Mato Grosso
Bolsista do Governo de MT, atleta de 11 anos conquista medalhas de ouro no Campeonato Brasileiro de Karatê
O jovem karateca Felipe Fonseca, de 11 anos, conquistou duas medalhas de ouro no 35º Campeonato Brasileiro de Karaté-Do Tradicional, realizado entre os dias 8 e 10 de agosto, em Curitiba (PR). Ele é beneficiado com a bolsa atleta infantil do projeto Olimpus, da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), desde 2022.
Representando Mato Grosso, Felipe, que é faixa marrom, foi campeão nas categorias kata por equipe e no kata individual.
O atleta iniciou na modalidade aos 2 anos e meio de idade, e possui diversos títulos, incluindo o pentacampeonato brasileiro de kata em equipe, tricampeonato brasileiro de kata individual e campeonato Pan-Americano Interclubes de kata individual.
O pai do esportista, Ronnie Fonseca, destacou a importância do Olimpus MT para que o filho alcance resultados significativos, tanto para o Estado quanto para o país.
“O apoio do Governo tem feito toda a diferença para o desenvolvimento do Felipe. A cada treino ele vem se aperfeiçoando e, agora, com tantos campeonatos importantes se aproximando, ele tem a oportunidade de mostrar seu talento e conquistar grandes feitos no cenário internacional”, afirmou o pai.
Este ano, o jovem também se destacou no Campeonato Brasileiro da JKA (Japan Karate Association) em Brasília, conquistando duas medalhas de bronze, em kata e kumite.
Seu desempenho, inclusive, garantiu a convocação para a seleção brasileira de karatê JKA, que disputará em outubro o Campeonato Mundial na cidade de Takasaki, no Japão.
Fonte: Governo MT – MT
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Mato Grosso
MPMT investiga contratações temporárias na Educação
A 8ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa da Educação de Cuiabá instaurou três inquéritos civis para apurar as condições de contratação de profissionais da educação nas redes estadual de Mato Grosso e municipais de Cuiabá e Acorizal. O objetivo é verificar a realização de concursos públicos ou processos seletivos, bem como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), política criada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2026 para aprimorar a seleção de professores da educação básica no país.
Conforme o promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior, a iniciativa busca levantar informações para avaliar a possível dependência de contratações temporárias, a eventual ausência de concursos públicos regulares, a adesão à política nacional de seleção de docentes (PND) e a existência de planejamento estruturado para a valorização da carreira.
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) determinou o envio de ofícios à Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), e às secretarias municipais de Educação de Cuiabá e de Acorizal, requisitando informações como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), ou, em caso negativo, as justificativas e a previsão de adesão; a data de realização do último concurso público ou processo seletivo; e a existência de previsão para novas seleções, com a apresentação de cronograma.
As instituições também deverão encaminhar relação atualizada dos profissionais da educação, com detalhamento por função, local de lotação e tipo de vínculo (efetivo ou temporário). O MPMT requisitou ainda informações sobre o planejamento de políticas de valorização da categoria, incluindo estruturação de carreiras, recomposição do quadro efetivo e adoção de processos seletivos mais técnicos, transparentes e impessoais.
O promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior considerou que que dados do Censo Escolar indicam que, nos últimos anos, tem havido aumento no número de professores temporários no país, em desacordo com a previsão constitucional e legal. Em algumas redes estaduais, mais de 70% do corpo docente possui vínculo precário.
Considerou também levantamento baseado em painel de Business Intelligence (BI) do MEC aponta que Cuiabá está classificada como Prioridade 3, com 5,5% de inadequação docente, 83% de profissionais concursados e último concurso realizado entre seis e oito anos. Já o município de Acorizal também figura na Prioridade 3, com 53,5% de inadequação docente, 64% de profissionais concursados e ausência de informações sobre o último concurso público na área da educação, bem como sobre a existência de Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) para a categoria.
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