Nacional
Buscas em Brumadinho entram no 4º dia; segundo ônibus soterrado foi encontrado

As buscas por sobreviventes, após o rompimento de uma barragem da mineradora Vale em Brumadinho, foi retomada na manhã desta segunda-feira (28), o quarto dia seguido de operação contínua do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais. Na noite deste domingo (27), a corporação já havia confirmado que o número de mortes havia subido para 58.
Ainda segundo a corporação, até o momento, 192 vítimas foram resgatadas com vida. Ainda há 305 pessoas desaparecidas. A mineradora Vale divulgou uma nova lista com os nomes de 297 pessoas desaparecidas em Brumadinho.
Até o final da noite de ontem, apenas 16 dos 58 mortos confirmados haviam sido identificados, o que indica que parte de alguns desses desaparecidos já pode ter sido encontrada, mas ainda não foi devidamente identificada.
Ontem, o tenente-coronel Flávio Godinho, coordenador da Defesa Civil de Minas Gerais, afirmou que foi encontrado mais um ônibus com pessoas mortas, mas que esses óbitos ainda não foram contabilizados nos dados oficiais. Por conta do coletivo, as operações de resgate continuaram durante a noite.
Quem também falou foi o tenente-coronel Pedro Aihara, porta-voz do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais. Segundo ele, o restaurante da empresa Vale, onde se espera que esteja a maioria das vítimas, está soterrado por 15 metros de lama e é possível que o complexo tenha se deslocado para outro local.
Ainda segundo Aihara, a equipe de resgata ainda trabalha com a possibilidade de encontrar pessoas vivas, apesar de nenhuma vítima ter sido resgata com viva durante este domingo. Ele ainda admitiu a possibilidade de alguns corpos não serem encontrados.
De acordo com os bombeiros, os trabalhos de resgate devem durar cerca de duas semanas. As buscas, que ficaram suspensas durante toda a manhã de hoje (27), foram retomadas às 15h.
Cerca de 460 pessoas procuraram a polícia em busca de parentes desaparecidos, segundo informações divulgadas pelo chefe da Polícia Civil de Minas Gerais, Wagner Pinto de Souza.
Em comunicado oficial, a Vale informou que sirenes foram acionadas depois que um aumento dos níveis de água na barragem VI foi identificado. Equipes de resgate trabalharam durante toda a manhã para retirar a população das áreas de risco e levá-las para pontos altos da cidade. No início do dia, 24 mil pessoas precisavam ser evacuadas, nos bairros de Parque da Cachoeira, Pires, Ipiranga, Centro, São Conrado, Santo Antônio e Coab.
Agora, de acordo com informações do tenente Aahara, porta-voz do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, com a diminuição do risco de novo rompimento, as buscas foram retomadas e as pessoas desalojadas já podem voltar para suas casas. No sábado (26), governo federal reconheceu o estado de calamidade pública em Brumadinho.
Até agora, 19 vítimas foram identificadas. A primeira a ser identificada foi a médica Marcelle Porto Cangussu , de 35 anos, que era funcionária Vale. As outras pessoas são: Adriano Caldeira do Amaral, Carlos Roberto Deusdeti, Daniel Muniz Veloso, David Marlon Gomes Santana, Djener Paulo Las-Casas Melo, Eliandro Batista de Passos, Fabricio Henriques, Flaviano Fialho, Francis Marques da Silva, Jonatas Lima Nascimento, Leonardo Alves Diniz, Marcelo Alves de Oliveira, Maurício Lauro de Lemos, Moisés Moreira Sales, Robson Máximo Gonçalves, Wellington Campos Rodrigues e Willian Jorge Felizardo Alves.
Peritos especializados da Polícia Federal chegaram em Minas Gerais para auxiliar no reconhecimento das vítimas. Pelo mesmo motivo, a Advocacia-Geral da União (AGU) ajuizou uma medida cautelar de urgência para que empresas de telefonia forneçam a relação de assinantes de celulares que estavam conectados nas imediações da Mina do Córrego do Feijão .
“As informações devem ser repassadas com urgência pelas empresas diretamente para os órgãos envolvidos nas operações de socorro e resgate: Forças Armadas, Defesa Civil de MG, Corpo de Bombeiros de MG, Polícia Militar de MG, Vale e para a prefeitura de Brumadinho”, disse André Mendonça, titular da AGU. A Justiça de Minas Gerais autorizou a quebra do sigilo.
Israel envia tropas para ajudar nos resgates de Brumadinho
Também neste domingo (27), Israel enviou ao Brasil uma tropa de 130 soldados para ajudar nas buscas por vítimas da tragédia . O presidente Jair Bolsonaro deu detalhes das conversas com Israel e da missão dos soldados em Brumadinho em seu Twitter. “Após contato com o Primeiro-ministro de Israel, @netanyahu , chegam hoje [domingo], às 12h, em Belo Horizonte-MG, recursos humanitários e profissionais”, escreveu.
Ele ainda disse que, além dos soldados, estão sendo enviados ao Brasil “16 toneladas de equipamentos destinados a busca de desaparecidos” na tragédia de Brumadinho . Também fazem parte da missão médicos, engenheiros e especialistas.
Nacional
A categoria petroleira reage a novo tarifaço dos EUA imposto unilateralmente ao Brasil

Foto- Divulgação
A Federação Única dos Petroleiros (FUP) manifesta repúdio ao novo tarifaço anunciado pelos Estados Unidos sobre cerca de quatro mil produtos brasileiros, medida que atinge aproximadamente US$ 15 bilhões em exportações. Para a entidade, a decisão representa um ataque à soberania nacional, compromete a competitividade da indústria brasileira, ameaça empregos e reforça a necessidade de fortalecer o mercado interno, a soberania energética e a Petrobras como empresa estratégica para o desenvolvimento do país.
“A Federação Única dos Petroleiros (FUP) repudia o anúncio do novo aumento de tarifas imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. A medida é mais um ataque à soberania nacional. Ela fere acordos comerciais, desestabiliza cadeias produtivas e ameaça milhares de empregos, especialmente na indústria e no setor de energia”, afirmou a coordenadora-geral da FUP, Cibele Vieira.
“Apoiamos postura firme do governo brasileiro, e a reafirmação da soberania de cada país. A defesa da indústria nacional, dos empregos de qualidade, da agregação de valor às riquezas produzidas no país e da diversificação das relações comerciais deve orientar a resposta brasileira a medidas dessa natureza, sempre com base na defesa da soberania nacional e dos interesses do povo brasileiro”, ressalta a dirigente da FUP.
O especialista no setor de óleo, gás e energia Deyvid Bacelar avalia que o tarifaço terá impactos diretos sobre a produção nacional, setores estratégicos e o mercado de trabalho. “Tarifaço dos EUA contra o Brasil é um ataque à soberania e ao trabalhador. O anúncio do novo tarifaço dos Estados Unidos contra cerca de quatro mil 4 produtos brasileiros, equivalentes a aproximadamente US$ 15 bilhões em exportações, é mais um ataque à soberania nacional e aos empregos do nosso país”, explica Bacelar.
“Essa medida protecionista penaliza diretamente setores estratégicos, como a indústria de máquinas e equipamentos e energia. Quem paga a conta é o trabalhador brasileiro, com menos produção, menos salário e desemprego. O Brasil não vai aceitar chantagem comercial. Os investimentos do setor produtivo, feitos ao longo de décadas, são patrimônio do povo brasileiro. Defendemos uma resposta firme do governo brasileiro. É hora de fortalecer o mercado interno, diversificar parceiros comerciais e garantir que a riqueza do Brasil fique no Brasil”, conclui.
Na mesma linha, a diretora da FUP e do Sindipetro-NF, Bárbara Bezerra, afirma que o episódio reforça a necessidade de fortalecer a política energética nacional e preservar o papel estratégico da Petrobras. “A decisão do governo dos Estados Unidos de impor novas tarifas sobre produtos brasileiros é uma medida unilateral que afeta a competitividade da indústria nacional e impõe desafios adicionais à economia do país. Trata-se de uma iniciativa sem justificativa econômica, sobretudo diante do histórico da balança comercial entre os dois países”.
Nacional
Pressão por resultados no Enem gera síndrome do desempenho e compromete a saúde de estudantes
Especialista da Rede Enem aponta como a rotina exaustiva de estudos e a comparação nas redes sociais reduzem o rendimento cognitivo e afetam a saúde de jovens de 17 e 18 anos

A preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) tem gerado um quadro de adoecimento crônico entre jovens. O impacto é comprovado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), na ‘Pesquisa sobre Escolha Profissional e Ansiedade’, que aponta que 63% dos estudantes de Ensino Médio relatam sentir ansiedade severa ao pensar no futuro profissional e no exame. O cenário é classificado por especialistas como “síndrome do desempenho”, fenômeno que ocorre quando o candidato atrela o seu valor pessoal exclusivamente à sua nota, transformando o aprendizado em uma busca por métricas irreais.
“A exigência por uma rotina de estudos intensa, somada ao processo de construção de identidade característico dessa faixa etária, resulta em uma sensação constante de insuficiência. O estudante é bombardeado com a ideia de que precisa ser o melhor o tempo todo, o que transforma a preparação em um fardo”, explica Juliana Evelyn, Coordenadora Pedagógica Rede Enem, uma das principais plataformas de educação digital no Brasil, marca da Vitru Educação, líder do segmento.
Esse cenário de sobrecarga, no entanto, ganha proporções ainda maiores no ambiente digital. Ao buscar referências de organização na internet, o candidato frequentemente encontra gatilhos que potencializam o sentimento de inadequação.
O papel das redes sociais e o impacto cognitivo
A pressão é agravada pela exposição a comunidades de estudo em plataformas como Instagram e TikTok. A exibição de cronômetros marcando 12 horas de estudo diárias e rotinas ininterruptas cria um padrão artificial. Segundo Juliana, há uma romantização do sofrimento e a capitalização do estudo. “O estudante compara os seus bastidores reais, cansados e cheios de dúvidas, com um recorte editado da realidade. O resultado é a percepção destrutiva de que ele nunca está fazendo o suficiente”.
Esse contexto gera um paradoxo: o excesso de autocobrança diminui a eficiência cerebral. O estado de alerta constante e o estresse prejudicam a retenção de conteúdos complexos, resultando em bloqueios emocionais e “brancos” durante as provas. O esforço deixa de se traduzir em resultados devido à exaustão cognitiva. Sinais físicos indicam quando a ansiedade deixa de ser um nervosismo natural e passa a ser prejudicial. Insônia crônica, isolamento social extremo e dores psicossomáticas (como dores de cabeça e problemas estomacais) são os principais alertas de que o vestibular passou a atuar como um agente adoecedor.
Recorte socioeconômico e a urgência da aprovação
A pressa por resultados rápidos também reflete a desigualdade social. Para alunos de escolas públicas, a aprovação imediata é muitas vezes a única forma de evitar que a necessidade de trabalhar inviabilize a continuidade dos estudos. “O ano de cursinho, que deveria ser um período de amadurecimento, passa a ser visto como fracasso. O cenário é impulsionado pela lógica do imediatismo digital, que distorce a percepção do tempo e aumenta a cobrança por resultados em uma prova que exige, além de conhecimento, resistência física e inteligência emocional”, afirma Juliana Evelyn.
Para combater esse cenário, a Rede Enem atua com a oferta de conteúdo pedagógico 100% gratuito, eliminando o peso financeiro da preparação. A plataforma estrutura trilhas de aprendizado fracionadas, baseadas na realidade do candidato. “Mostramos ao estudante que é possível se preparar com qualidade sem abdicar da saúde mental ou passar noites em claro. Os erros cometidos nos simulados são tratados como ferramentas de diagnóstico para o crescimento, e não como sentenças de incapacidade”, afirma a coordenadora pedagógica. Os planejamentos da instituição incluem obrigatoriamente horas de descanso.
A orientação central para os candidatos nesta reta final é o acolhimento do próprio limite. “O Enem é apenas uma prova, e não um atestado sobre a inteligência do aluno. O futuro não cabe em um gabarito de 90 questões. O descanso é parte fundamental da preparação e nenhum curso vale o sacrifício da saúde”, conclui Juliana.
Sobre a Rede Enem: democratização do acesso à educação
Fundada em 2013, com o propósito de democratizar o acesso à educação de qualidade, por meio da oferta de conteúdos preparatórios para os exames Enem, Encceja e vestibulares, e considerado uma das principais plataformas gratuitas de educação digital do Brasil, preparatória para o exame, o programa segue com o compromisso de fornecer recursos educacionais gratuitos e relevantes para milhões de estudantes de todo o país. Em 2015, nasceu o Curso Enem Gratuito, considerado hoje o maior curso preparatório online e 100% gratuito do país, com milhares de estudantes inscritos todos os anos. Desde 2022, a plataforma digital é integrante da Vitru, grupo líder em EAD no mercado de educação digital no Brasil, ampliando ainda mais o seu alcance e impacto. Para saber mais acesse o site.
Nacional
Com a força do El Niño, especialistas alertam para impactos das alterações climáticas na saúde humana
Fenômeno impõe novos desafios à rotina hospitalar e aumenta o risco de epidemias e da disseminação de superbactérias

Foto-Assessoria
Em contrapartida, nas regiões Norte e Nordeste, o El Niño tende a provocar redução significativa das chuvas e aumento das temperaturas. Mais de 120 mil mortes foram associadas ao calor extremo no Brasil entre 2000 e 2019, segundo o estudo Saúde e ondas de calor: mortalidade, morbidade e implicações para o SUS no Brasil, divulgado em junho de 2026. Realizada por pesquisadores da Fiocruz e da Universidade Federal da Bahia (UFBA), a análise utilizou dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade do DataSUS. Dos óbitos atribuíveis às ondas de calor, 80% ocorreram entre idosos com 65 anos ou mais, totalizando cerca de 97 mil mortes. Entre as principais causas associadas estão as doenças cardiovasculares e respiratórias.
Sobre o Hospital São Marcelino Champagnat
O Hospital São Marcelino Champagnat faz parte do Grupo Marista e nasceu com o compromisso de atender seus pacientes de forma completa e com princípios médicos de qualidade e segurança. É referência em procedimentos cirúrgicos de média e alta complexidade. Nas especialidades destacam-se: cardiologia, neurocirurgia, ortopedia, cirurgia robótica e cirurgia geral e bariátrica, além de serviços diferenciados de check-up. Planejado para atender a todos os quesitos internacionais de qualidade assistencial, é o único do Paraná certificado pela Joint Commission International (JCI).
Sobre o Hospital Universitário Cajuru
O Hospital Universitário Cajuru é uma instituição filantrópica com atendimento 100% SUS e com a certificação de qualidade da Organização Nacional de Acreditação (ONA) nível 3. Está orientado pelos princípios éticos, cristãos e valores do Grupo Marista. Vinculado às escolas de Medicina e Ciências da Vida da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), preza pelo atendimento humanizado, com destaque para procedimentos cirúrgicos, transplante renal, urgência, emergência, traumas e atendimento de retaguarda a Pronto Atendimentos e UPAs de Curitiba e cidades da Região Metropolitana.
-
Policial10/07/2026 - 12:58Operação Adsumus tem Rondonópolis como foco e mira facção ligada a bingos ilegais
-
Mato Grosso10/07/2026 - 17:50Projeto Conhecendo o Artesão recebe produtora de colares, brincos e cesteiras a partir de sementes naturais
-
Rondonópolis10/07/2026 - 19:17Mistério na Câmara: vereador deve se licenciar por um ano e bastidores apontam novo destino político
-
Mato Grosso10/07/2026 - 17:43Defensoria implementa protocolo nacional para atendimento aos familiares de pessoas desaparecidas
-
Esportes12/07/2026 - 21:38Cuiabá empata com o São Bernardo fora de casa pela Série B
-
Rondonópolis14/07/2026 - 13:03Corrida Flamboyan Esportes 2026 promete agitar Rondonópolis em agosto
-
Rondonópolis14/07/2026 - 13:58Faltam 20 dias para a 52ª Exposul e contagem regressiva começa; abertura terá apresentação de Primos do Agro
-
Política MT14/07/2026 - 13:12Pivetta afirma “pular para dentro e resolver” falta de água em VG






