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Câmara Setorial reúne deputados, prefeitos e vereadores de MT e da Bolívia

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Foto: ANGELO VARELA / ALMT

“Fronteira é área de integração, não de risco”. Com este enfoque, o deputado Carlos Avallone (PSDB) abriu a reunião de instalação da Câmara Setorial Temática Faixa de Fronteira, em Cáceres, que tem como objetivo sistematizar estudos, pesquisas e análises sobre a realidade econômica e social da região fronteiriça, para definir programas e soluções estratégicas para o desenvolvimento dos municípios da região Oeste. A iniciativa do deputado Avallone teve como coautores os deputados Dr. Gimenez (PV) e Valmir Moreto (PRB), além do apoio do deputado federal Dr. Leonardo (SD).

“Estou muito satisfeito e animado com a representatividade desta reunião, com a presença de vários prefeitos, secretários municipais, presidentes de Câmaras Municipais e vereadores da maioria dos 28 municípios da região fronteiriça, além dos legisladores municipais de San Matías. A união de esforços do setor público, da iniciativa privada e da sociedade organizada, vai com certeza assegurar os resultados que a comunidade espera há décadas. Chegou a hora de superar os desequilíbrios regionais, promover a integração com a Bolívia, cuidar da segurança, da saúde, da educação, gerar desenvolvimento, emprego e renda e melhorar a qualidade de vida da população fronteiriça”, explicou Avallone.

A Câmara Setorial Temática é um mecanismo de aperfeiçoamento do processo legislativo, integrando gestores públicos e a sociedade civil, através das entidades, sindicatos e organizações. Entre os temas a serem abordados estão a regularização fundiária, a hidrovia Paraná-Paraguai, os investimentos na logística de rodovias e ferrovias, ampliação do comércio com o Mercosul, consolidação da ZPE e desenvolvimento do turismo regional. Farão parte ainda da agenda de trabalhos a criação do Comitê de Fronteira Brasil-Bolívia, a consolidação do Porto Fluvial de Cáceres e a construção de postos alfandegários da Receita Federal, entre outros temas.

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O deputado Valmir Moretto (PRB) destacou as questões ligadas ao desenvolvimento econômico, como a hidrovia, a ZPE e a área de livre comércio. “A gestão compartilhada do porto de Cáceres, entre governo e prefeitura, já foi um avanço e temos a certeza de que a Câmara Setorial vai avançar ainda mais, formatando obras e ações para que a faixa de fronteira deixe de ser um ponto favorável ao tráfico e se torne uma região de desenvolvimento econômico e social”, disse Moretto.

Para o deputado Dr. Gimenez (PV), a câmara vai tratar da questão da segurança no sentido amplo. “Precisamos sim da segurança policial, mas também da segurança para quem trabalha e produz, no escoamento da produção agropecuária, na saúde e na educação. Através da CST vamos consolidar projetos e atrair investimentos”, disse o deputado.  

O federal Dr. Leonardo (SD) disse que esta Câmara Setorial Temática é a oportunidade de avançar no trabalho que iniciou há dois anos, quando era deputado estadual, quando coordenou uma outra câmara voltada para a questão da ZPE e da segurança na faixa de fronteira. “Estamos agilizando através de emenda federal um aporte de R$ 60 milhões para o fortalecimento de ações de inteligência para melhorar a segurança pública e vamos contribuir para a consolidação de outras ações junto ao governo federal”, informou.

Integração e desenvolvimento

O presidente da CST Faixa de Fronteira é o ex-deputado José Esteves de Lacerda Filho, profundo conhecedor dos problemas da região Oeste. Em seu discurso, Lacerda destacou a importância de integrar os 28 municípios ao longo dos 913 km de fronteira seca com a Bolívia, onde vivem quase 500 mil habitantes, uma das regiões com menor IDH do estado.

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“A fronteira não é área de risco, mas de oportunidades e o caminho é investir na integração. Sem desenvolvimento econômico e social, a região fica refém das atividades ilegais. E a melhoria da qualidade de vida nos municípios da fronteira passa necessariamente pelo relacionamento positivo com nossos vizinhos. Mato Grosso e Bolívia viveram até pouco tempo atrás como xipófagos, colados pelas costas. Chegou a hora de reverter esta tendência nefasta e trabalhar unidos pelo desenvolvimento, pelo combate à pobreza em todos os sentidos”, disse Lacerda.

Também presente à reunião, o ex-vice-governador e ex-senador Márcio Lacerda foi saudado por vários oradores em reconhecimento ao seu trabalho de mais de quatro décadas pela região Oeste e pela integração latino-americana.

A vice-prefeita de Cáceres, Eliene Liberato Dias, disse que a CST terá todo apoio da prefeitura, pois é possível avançar não só na questão da segurança mas nas propostas de desenvolvimento econômico, na cultura da paz, na integração com países vizinhos. “Cáceres e os municípios da região vão ganhar muito com este trabalho que integra os parlamentos e as prefeituras”, disse Eliene.

O prefeito de San Matías, Fábio Lopez Olivares, elogiou a iniciativa da Assembleia Legislativa de reunir representantes dos dois países para discutir questões que afetam a todos. “É muito nobre esta causa da integração econômica através da faixa fronteira, fortalecendo os laços de amizade entre os municípios e os países. Posição semelhante foi manifestada pelo cônsul da Bolívia, Abraham Cuellar Araújo, e pela presidente do Conselho Municipal de San Matías, Celina Ramos.

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Representaram o segmento industrial o vice-presidente do Conselho de Integração Internacional do Sistema Fiemt, Serafim Carvalho Melo, o presidente do Sindicato Rural de Cáceres, Geremias Pereira Leite – que sugeriu a criação da CST -, o diretor da Fiemt em Cáceres, Wellington Nunes, e o presidente do Sindicato da Construção e Movelaria de Cáceres, Helton de Matos.

A área de segurança pública foi representada pelo comandante do Sexto Comando Regional de Cáceres, tenente cel. PM Antonio Nivaldo de Lara Filho, o comandante do Gefron, José Nildo de Oliveira, a delegada da Delegacia Especial de Fronteira, Cinthia Gomes da Rocha Cupido, e o major Marcel Ramos Coutinho, representando o comandante do Batalhão de Fronteira do Exército, coronel Antonio Hervé.

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Cláudio Ferreira elogia deputado Nininho durante anúncio de recursos para a Santa Casa de Rondonópolis

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Foto Reprodução ChatGPT

Durante o ato de assinatura do convênio entre o Governo de Mato Grosso e a Santa Casa de Rondonópolis, que prevê um aporte financeiro de quase R$ 300 milhões para a unidade hospitalar, o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, destacou o trabalho do deputado estadual Ondanir Bortolini (Nininho) na articulação de recursos para o município.

Durante o evento, o prefeito rasgou elogios ao parlamentar, chamando Nininho de “deputado pé de boi”, em referência ao empenho e dedicação do deputado em buscar investimentos para a cidade.

Após a manifestação do prefeito, Nininho agradeceu o reconhecimento e reforçou o compromisso de continuar atuando em parceria com o município.

“Obrigado pelas palavras, prefeito Cláudio Ferreira! Essa parceria por Rondonópolis é o que me motiva a buscar sempre mais recursos para a nossa cidade, como esse importante aporte de R$ 22,3 milhões mensais para a Santa Casa. Vamos continuar unindo forças entre o município e a Assembleia Legislativa. Assim, conseguimos avançar de verdade e garantir que as melhorias continuem chegando à nossa população. Contem sempre com o meu empenho e trabalho”, declarou o deputado.

O convênio firmado pelo Governo do Estado representa um dos maiores investimentos recentes destinados à saúde pública regional e busca garantir o fortalecimento financeiro e operacional da Santa Casa, referência no atendimento hospitalar para Rondonópolis e diversos municípios da região sul de Mato Grosso.

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“RGA é direito” será o tema do Grande Ato dos servidores no dia 25 de maio

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Servidores estaduais e municipais de vários locais do estado estarão em Cuiabá para participar na próxima segunda-feira(25) do Grande Ato do Movimento Sindical Unificado pelas ruas do Centro Político Administrativo, rumo ao Palácio Paiaguás, a partir das 14h.

O ato que tem como tema “RGA é direito. E direito se conquista com luta, mobilização e unidade!” quer chamar a atenção do governo para abrir mesa de negociação e ouvir as reivindicações dos servidores e debater alternativas para se resolver o caso dos consignados, as cobranças previdenciárias sobre aposentados e pensionistas e também o plano de cargos e salários de cada categoria. “São reivindicações históricas que geram insatisfação dos servidores de forma geral no estado.  O governo não pode fingir que nada está acontecendo. São mais de 250 mil famílias impactadas mensalmente pela defasagem salarial provocada pelo não pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA)”, diz a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso(FEESP-MT) Carmem Machado.

O Movimento Sindical Unificado também cobra uma mudança de postura do governador, Otaviano Pivetta em relação à adotada na gestão do governador Mauro Mendes em relação aos consignados. Os servidores relatam dificuldades financeiras provocadas por descontos elevados em folha, juros acumulados e falta de mecanismos de proteção aos trabalhadores endividados. Soma-se a isso a cobrança previdenciária sobre aposentados e pensionistas, tema que continua gerando forte indignação entre categorias do funcionalismo.
“Precisamos de uma resposta do governo. Abrir a mesa de negociações”, argumenta Carmem.

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Wilson Santos destaca abertura de Pivetta ao diálogo e construção de soluções para a pesca em MT

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A audiência pública realizada pela Comissão de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Recursos Minerais da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), na última sexta-feira (22), para avaliar os efeitos da Lei Estadual nº 12.197/2023, conhecida como Lei do Transporte Zero, teve um momento inesperado com a presença do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Para o deputado estadual Wilson Santos (PSD), o gesto representou um momento inédito de abertura ao diálogo com pescadores e representantes da cadeia produtiva da pesca.

O encontro reuniu representantes das 22 colônias de pescadores existentes em Mato Grosso, empresários, profissionais da pesca esportiva, pesquisadores, representantes de organizações não governamentais, lideranças políticas e integrantes da sociedade civil organizada para debater os impactos econômicos, sociais e ambientais da legislação que, em julho deste ano, completará três anos de vigência.

A própria lei prevê uma reavaliação após esse período para verificar os resultados alcançados e definir se a norma deverá ser mantida, ajustada ou revogada. O mecanismo foi incluído por meio de uma emenda apresentada pelo deputado Eduardo Botelho (União), presidente da Comissão de Meio Ambiente, que destacou que a audiência propõe garantir uma avaliação transparente dos efeitos da legislação. “Quando falamos de pesca, não estamos falando apenas de peixe. Estamos falando de emprego, renda, tradição, cultura e sobrevivência. Muitos municípios dependem da atividade pesqueira e é impossível ignorarmos os relatos de redução de renda, fechamento de atividades e impactos diretos sobre toda a cadeia produtiva”, relatou.

Wilson Santos fez questão de reconhecer a importância da emenda apresentada por Botelho durante a aprovação da lei. “O deputado Eduardo Botelho teve uma sensibilidade que nós não tivemos naquele momento. Foi ele quem colocou na lei a obrigação de reavaliá-la após três anos, analisando os impactos produzidos na pesca esportiva, na pesca profissional e, também, no meio ambiente. Essa audiência acontece justamente por causa dessa iniciativa”, explicou.

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Ele acrescenta que a audiência oportuniza todos os segmentos envolvidos a se manifestarem antes de qualquer decisão sobre o futuro da legislação. “Nós estamos aqui para ouvir. A lei completa três anos e precisamos avaliar se o Governo de Mato Grosso cumpriu as medidas impostas. Dependendo do lado em que se está, a lei trouxe alegrias ou provocou sofrimentos, dificuldades econômicas e até situações dramáticas para muitas famílias que vivem da pesca”, comentou.

Os deputados Botelho e Wilson lembraram que a gestão estadual apresentou dados que apontam o crescimento da pesca esportiva nos últimos anos, entre 30% a 40%, com a legislação vigente. Mas, eles ressaltaram que também é necessário avaliar os reflexos da lei sobre os pescadores profissionais que dependem da atividade e enfrentam dificuldades econômicas.

De reunião reservada ao debate aberto – Antes da chegada de Pivetta, Wilson anunciou que representantes dos pescadores seriam recebidos pelo governador às 17 horas, no Palácio Paiaguás, após a audiência pública. Segundo ele, seria a primeira vez, em quase oito anos, que o Executivo estadual receberia formalmente a categoria pesqueira para discutir o tema. “Lutamos sete anos e três meses para que esse momento chegasse. Finalmente, os pescadores seriam recebidos para apresentar suas demandas diretamente ao governo”, declarou.

No entanto, o que seria uma reunião reservada tomou um rumo completamente diferente. Sem aviso prévio, Otaviano Pivetta deixou o Palácio Paiaguás e foi até à Assembleia Legislativa para participar da audiência pública. A mudança surpreendeu parlamentares, lideranças e os próprios pescadores.

Ao justificar a sua decisão, o governador afirmou que considerou mais respeitoso ir ao encontro dos participantes. “Quando o deputado Wilson Santos me procurou, a proposta era que vocês fossem ao Palácio para conversarmos. Mas, eu entendi que o mais econômico e, acima de tudo, o mais respeitoso era eu vir até vocês. Vocês podem esperar de mim, no mínimo, respeito”, declarou.

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Anúncio de medidas – Após ouvir os relatos apresentados por pescadores e representantes do setor, Pivetta reconheceu que a legislação trouxe prejuízos para milhares de profissionais da pesca. “Depois dos depoimentos que ouvi aqui, fiquei convicto de que essa lei gerou prejuízos para vocês”, reconheceu.

Como primeira medida, o chefe do Executivo anunciou a reabertura do programa Repesca, permitindo que os pescadores que não conseguiram se cadastrar anteriormente tenham nova oportunidade de acesso ao benefício. Segundo ele, o atendimento será realizado diretamente nas comunidades, por meio dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e das colônias de pescadores.

Além disso, o governador propôs a criação de um grupo de trabalho formado por sete deputados estaduais e representantes das secretarias de Estado para apresentar, em até 15 dias, uma proposta de aperfeiçoamento da legislação. “Precisamos construir uma solução sensata que não destrua o que foi conquistado, mas que também não continue sufocando e maltratando os pescadores profissionais”, afirmou.

Consenso – Após a fala de Otaviano, Botelho sugeriu que a Comissão de Meio Ambiente lidere a elaboração de uma proposta conjunta entre Assembleia Legislativa e Governo do Estado. “A audiência pública serviu para balizar as decisões que os deputados vão tomar daqui para frente. Vamos construir uma proposta junto com o governo para encontrar um meio-termo que contemple os pescadores, o turismo e a preservação ambiental”, explicou.

Wilson Santos classificou a presença de Pivetta como um gesto inédito de abertura ao diálogo. “Foi uma surpresa extremamente positiva. O governador saiu do gabinete, veio à Assembleia, sentou, ouviu os pescadores e apresentou encaminhamentos. Isso é ineditismo. Isso demonstra disposição para dialogar”, avaliou.

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O parlamentar também destacou que a reabertura do Repesca representa um avanço, mas ponderou que a principal reivindicação dos pescadores continua sendo a retomada da atividade econômica. “Quando o governador anunciou a reabertura do programa, praticamente não houve reação do público. Isso porque, no fundo, o que os pescadores querem não é apenas auxílio financeiro. Eles querem voltar a trabalhar e garantir o sustento das suas famílias”, observou.

Ao final da audiência, Wilson Santos defendeu que o grupo de trabalho análise alternativas capazes de conciliar a preservação ambiental, o fortalecimento da pesca esportiva e a sobrevivência econômica dos pescadores profissionais. Entre as possibilidades debatidas está a ampliação do número de espécies permitidas para captura e comercialização, especialmente aquelas que não representam interesse para a pesca esportiva, mas são fundamentais para a manutenção da renda das comunidades ribeirinhas.

Para o parlamentar, a audiência marcou o início de uma nova etapa nas discussões sobre a Lei do Transporte Zero. “A pesca esportiva já encontrou seu caminho e alcançou resultados importantes. Ninguém é contra isso. Agora chegou o momento de encontrarmos uma solução para a pesca profissional. O mais importante desta audiência foi perceber que o diálogo foi aberto. O governador ouviu, reconheceu dificuldades e criou um espaço para a construção de propostas. Tenho confiança de que esse grupo de trabalho poderá apresentar um caminho de equilíbrio, capaz de proteger nossos rios sem continuar penalizando milhares de famílias que dependem da pesca para viver”, concluiu Wilson Santos.

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