Mato Grosso
Batalhão Ambiental da Polícia Militar resgata jacaré preso em rede de pesca

Equipes do Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental resgataram, na noite desta sexta-feira (2.1), um jacaré que estava enganchado em uma rede de pesca, em Várzea Grande.
Durante o policiamento ostensivo na zona rural conhecida como Carrapicho, as equipes se depararam com o animal enrolado em uma rede de pesca, nas proximidades do rio Cuiabá.
De maneira imediata, os policiais adotaram procedimentos de segurança e manejo, realizando a contenção controlada e o desengate da rede, evitando ferimentos ao jacaré e garantindo também a integridade da equipe.
Após a retirada completa do material e a verificação visual das condições do animal, o jacaré foi libertado e devolvido ao seu habitat natural, em segurança.
O comandante da unidade, tenente-coronel Fagner Augusto do Nascimento, alertou sobre o uso indevido de apetrechos de pesca e os impactos ao meio ambiente.
“A ocorrência reforça a importância do cuidado com apetrechos de pesca e o combate a práticas ilegais. Em Mato Grosso, redes de malha são proibidas pela legislação de pesca, e seu uso, além de irregular, pode causar graves impactos ambientais, incluindo o emalhe acidental de animais silvestres, como jacarés, quelônios e aves aquáticas”, ressaltou.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do telefone 190 ou do número 0800 065 3939.
Fonte: Governo MT – MT
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Mato Grosso
MPMT investiga contratações temporárias na Educação
A 8ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa da Educação de Cuiabá instaurou três inquéritos civis para apurar as condições de contratação de profissionais da educação nas redes estadual de Mato Grosso e municipais de Cuiabá e Acorizal. O objetivo é verificar a realização de concursos públicos ou processos seletivos, bem como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), política criada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2026 para aprimorar a seleção de professores da educação básica no país.
Conforme o promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior, a iniciativa busca levantar informações para avaliar a possível dependência de contratações temporárias, a eventual ausência de concursos públicos regulares, a adesão à política nacional de seleção de docentes (PND) e a existência de planejamento estruturado para a valorização da carreira.
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) determinou o envio de ofícios à Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), e às secretarias municipais de Educação de Cuiabá e de Acorizal, requisitando informações como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), ou, em caso negativo, as justificativas e a previsão de adesão; a data de realização do último concurso público ou processo seletivo; e a existência de previsão para novas seleções, com a apresentação de cronograma.
As instituições também deverão encaminhar relação atualizada dos profissionais da educação, com detalhamento por função, local de lotação e tipo de vínculo (efetivo ou temporário). O MPMT requisitou ainda informações sobre o planejamento de políticas de valorização da categoria, incluindo estruturação de carreiras, recomposição do quadro efetivo e adoção de processos seletivos mais técnicos, transparentes e impessoais.
O promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior considerou que que dados do Censo Escolar indicam que, nos últimos anos, tem havido aumento no número de professores temporários no país, em desacordo com a previsão constitucional e legal. Em algumas redes estaduais, mais de 70% do corpo docente possui vínculo precário.
Considerou também levantamento baseado em painel de Business Intelligence (BI) do MEC aponta que Cuiabá está classificada como Prioridade 3, com 5,5% de inadequação docente, 83% de profissionais concursados e último concurso realizado entre seis e oito anos. Já o município de Acorizal também figura na Prioridade 3, com 53,5% de inadequação docente, 64% de profissionais concursados e ausência de informações sobre o último concurso público na área da educação, bem como sobre a existência de Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) para a categoria.
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