Política MT
Avallone destaca instalação da Câmara Setorial Faixa de Fronteira em Cáceres
Foto: JLSIQUEIRA / ALMT
O município de Cáceres sedia nesta segunda-feira (7), a reunião de instalação da Câmara Setorial Temática Faixa de Fronteira. A CST vai realizar levantamentos técnicos, estudos, pesquisas e análises sobre a realidade econômica e social da região fronteiriça, sistematizando e articulando soluções estratégicas para o desenvolvimento dos municípios. A iniciativa da criação da Câmara é do deputado Carlos Avallone (PSDB), tendo como coautores os deputados Dr. Gimenez (PV) e Valmir Moretto (PRB).
A CST é um instrumento de aperfeiçoamento do processo legislativo, integrando agentes públicos dos três poderes e da sociedade civil, por meio das entidades, sindicatos e organizações. Ao justificar a criação da câmara, o deputado Carlos Avallone destacou que atende a uma solicitação dos representantes de 28 munícipios da faixa de fronteira, encaminhada pelo Sindicato Rural de Cáceres.
“Vamos reunir e analisar informações técnicas, integrar os gestores brasileiros e bolivianos, as prefeituras e as câmaras municipais para subsidiar ações de superação dos desequilíbrios regionais, geração de emprego e renda e a meta maior de melhorar a qualidade de vida da população fronteiriça”, explicou.
A expectativa é reunir a maioria dos prefeitos, presidentes de Câmaras e vereadores, além de autoridades bolivianas e o deputado federal Dr. Leonardo (Solidariedade), representante da região na Câmara dos Deputados.
As articulações das ações voltadas para as áreas de Saúde, Educação, Segurança, Trabalho, Migrações, Meio Ambiente e Infraestrutura, serão desenvolvidas nas esferas federal, estadual e municipal de governo, juntamente com a sociedade civil organizada. Entre as propostas de ações da Câmara Setorial de Fronteiras estão o fortalecimento institucional, desenvolvimento econômico dos municípios da faixa de fronteira, ações voltadas para as áreas de Segurança, Saúde, Educação, Trabalho, Migrações, Meio Ambiente e Infraestrutura.
A Câmara Setorial Temática Faixa de Fronteira vai abordar também a regularização fundiária, a hidrovia Paraná-Paraguai, os investimentos na logística de rodovias e ferrovias, ampliação do comércio através do Mercosul, consolidação da Zona de Processamento e Exportação e desenvolvimento do turismo regional. Farão parte ainda da agenda de trabalhos a criação do Comitê de Fronteira Brasil-Bolívia, a consolidação do Porto Fluvial de Cáceres – que a partir de agora será gerido pelo governo estadual em parceria com a prefeitura – e a construção de postos alfandegários da Receita Federal, entre outros temas.
O presidente da CST Faixa de Fronteira será o ex-deputado José Esteves de Lacerda Filho, profundo conhecedor dos problemas e necessidades da região Oeste. A CST terá um prazo inicial de 180 dias, prorrogáveis por igual período.
Já estão confirmadas as presenças do prefeito de San Matias, Fábio Lopez Olivares – acompanhado de vereadores daquela cidade boliviana -, do presidente da Câmara de Comércio Brasil-Bolívia, Jorge Vaca Pereira Velasco, do Cônsul da Bolívia em Cáceres, Abraham Cuellar Araújo, do Vice-presidente da Fecomércio, Manoel Procópio da Silva Filho, do comandante do Sexto Comando Regional da PMMT, Ten.Cel. Antônio Nivaldo de Lara Filho, de delegados da Polícia Federal e Civil, representantes de sindicatos industriais e de outras entidades da sociedade civil organizada
A reunião de instalação da CST Faixa de Fronteira acontece na sede do SESI Cáceres, na rua Maravilha 1402, Vila Irene, a partir das 14 hs de segunda-feira (7).
Política MT
Deputado Júlio Campos pede suspensão de privatização

O deputado Júlio Campos chamou atenção para a privatização de estradas abandonadas na região do Arinos e no Médio Norte de Mato Grosso, nesta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
“Venho fazer um apelo e uma advertência ao senhor governador Otaviano Pivetta e ao senhor Secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, sobre o estado lamentável de duas rodovias importantíssimas. A MT-338, a Estrada da Baiana, aberta no meu governo (1983 a 87) quando priorizei a ligação de Juara com Sinop e Cuiabá, economizando 200 km do trajeto. Essa estrada foi pavimentada pelo governo Blairo Maggi, mas hoje encontra-se acabada e com buracos por todos lados. E mesmo nessa situação, segue sendo privatizada”, indagou Júlio Campos.
Segundo o parlamentar, o valor do pedágio a ser cobrado para cada trecho de 30 quilômetros será de R$12,75. A MT-338, interliga os municípios de Lucas do Rio Verde e Tapurah, a partir do entroncamento com a BR-163.
A estrada é um importante caminho de escoamento logístico da produção agrícola e pecuária em direção ao Vale do Arinos e ben eficia também cidades como Itanhangá, Porto dos Gaúchos, Juara e Juína, afetando mais de nove comunidades e 150 mil habitantes.
Júlio Campos também chamou atenção para a situação de outra estrada: a MT-220, no trevo Tabaporã, no Médio Norte de Mato Grosso, entre Vera e Sorriso.
Concessão assinada
O pedido de Júlio Campos é para que o governador adie a concessão em prol da redução dos custos do pedágio.
“Senhor secretário Marcelo Padeiro, que é um homem dinâmico, está na hora de sua equipe fazer uma fiscalizaçã o rigorosa para rever a privatização dessas duas rodovias. O estado atual é lamentável. Tem que restaurar as rodovias antes de ser privatizada, porque do contrário o pedágio ficará muito caro, pois a manutenção será repassado ao usuário. é por isso que tem estrada estadual na qual o custo do pedágio é o dobro do valor de uma estrada federal. Veja a BR-163, o pedágio custa quase a metade do valor de estradas estaduais e o motorista trafega de Rondonópolis e Sinop sem buracos e de forma segura”, afirmou Júlio Campos.
A concessão das duas estradas foi assinada em 01 de setembro de 2025 pelo secretário Marcelo Ol iveira, com o Consórcio Vale do Arinos, com o aval da Agência estadual de regulação Ager.
Política MT
Zé Medeiros quer proibir multas ambientais automáticas baseadas apenas em imagens de satélite

Foto-Assessoria
Multas ambientais, embargos e bloqueios de crédito rural baseados exclusivamente em imagens de satélite ou sistemas automatizados poderão ser proibidos no Brasil. A medida está prevista em um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Zé Medeiros (PL) na Câmara dos Deputados.
A proposta cria a Lei Nacional de Garantia do Devido Processo Legal na Fiscalização Ambiental Rural e estabelece que nenhuma penalidade poderá ser aplicada sem vistoria presencial realizada por agente público competente, acompanhada de laudo técnico detalhado e identificação precisa da suposta infração.
“O avanço tecnológico deve servir ao interesse público, mas jamais pode substituir o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a verificação dos fatos. O satélite pode apontar indícios, mas não pode condenar ninguém. Hoje, muitos produtores enfrentam multas, embargos e até bloqueios de crédito sem que um fiscal tenha sequer visitado a propriedade. Isso gera insegurança jurídica e fere o direito de defesa”, argumentou o parlamentar.
O projeto prevê que imagens de satélite e sistemas de sensoriamento remoto tenham caráter apenas preliminar e informativo, impedindo que sejam utilizados como prova única para aplicação de sanções. Caso não haja vistoria presencial, multas, embargos e demais restrições poderão ser considerados nulos.
“O produtor rural não pode ser tratado como criminoso por um algoritmo. A fiscalização ambiental é necessária, mas precisa ocorrer dentro dos limites da lei e com respeito ao direito de defesa”, concluiu.
A proposta também proíbe o bloqueio automático de financiamentos e a inclusão de produtores em cadastros restritivos com base apenas em alertas gerados por sistemas remotos. As restrições só poderão ocorrer após decisão administrativa definitiva, com garantia do contraditório e da ampla defesa.
O texto ainda prevê mecanismos de transparência para os sistemas automatizados utilizados pelos órgãos ambientais. Segundo Medeiros, a medida busca evitar punições indevidas causadas por falhas na interpretação de imagens de satélite e algoritmos, conciliando a proteção ambiental com a segurança jurídica e o direito de defesa dos produtores rurais.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
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