Política MT
Audiência pública discute quedas e oscilações de energia elétrica em Lucas do Rio Verde
As constantes quedas e oscilações de energia elétrica em Lucas do Rio Verde foram temas de audiência pública, nesta quinta-feira (4), no auditório do Sindicato Rural do município. A reunião foi requerida pelo deputado Cláudio Senna (PTB). As reclamações dos consumidores tiveram apoio do poder público municipal, estadual, Procon, Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Mato Grosso (Ager/MT) e Ministério Público Estadual (MPE) que ouviram os problemas e reforçaram pedido de providência pela concessionária Energisa.
De acordo com deputado, os problemas de queda e oscilação de energia elétrica acontecem na área urbana e na zona rural. “Convocamos a Energisa e tivemos as presenças de autoridades e da população para essa audiência para cobrar da concessionária a resolução do problema. Lucas do Rio Verde é uma cidade que cresce anualmente. Hoje temos 100 mil habitantes e nós não aguentamos mais esse desrespeito por parte da Energisa com o nosso consumidor”.
Claudio Senna apresentou um relatório do Ministério de Minas e Energia que informa que no ano de 2022, Lucas do Rio Verde contava com cerca de 25 mil unidades consumidoras e em 2023 o número subiu para 31 mil. O crescimento na indústria também foi relevante – subiu de 6.337 para 11 mil empresas entre 2020 e 2023.
“Estou há mais de 20 anos residindo aqui e acompanhei o crescimento do município. Temos um complexo industrial instalado, maquinários funcionando, mas com prejuízos pela falta de energia e isso se estende aos os consumidores das áreas urbana e rural”, explicou o parlamentar.
Foto: Helder Faria
O professor Marcos Antônio Purquério, morador de Lucas do Rio Verde há 17 anos conta que nos últimos três anos a queda de energia é constante. “A energia cai e volta várias vezes ao dia. Eu espero sair daqui com alguma resposta para esse problema”, cobrou.
Os prejuízos chegam também para o setor agrícola explica a vice-presidente do Sindicato Rural de Lucas do Rio Verde, Denise Hasse. “Vem muita demanda para o sindicato rural da falta de energia. Tem muitos produtores com pivô e não conseguem fazer a sua produção. E não é só a falta de energia, são as oscilações que estragam aparelhos. A tecnologia hoje do agro é avançada, mas a gente precisa ter estrutura e ferramenta para fazer isso. Hoje temos fazendas com laboratórios de semente, para a qualidade da semente, laboratórios biológicos. Então isso prejudica muito. Imagina um biológico sendo feito e não ter como armazenar por causa da energia”, contou Denise.
O prefeito e Lucas do Rio Verde, Miguel Vaz, disse que está aberto para dialogar e contribuir para que o consumidor tenha seu serviço garantido e de qualidade “Temos que buscar essas soluções para o problema, nossa cidade cresceu 86% nos últimos anos e obviamente as demandas também crescem . A concessionária tem que acompanhar essa evolução e oferecer energia de qualidade sem queda e interrupções”, enfatizou o prefeito.
O conciliador de Defesa do Consumidor do Procon Estadual, José Diego Rachid Jaude Costa, afirmou que a Enegisa lidera o número de reclamações. “A Energiza é a nossa maior demandada. Em 2023, nós tivemos 3.389 reclamações contra concessionária, com foco de queda de energia e danos elétricos. A gente tenta sempre fazer a conciliação de resolver a reclamação junto do consumidor com a empresa, e quando isso não é possível, isso se torna um processo administrativo que será avaliado para eventual sanção administrativa contra a empresa. Nós orientamos que todas as demandas sejam registradas nos canais oficiais, ou no Procon ou no site consumidor.gov.br, para que nós tenhamos todos esses dados e possamos fazer as fiscalizações necessárias”, explicou José Diego.
Thiago Alves Bernardes, superintendente regulador de energia da Ager explicou como o consumidor deve proceder ao se sentir lesado pela falta de energia elétrica. “A Ager orienta que o consumidor registre as reclamações, que vai ser analisada e tratada por nossa equipe que verifica se os serviços prestados estão dentro das metas e de forma adequada. A questão da falta de energia é o principal aspecto que a gente fiscaliza da empresa. No ano de 2023 foram mais de 80 mil reclamações sobre todos os aspectos”, contou.
O Ministério Público Estadual cobrou da concessionária investimentos, já que a população do município está crescendo e a Energisa não está oferecendo manutenção de rede adequada. “Temos que exigir um planejamento ou fazer um aumento imediato da capacidade elétrica. Questiono também a ausência de transparência e comunicação, porque o aplicativo não é tão ágil. Ele não traz meios de comunicação, respostas rápidas e imediatas. A Energisa ganhou premio de Comunicações de Energias da América Latina, como aquela que apresenta mais soluções e inovações nos serviços. Só que essas inovações que estão sendo mostradas pelo mundo a fora, não estão sendo aplicadas aqui. Vamos cobrar e acompanhar de perto as reivindicações colhidas nessa audiência pública”, explicou o promoter de Justiça Daniel Mariano.
O gerente regional da Energisa, Matheus Galvão, explicou que em 2023 foram aplicados em manutenção de rede R$ 850 mil e em 2024 serão R$ 1 milhão, somente para o município de Lucas do Rio Verde. “Temos investimento que é previsto somente para manutenção e também os que são previstos tanto para a expansão de rede, para a ligação de novos clientes, isso vale tanto para a área urbana e rural. Todos os números levantados vamos dar a devolutiva para seja de manutenção, seja de expansão de rede, seja de aumento de carga, o que for nós vamos trazer pra todos nos próximos 20 dias, com um cronograma, porque a gente sabe que não consegue executar tudo ao mesmo tempo
Fonte: ALMT – MT
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PL convoca convenção estadual para definir candidaturas e coligações em Mato Grosso
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Pivetta afirma “pular para dentro e resolver” falta de água em VG
O governador citou que escassez do recurso revela omissão e falta de humanismo das gestões anteriores

Foto-Assessoria
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos), nesta segunda-feira (13) nas suas redes sociais, afirmou que irá “pular para dentro e resolver” o problema da falta de água em Várzea Grande.
Pivetta acrescentou que o recurso é indispensável para os várzea-grandense viverem com dignidade e, por isso, não aguardará soluções externas serem apresentadas.
“Não admito que nos dias de hoje, com tudo que temos, alguém ainda em Mato Grosso não tenha esse bem básico para viver com o mínimo de dignidade. Nós vamos procurar em vez de criticar ou esperar. Vamos pular para dentro e ajudar a resolver”, pontuou.
Recentemente, a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), afirmou que precisa receber ajuda do governo estadual para melhorar a distribuição da água. Ela relatou que a prefeitura não tem recursos para regularizar as pendências do Departamento de Água e Esgoto (DAE).
Pivetta, então, classificou as gestões anteriores do município como omissas e sem humanismo por não solucionarem a escassez da água.
“É muito difícil estar governando e aceitar isso como algo normal. Eu não aceito. Vamos trabalhar para resolver a saga desse povo mato-grossense. Nosso plano está sendo elaborado. Muito em breve, faremos a aliança pela água. Considero omissas as gestões que deixaram essa situação durante muito tempo. Falta de humanismo, porque água é necessidade primária, ninguém vive sem água”, avaliou.
O governador concluiu dizendo conhecer os transtornos causados pela falta de água, porque enfrentou a falta do recurso quando chegou em Cuiabá. Ele nasceu no Rio Grande do Sul e mudou-se para a capital mato-grossense no ano de 1982.
“Eu sei, porque experimentei o que é não ter casa sem água. Chegamos em Mato Grosso e, durante os dez primeiros dez anos, nós pegávamos água de balde, de poço e levávamos para casa fazer comida, tomar banho. Sei o que é viver sem água”, completou.
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