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Calendário do Futebol de MT inicia no segundo semestre para algumas emissoras de rádio

Foto: Divulgação
Não devemos esquecer das pessoas que estão a frente dessa labuta, a de transmitir a emoção do futebol no rádio nesses últimos 4 anos. Em especial, devemos ter a consciência de que o rádio esportivo da capital está crescendo, após o acesso do Cuiabá para série A do campeonato brasileiro. Sempre defendi que com um clube da capital na série A, o rádio daria uma alavancada expressiva, nisso defendo fielmente.
Já que estou falando em rádio, quero saudar aqui os profissionais da velha e jovem guarda, veteranos e aventureiros dessa guerra pela audiência, que levam emoção da partida de futebol no seu receptor. Saudamos ao Jorginho Mussa da Rádio Estação VG; da Rádio ABC Shalon FM com Wilson Peixoto “Pelezinho” e Eudes Fanaia; Anjinho Moreno, João Neto e Pedro Lima na Capital FM (única comercial que está em atividade nos últimos 2 anos fazendo futebol). Não posso esquecer também da Rádio Doc sob o comando de Pereira Bueno e da rede de transmissão de rádios do parceiro Nelson de Farias. O companheiro Rosenil Luis que anos esteve na Nova FM, agora passa para o prefixo da Conti FM, impulso generoso para expandir seu trabalho que está difundindo a anos.
O burburinho que surge nos bastidores da crônica esportiva, que cerca de 4 emissoras de Frequência Modulada (FM) da Capital, estarão montando equipes com narradores, repórteres e comentarista. Para minha surpresa e de muitos colegas da profissão, que fazem por amor e dedicação, essas emissoras de rádio apenas atuarão nos jogos do Cuiabá na Série A do brasileirão.
O que me deixa indignado é saber, que muitos donos de rádio comercial, estão desmerecendo os demais times da Capital, ou seja, estão desqualificando o campeonato mato-grossense e os clubes de outras cidades. Sejamos francos, o calendário do nosso futebol nesse primeiro semestre é, estadual, Copa Verde, Copa do Brasil. No segundo semestre inicia-se o campeonato brasileiro, mais precisamente no dia 30 de maio (considera-se início do segundo semestre). Então quer dizer que para essas emissoras o orçamento ou o calendário inicia-se partir do final do mês de maio? Não amigos, eu discordo plenamente dessa postura de quem está a frente dessas emissoras.
Não estou manifestando contra o acesso do Cuiabá, que fique bem claro o meu ponto de vista, acredito muito que o Dourado possa montar uma equipe forte para permanecer na primeira divisão nacional. As emissoras de rádio interessadas em montar uma equipe e transmitir as partidas, devem refletir sobre essa ação, será que só vale o brasileiro e não o mato-grossense? Devemos respeitar os amigos de imprensa que estão a frente dessa labuta desde o primeiro acesso em 2010, 2018 e agora 2020. Mas acho indigno desqualificar todos os clubes que disputam o campeonato Mato-grossense.
Se eu fosse dono de uma emissora, iria dar largada no projeto no final de 2020, para que pudéssemos transmitir o campeonato estadual no primeiro semestre 2021, sendo assim, já testar como seria a desenvoltura dos membros da equipe em jogos regionais, para detectar os possíveis erros e corrigi-los, para que possamos transmitir os jogos do campeonato brasileiro do mesmo nível e qualidade das consagradas emissoras do Sudeste, Nordeste e Sul do país. De fato, não vamos transmitir somente para baixada cuiabana, por meio da internet e a expansão dos aplicativos, vamos muito mais longe desse imenso Brasil de dimensões continentais. Vamos refletir!
Por Igor Gabriel, Jornalista e locutor esportivo
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O agro no centro do mundo
Por Paulo Lucion

Paulo Lucion é empresário
Quando o Global Agribusiness Festival (GAFFFF) nasceu em São Paulo, ele surgiu com uma proposta ousada: aproximar o campo da cidade, conectar tecnologia, inovação, negócios, cultura e pessoas em torno de um dos setores mais importantes para o desenvolvimento econômico e social do planeta.
Agora, em 2026, damos um passo ainda maior. Pela primeira vez, o festival ultrapassa os limites da capital paulista e escolhe Sorriso para sediar uma edição do evento. E não poderia haver lugar mais simbólico para isso.
Sorriso não é apenas a Capital Nacional do Agronegócio. É uma cidade que representa aquilo que o agro brasileiro tem de mais forte: produtividade, tecnologia, empreendedorismo, sustentabilidade e capacidade de alimentar o mundo. Aqui, a produção acontece em larga escala, mas também se constrói conhecimento, inovação e desenvolvimento.
Receber o GAFFFF é um reconhecimento da importância que Mato Grosso conquistou no cenário nacional e internacional. Durante muitos anos, o Brasil discutiu o agro olhando para os grandes centros urbanos. Hoje, o mundo quer vir conhecer onde as coisas realmente acontecem.
Entre os dias 23 e 26 de julho, Sorriso será palco de debates sobre segurança alimentar, inovação, tecnologia, sustentabilidade, mercados globais e os desafios que definirão o futuro da produção de alimentos. Teremos mais de uma centena de palestrantes nacionais e internacionais, lideranças empresariais, produtores rurais, investidores, pesquisadores e especialistas compartilhando conhecimento e construindo conexões.
Mas o GAFFFF vai além dos fóruns e painéis técnicos. O grande mérito do festival é mostrar que o agro não pertence apenas a quem produz. O agro está presente na mesa das famílias, na geração de empregos, na indústria, no comércio, na logística, na ciência e na cultura. Por isso, o evento une conteúdo, negócios, gastronomia, entretenimento e esporte em uma experiência que aproxima diferentes públicos.
A expectativa de receber milhares de visitantes durante os quatro dias do evento também representa uma oportunidade para hotéis, restaurantes, comércio, prestadores de serviço e para toda a cadeia econômica do município e da região.
O GAFFFF também é uma vitrine para mostrar ao Brasil e ao mundo a capacidade produtiva de Mato Grosso, a força do agronegócio brasileiro e o potencial de uma região que continua crescendo, inovando e liderando transformações.
Como presidente de honra desta edição, vejo a realização do festival em Sorriso como um marco histórico. Estamos trazendo para o coração do agro mundial um evento que discute o futuro da humanidade por meio da produção de alimentos. Uma ponte entre Mato Grosso e a Faria Lima, pois a outra edição do GAFFFF será nos dias 1º e 2 de outubro, no Nubank Parque. A escolha das praças não é casual. Sorriso representa o centro da produção agrícola brasileira. São Paulo, por sua vez, concentra capital, grandes empresas, investidores e tomadores de decisão.
O mundo estará olhando para Sorriso. E Sorriso está pronta para receber o mundo.
Paulo Lucion é empresário, presidente de Honra do GAFFFF Sorriso e CEO da Nutribras Alimentos
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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

O que a ciência mostra :
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
Envelhecer bem ,exige preservar força
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Quando a imprudência mata, não é “acidente”

Há exatos 30 anos, perdi meu filho Ricardo Viveiros de Paula Filho e minha neta Mariana, de apenas sete meses, vítimas de um motorista que avançou um sinal vermelho na região central de São Paulo. O responsável fugiu sem prestar socorro. Testemunhas afirmaram que estava alcoolizado. Meu filho tinha 26 anos, era ilustrador, cartunista, marido e pai de três crianças.
Passei quase duas décadas buscando Justiça. Quando finalmente veio a condenação, ela chegou tardia e insuficiente. O réu recorreu, reduziu sua pena e permaneceu em liberdade. Desde então, uma pergunta me acompanha: qual é, na prática, a diferença entre matar alguém conscientemente pelo uso de uma arma e assumir o volante após beber, sabendo que isso pode resultar em morte?
A discussão sobre crimes de trânsito continua cercada por uma palavra que suaviza tragédias: “acidente”. Acidente sugere fatalidade, algo inevitável. Mas o que há de inevitável quando alguém decide dirigir alcoolizado, exceder a velocidade ou ignorar um semáforo vermelho? Essas são escolhas. E escolhas têm consequências previsíveis.
Os números reforçam essa reflexão. Segundo levantamento do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa), o Brasil registrou, em 2024, 13.075 mortes em ocorrências de trânsito relacionadas ao consumo de álcool, um aumento de 6,2% em relação ao ano anterior. A taxa de mortalidade chegou a 6,2 óbitos por 100 mil habitantes, a maior desde 2016. Mesmo com mais fiscalização e mais operações da Lei Seca, o problema persiste.
A Lei Seca, que completou 18 anos, salvou incontáveis vidas e tornou-se referência internacional. No entanto, a realidade demonstra que a legislação, sozinha, não basta. Falta transformar a consciência coletiva. Ainda existe tolerância social com quem bebe e dirige. Ainda há quem enxergue a infração como um deslize, e não como uma ameaça concreta à vida.
Especialistas alertam que o álcool reduz reflexos, compromete a percepção de risco e estimula comportamentos mais agressivos e imprudentes. Em outras palavras, quem dirige alcoolizado sabe – ou deveria saber – que aumenta significativamente a possibilidade de matar alguém.
Por isso, é necessário enfrentar um debate desconfortável: em determinadas circunstâncias, mortes causadas por motoristas embriagados não deveriam ser tratadas apenas como resultado de culpa, mas como consequência de uma conduta que assume conscientemente o risco de produzir vítimas. Não se trata de vingança, mas de responsabilidade.
Nenhuma sentença devolverá meu filho ou minha neta. Nenhuma decisão judicial apagará a dor de milhares de famílias que, todos os anos, recebem a notícia de que um ente querido morreu porque alguém resolveu misturar álcool e direção. Mas a sociedade precisa decidir se continuará chamando essas mortes de acidentes ou se passará a reconhecê-las pelo que muitas vezes são: tragédias anunciadas, produzidas por escolhas deliberadas.
Enquanto essa mudança cultural não acontecer, continuaremos contabilizando vidas interrompidas e famílias destruídas. E continuaremos perguntando quantas mortes mais serão necessárias para que dirigir alcoolizado deixe de ser visto como imprudência e passe a ser encarado, definitivamente, como uma grave violação do direito à vida.
*Ricardo Viveiros, jornalista, professor e escritor, é doutor em Educação, Arte e História da Cultura (UPM); membro da Academia Paulista de Educação (APE) e conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa (ABI); autor, entre outros livros, de A vila que descobriu o Brasil, Memórias de um tempo obscuro e O sol brilhou à noite. Apresenta, aos domingos às 7 horas (da manhã), na TV Cultura, o programa “Brasil, mostra a tua cara!”.
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