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Breve Relato sobre a Organização Institucional da Escola

Publicado

Joziane Lopes dos Santos

Ao se discutir sobre de que forma os alunos aprendem os conteúdos escolares e, portanto, como é que a escola ensina o que ela deseja que os alunos aprendam, deve-se considerar o fato de que atualmente se sabe de coisas que antes não se tinha conhecimento, sobre a educação e os processos de ensino e aprendizagem.

A escola de ontem acreditava que boa parte das aprendizagens acontecia pela memória, porém nos dias de hoje se sabe que uma parte pequena do aprendizado é pela memória, outra é entrando em contato direto com o objeto de conhecimento e sendo acompanhado por alguém que saiba e uma terceira é aprender com quem gosta de fazer o que está fazendo.

A sociedade, ao longo dos tempos, vem atribuindo cada vez mais seu êxito no campo educacional à formação de cidadãos conscientes de sua realidade local e global. A carência econômica da comunidade, a qualidade do ensino público, a inexistência de opções de lazer e espaços culturais tem provocado nas crianças e nos adolescentes a falta de perspectiva e projetos de vida, causando auto conformismo, violência e refúgio nas drogas, em busca da autoafirmação e sentido de viver.

Para que esta sociedade possa minimizar a condição de vulnerabilidade é necessário que a escola esteja integrada com a comunidade circunvizinha bem como integrada nela mesma, pois a educação não é um ato isolado, mas sim uma combinação de ações sociais que é responsabilidade de todos os envolvidos no processo educativo.

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Criar um ambiente de discussões objetivas e focadas no interesse coletivo pode ser uma tarefa árdua. Na escola pública, o gestor tem de lidar com o que tem – em termos de recursos materiais, de espaço e de funcionários.

Diferentemente das instituições privadas, ele não tem liberdade para substituições e ainda precisa lidar com a rotatividade de profissionais, o que gera descontinuidade no trabalho.

  • Professora efetiva da Rede Municipal e Estadual de Rondonópolis MT, atua  como coordenadora pedagógica da rede Municipal.
  • Professora efetiva da Rede Municipal e Estadual de Rondonópolis MT, atua como coordenadora pedagógica da rede Municipal.
  • Professora efetiva da Rede Municipal e Estadual de Rondonópolis MT, atua como Assessora pedagógica na rede Municipal

A comunicação entre a equipe escolar, os pais, os estudantes e seus familiares é uma das estratégias usadas para estabelecer uma prática escolar participativa. a partir de uma visão comum, as pessoas definem objetivos, metas, caminhos teóricos e práticos a serem seguidos, construindo o plano de desenvolvimento da escola e o projeto político pedagógico com vistas ao desenvolvimento de um processo educativo em todos os aspectos e níveis da vida de uma pessoa.

Esse enfoque de gestão compartilhada representa a fonte motivadora para o presente estudo, que apresenta uma análise específica sobre a organização do trabalho pedagógico para a democratização do processo ensino-aprendizagem, desenvolvido na escola estadual Prof.ª Vera Guimarães Loureiro, no município de Bela Vista/MS.

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O interesse pelo tema da pesquisa foi despertado a partir do envolvimento direto das pesquisadoras na gestão administrativa e pedagógica da unidade escolar em estudo em decorrência da função desempenhada como técnicas da secretaria de estado de educação.

Tendo por finalidade a observação de mecanismos que abarcam a gestão escolar e como objeto de estudo a atuação da comunidade escolar na efetiva construção do projeto político pedagógico (PPP) e do plano de desenvolvimento da escola (PDE) vinculado aos mecanismos de construção de uma gestão participativa e democrática, este trabalho apresenta-se organizado em três capítulos, a seguir descritos.

No primeiro item, se fez uma revisão do arcabouço teórico que norteia esta pesquisa, com a apresentação de um breve histórico dos princípios e mecanismos de gestão democrática e suas implicações nas ações das unidades escolares. Partiu-se do pressuposto da utilização do projeto político pedagógico como instrumento de participação democrática. Em seguida, foi feita uma caracterização do plano de desenvolvimento da escola como instrumento de fortalecimento da autonomia da gestão escolar. Focalizou-se, em particular, a relação entre PPP e PDE no processo de organização do trabalho pedagógico. É evidenciado o objetivo da avaliação institucional como ferramenta de controle de eficácia do processo de ensino e de aprendizagem, abrangendo todos os aspectos da unidade escolar, desde a estrutura física a maneira como estão sendo implementadas as práticas pedagógicas e administrativas.

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No segundo item, buscou-se caracterizar o contexto da pesquisa, através dos atores sociais envolvidos e da análise documental da unidade escolar, interpretando o significado da vivência e do discurso do grupo estudado, observando o cotidiano deste, seus comportamentos e comentários significativos. os resultados desse estudo são retomados nos capítulos subsequentes, por meio da tabulação dos dados obtidos comparada aos referenciais teóricos sobre gestão democrática.

O terceiro item traz uma análise dos dados obtidos por meio dos instrumentos utilizados para sua coleta, obedecendo ao curso progressivo e aberto de um processo de construção e interpretação da informação.

Por último tem-se uma síntese da pesquisa, e se retomou a hipótese da investigação, através da recapitulação dos resultados alcançados e se discutindo a relação com o reconhecimento da importância do trabalho em grupo como instrumento de troca de saberes e valorização das diferenças, por meio da promoção da interação e do exercício da responsabilidade de todos no resultado da educação, o que remete à necessidade da gestão democrática para a construção dos saberes. possíveis desdobramentos deste estudo são apontados.

Por: 1-Ludmilla Paniago Nogueira

        2- Neide Figueiredo de Souza

        3-Maria Jane da Silva Siena

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Idealismo com experiência

Publicado

Paiva Netto

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor

Sempre procurei respeitar e absorver o patrimônio da experiência dos mais velhos. Por isso, também aconselho os moços a — sem perder o espírito renovador de seu tempo — não desprezarem o esforço dos precedentes. Sem eles, não teríamos, apesar dos percalços, chegado a singular ponto de modernidade, por vezes desequilibrada, em nosso orbe (veja a poluição que enferma multidões desatentas). Contudo, façamos a enriquecedora parceria entre pessoas de todas as idades para o Bem, sem esquecer que a existência e a ação do Mundo Espiritual são insofismáveis. E ainda: que a sintonia perfeita com as Esferas Celestes é essencial, ocorrendo por meio da prece iluminada pelo Amor Fraterno — porque “Deus é Amor” (Primeira Epístola de João, 4:8), jamais ódio — e de atos dignos correspondentes a essa ligação com os nossos Anjos da Guarda. Sem tamanha medida, esse progresso constante, que passa de geração em geração, será limitado e cheio de custosos dramas, oriundos das frustrações que o desenvolvimento unicamente firmado na matéria provoca.

É urgente, por fim, compreendermos que, antes de tudo, somos Espírito. Razão pela qual a afirmativa de Jesus, a seguir apresentada, não é poesia vã, mas uma realidade que devemos, para o bem pessoal e coletivo, fixar como permanente chama de nossa trajetória: “Eu sou a árvore, vós sois os ramos. (…) Sem mim, nada podereis fazer (Evangelho, segundo João, 15:5).

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Dirigimo-nos mais uma vez à queles que já ingressaram na Terceira Idade e fraternalmente reiteramos que jamais se aposentem da vida. Pelo contrário, sejam idosos de visão avançada, prenhes de sabedoria e com uma disposição idealística de causar boa inveja a um rapaz ou a uma moça repletos de saúde e denodo.

José de Paiva Netto  —  Jornalista, radialista e escritor.

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Onde foram parar os R$ 41 milhões, Emanuel Pinheiro?

Publicado

Por Marcelo Bussiki *

Foto: Assessoria

Não é novidade para ninguém que faltar com a verdade sempre foi a tônica do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro. Não apenas em sua gestão enquanto chefe do Executivo municipal, mas em toda a sua trajetória política, na qual se destacou por defender ferrenhamente  – na tribuna da Assembleia  – um dos maiores corruptos de Mato Grosso de todos os tempos: Silval Barbosa.

Em tempos de pandemia, com a vida dos cuiabanos em jogo e ameaçadas pela covid-19, era esperado que o prefeito da “humanização” deixasse temporariamente de lado seus interesses eleitoreiros e as condutas questionáveis que os corredores do Alencastro já não conseguem mais silenciar.

Ao contrário. Descaradamente e criando dificuldade na fiscalização, Pinheiro embolsa R$ 41 milhões do Governo Federal, que deveriam ser usados no combate ao coronavírus, e se nega a dizer onde aplicou o valor, uma vez que não foi criada uma única UTI nova para o tratamento da doença.

Pior: o prefeito nem em uma situação como essa deixou de lado sua mania de fechar. Já deixou fechar a Santa Casa no ano passado, que pouco depois foi salva e reaberta pelo Governo do Estado. Agora decidiu fechar 40 UTIs que haviam sido remanejadas no Hospital Municipal, mesmo depois de o Ministério da Saúde ter depositado dinheiro para que essas unidades fossem custeadas até julho.

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A situação chegou ao ponto de a Procuradoria Geral do Estado pedir providências ao Ministério Público Federal (MPF), tamanha a falta de transparência. Não bastando, a tropa de choque do prefeito ainda impediu a Secretaria de Estado de Saúde em fiscalizar as UTIs – se é que elas existem de fato.

Acuado pela denúncia, que foi corroborada com documentos assinados pela própria prefeitura, Emanuel usou as artimanhas que aprendeu acumulando décadas de bagagem enquanto carreirista da velha política: tentar desviar o assunto.

Aproveitando das rusgas já existentes com o governador Mauro Mendes, tentou emplacar que a denúncia seria eleitoreira e motivada por fatos pessoais. Que o governador seria “frio e calculista” e estaria cometendo “crime de segurança nacional” ao criar pânico na população.

A ironia é que apenas e tão somente o próprio Emanuel fala repetidamente em eleição. Apenas ele cria pânico, porque excluir 40 UTIs no meio de uma pandemia é de causar pânico mesmo. O governador “frio e calculista” triplicou, em dois meses, os leitos de UTI em Cuiabá e Várzea Grande. O prefeito “humano” não abriu nenhum e fechou 40.

Na psicologia, as repetidas mentiras de Emanuel fazem parte de um fenômeno chamado de projeção: como mecanismo de defesa, se projeta no outro os erros que a própria pessoa comete. Mas não é preciso esforço para saber que o caso de Emanuel não se trata de um problema psicológico, mas de caráter.

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Somente o prefeito rebaixa um tema tão delicado de saúde pública para acusações de nível pessoal sem qualquer ligação com os fatos, provados por documentos. Emanuel, isso não é uma disputa de Miss Brasil. A população cuiabana não está interessada em saber qual gestor sorri mais, mas em providências efetivas para frear o vírus.

E quais as providências tomadas pelo prefeito com os R$ 41 milhões que recebeu? Tentar contratar a TV do compadre Chico Galindo por meio milhão? Contratar drones para passear em condomínios por R$ 850 mil? Tentar limitar a frota de ônibus para submeter os trabalhadores a se aglomerarem e contraírem o vírus?

As medidas do prefeito até agora não só foram insensatas, como irresponsáveis. Fechou todo o comércio com um único caso confirmado. Contribuiu para a quebradeira e o desemprego de centenas, senão milhares de cuiabanos. Cuiabanos que não contam com maços de notas de R$ 50 guardados em casa para garantirem o sustento de suas famílias durante os meses que a pandemia perdura. Agora que Cuiabá está chegando a 800 casos, manda reabrir de novo. Isso sim é a política genocida.

A verdade é uma só. Nenhum respirador comprado. Nenhum leito criado. Nenhuma ampliação de hospital. Nenhum documento ou nota fiscal que demonstre as aquisições de qualquer equipamento para estruturar UTIs, nem sequer as existentes.

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A pergunta que Emanuel não quer responder, mas a população exige resposta é: onde foram parar os R$ 41 milhões? Porque, convenhamos, nem o mais largo dos paletós conseguiria carregar tamanha quantia.

* Marcelo Bussiki é vereador por Cuiabá e auditor do Tribunal de Contas do Estado.

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Formar X Revelar

Publicado

Eduardo Henrique- Treinador de Futebol Licenciado CBF

Em se tratando de futebol de base, deparamos sempre com a mesma pergunta é gasto ou investimento. Talvez se façam essa pergunta por que os clubes não têm uma interação e planejamento entre futebol profissional e categoria de base. E poucos têm a noção que nas categorias menores, o fundamental é a formação do atleta, e não é só pensar em ganhar jogos e campeonatos. Mais já informando que é essencial saber a importância de ganhar.

Sempre falo que na categoria de base, você tem que fazer seus atletas terem um alicerce forte. Ensinando o lado Técnico, Físico, Tático e nunca deixar o psicológico de lado. E também falar com eles sobre as necessidades para a vida, importância dos estudos, e tudo que vem pela vida adulta. A serem não só atletas, mais cidadãos.

Mais um grande detalhe que muitos se enganam, é pensar que a base, que revela jogadores. O jogador só é “revelado“ quando esse atua no profissional. Por isso a importância de ter uma boa relação entre a base e o profissional. Um exemplo típico disso é a Sociedade Esportiva Palmeiras, que nos últimos anos, ganhou quase tudo na base e com vários atletas convocados para a Seleção Brasileira, mais se revelou muito pouco, por que tiveram poucas oportunidades de atuar no profissional. Do lado contrário temos o Santos Futebol Clube, que ganhou poucas competições de base, mais sempre revelou muitos atletas.

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Podemos ter vários motivos para isso, necessidade de vender, pouco poderio de contratar atletas de nível. Mais ainda acredito que é muito cultural dos clubes.

Aqui no Mato Grosso, temos muito disso, algumas equipes tem formado muitos atletas, mais infelizmente revelando pouco, por que não estão tendo oportunidades para esses jovens se firmarem no futebol profissional. Exceções de certas surpresas agradáveis, que vimos no estadual desse ano. Tomara que tenham continuidade, para voltarmos a revelar grandes atletas.

“Falar de Touros não é a mesma coisa que entrar na Arena” um proverbio Espanhol que se aplica muito bem para nosso futebol.

Eduardo Henrique

Treinador de Futebol

Licença CBF

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