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Café e pecuária impulsionam faturamento do agro: R$ 1,438 trilhão
O agronegócio brasileiro segue firme, com perspectivas positivas para 2025. O Valor Bruto da Produção (VBP), que mede o faturamento das atividades agropecuárias, está projetado em R$ 1,438 trilhão. O resultado representa um crescimento de 11,9% em relação a 2024, reforçando a força do setor na economia do país.
Os destaques ficam por conta do café e da pecuária, que vêm puxando esse avanço expressivo. Na agricultura, a produção de café se sobressai, com previsão de crescimento de 58,3% no faturamento, somando R$ 126 bilhões. O bom desempenho reflete tanto o aumento da produção quanto a valorização dos preços no mercado interno e externo. Outros segmentos, como soja, milho e cacau, também seguem em trajetória de crescimento, contribuindo significativamente para o resultado das lavouras, que devem gerar R$ 951 bilhões em 2025, o que representa 66% do VBP total.
Na pecuária, o cenário também é de expansão. A cadeia de bovinos deve alcançar um VBP de R$ 206 bilhões, crescimento de quase 20% em relação ao ano anterior. Suínos, frangos, leite e ovos apresentam desempenho consistente, com avanços expressivos tanto na produção quanto no faturamento.
A pecuária, que responde por 34% do VBP total, deve atingir R$ 486 bilhões, impulsionada pela demanda interna aquecida e pelo mercado externo favorável.
O levantamento reforça que o agro continua como um dos principais motores da economia brasileira, mantendo a geração de empregos, o abastecimento de alimentos e o fortalecimento das exportações.
Fonte: Pensar Agro
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Crédito travado expõe falhas em regra ambiental e causa insegurança jurídica
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Mais etanol e vendas antecipadas mudam ritmo do mercado
O avanço das vendas antecipadas pelas usinas e a mudança no destino da cana-de-açúcar estão redesenhando o mercado na safra 2026/27, com impacto direto sobre exportações e preços. A expectativa é de queda de cerca de 14,2% nos embarques brasileiros de açúcar, à medida que cresce o direcionamento da matéria-prima para a produção de etanol.
Em março, o Brasil exportou 1,808 milhão de toneladas de açúcar, volume 1,42% inferior ao registrado no mesmo mês do ano passado, segundo a Secretaria de Comércio Exterior. A receita somou aproximadamente R$ 3,39 bilhões (US$ 657,57 milhões convertidos a R$ 5,15), recuo de 24,7% na comparação anual, refletindo preços internacionais mais baixos.
Apesar da retração no mês, o acumulado do primeiro trimestre ainda indica crescimento em volume. Entre janeiro e março, os embarques alcançaram 6,04 milhões de toneladas, alta de 5,78% sobre igual período de 2025. A receita, por outro lado, caiu 19,6%, evidenciando a pressão sobre os preços médios.
No campo, a principal mudança está no mix de produção. A moagem no Centro-Sul deve variar entre 625 milhões e 635 milhões de toneladas, com maior participação do etanol. A parcela da cana destinada ao açúcar tende a cair para 48,8%, abaixo dos 50,7% do ciclo anterior, em resposta direta aos preços mais elevados dos combustíveis.
Esse ajuste ocorre em um cenário de possível déficit global estimado em 2,7 milhões de toneladas na safra 2026/27, o que, em tese, sustentaria as cotações internacionais. No entanto, o comportamento das usinas tem atuado como fator de contenção no curto prazo.
Levantamento da StoneX indica que as fixações de açúcar no Centro-Sul avançaram de 41,8% para 59,5% ao longo de março. A diferença em relação ao mesmo período do ciclo anterior, que já foi de 20 pontos percentuais, recuou para cerca de 10 pontos.
Na prática, esse movimento reduz a pressão de venda que vinha travando altas mais consistentes. Com menos volume disponível para negociação imediata, o mercado passa a operar em um ambiente mais equilibrado, com menor resistência a eventuais valorizações.
No cenário internacional, os preços do açúcar registraram ganhos moderados em março, influenciados por fatores financeiros e geopolíticos, como a redução de posições vendidas por fundos em meio a tensões no Oriente Médio.
Para o produtor, o foco permanece na gestão do mix entre açúcar e etanol, que segue diretamente ligado ao comportamento do petróleo. A combinação entre custos, preços internacionais e demanda por combustíveis deve definir o rumo das margens ao longo da safra.
Fonte: Pensar Agro
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Exportações de carne suína crescem 32% em março
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Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), 




