlamentar do deputado Wilson Santos, no valor de R$ 150 mil.
O asfaltamento de 23km de estrada de chão para acesso à BR-163/364 é outra demanda dos assentados. O secretário de Infraestrutura Marcelo Duarte Monteiro se comprometeu a compor um grupo de trabalho na Sinfra para realizar os estudos e inserir a obra do Plano Diretor Estadual. “Garantir o asfalto é mais do que proporcionar melhoria de acesso, é um investimento em cidadania para essa população”, afirmou.
Também participaram da audiência representantes da Defensoria Pública de Mato Grosso, da Polícia Militar e da Paróquia de Santo Antônio do Leverger.
Política MT
Teté Bezerra: a primeira mulher eleita deputada estadual por Rondonópolis
Pioneira na política de Rondonópolis, Teté Bezerra fez história ao conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso

Foto- Assessoria
A trajetória política de Teté Bezerra é marcada pelo pioneirismo. Ela entrou para a história de Rondonópolis como a primeira mulher do município eleita para o cargo de deputada estadual, ampliando a presença feminina na política mato-grossense.
Em 2010, Teté foi eleita deputada estadual pelo PMDB, com 22.964 votos, garantindo uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso para a legislatura de 2011 a 2015.
Antes de chegar à Assembleia, Teté já havia construído uma trajetória no cenário político estadual e nacional. Ela foi eleita deputada federal em 1994 e reeleita em 1998, tornando-se uma das principais representantes femininas de Mato Grosso no Congresso Nacional.
A eleição para deputada estadual consolidou sua presença política e reforçou a participação de mulheres de Rondonópolis na disputa por espaços de representação no Estado.
O feito permanece como um marco na história política do município, especialmente em um cenário no qual a participação feminina nas disputas eleitorais ainda enfrentava grandes desafios.
Teté Bezerra entrou para a história de Rondonópolis não apenas pelos mandatos que exerceu, mas também por abrir caminho para outras mulheres na política local.
Política MT
E agora, Rezende? Chapa com apenas 10 candidatos coloca reeleição em jogo no União Brasil

Foto- Assessoria
A disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso promete ser dura dentro do União Brasil. Com uma chapa enxuta, formada por apenas 10 candidatos, o partido aposta na concentração de votos para tentar eleger dois ou até três deputados estaduais nas eleições de 2026.
Entre os nomes que encaram a disputa está o deputado Sebastião Rezende, que busca a reeleição pelo União Brasil. A candidatura foi homologada durante a convenção estadual da legenda.
O próprio deputado Júlio Campos reconheceu o grau de dificuldade da composição. Segundo ele, apesar de a chapa ter apenas 10 candidatos, existe a expectativa de conquistar duas ou três cadeiras na Assembleia.
Além de Rezende e Júlio Campos, o União Brasil colocou na disputa nomes como Dilmar Dal Bosco, Michelly Alencar, Wender Roman, Eliane da Silva Ferreira, Cenira Evangelista, Antônio Carlos da Silva Barros e Ana Paula Leiria. A lista sofreu alteração na reta final, com Ana Paula substituindo Lédio Procópio de Souza.
A estratégia de uma chapa menor pode favorecer os candidatos com maior estrutura eleitoral e maior capacidade de concentração de votos. Por outro lado, aumenta a pressão sobre os nomes que já exercem mandato e precisam justificar nas urnas sua permanência no Legislativo.
E agora, Rezende? Com menos candidatos para dividir os votos, a disputa interna pode ser ainda mais intensa. A pergunta que fica é se o deputado conseguirá manter sua força eleitoral e garantir mais um mandato na Assembleia.
A chapa do União Brasil está definida. Agora, a resposta será dada pelo eleitor.
Política MT
Dra. Luciana Horta apresenta propostas para saúde e combate ao feminicídio em entrevista em Rondonópolis

Foto-Assessoria
Candidata a deputada estadual pelo PL participou do programa 105 Notícias e falou sobre propostas para a saúde pública e outras pautas que pretende defender na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
Nesta sexta-feira (21), a candidata a deputada estadual Dra. Luciana Horta (PL) participou do programa 105 Notícias, da Rádio 105 FM, apresentado pelo radialista e jornalista Zé Pereira. Durante a entrevista, ela falou sobre suas propostas para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
Dra. Luciana Horta foi a vereadora mais votada nas eleições de 2024 e assumiu uma cadeira na Câmara Municipal. Entre as principais pautas de seu mandato estão o combate ao feminicídio e a saúde pública, área em que tem se destacado pela cobrança de melhorias nos serviços oferecidos à população.
A vereadora e candidata a deputada estadual afirmou que sua atuação sempre foi voltada à defesa da população.
“Meu dever é lutar diariamente para que a população tenha o mínimo de dignidade e possa chegar ao seu posto de saúde e ter o mínimo. Ultimamente, nem coletor de urina estava tendo para fazer exames”, afirmou durante a entrevista.
As propostas de Dra. Luciana Horta para a saúde pública de Mato Grosso incluem medidas para melhorar o atendimento de urgência e emergência, ampliar o acesso a serviços especializados e fortalecer a assistência a pacientes com câncer, doenças crônicas e pessoas que dependem de medicamentos de alto custo.
O plano também prevê articulação para a implantação de uma nova UPA na região em expansão de Rondonópolis, estudos para a construção de um Hospital Regional na Região Sudeste e ações voltadas ao atendimento de comunidades rurais, ribeirinhas e de difícil acesso. A proposta também inclui a fiscalização das filas, dos prazos e dos serviços de saúde.
Durante a entrevista, Dra. Luciana Horta também falou sobre a importância da participação de novas pessoas na política.
“A cadeira não vai ficar vazia. Se pessoas boas não lançarem seus nomes, com coragem e propósito, outros vão continuar nesse poder”, afirmou Dra. Luciana Horta.
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