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Catálogo vai divulgar obras de arte pela internet

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Foto: ANGELO VARELA / ALMT

Agora é lei. Das galerias e espaços públicos e privados para o mundo. Essa é a intenção de uma lei estadual sancionada recentemente para divulgar na internet as obras de artistas plásticos locais. A Lei nº 10.943/2019 (Veja a íntegra aqui) obriga o estado a criar o catálogo de arte e cultura de Mato Grosso.  

Sancionada pelo governador Mauro Mendes (DEM), a norma é de autoria do ex-deputado e atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) Guilherme Maluf e tem o objetivo de preservar e divulgar o acervo artístico mato-grossense de maneira acessível e didática.

“O catálogo vai preservar e divulgar o acervo artístico mato-grossense e será um banco de dados digital que aproximará, de forma democrática, a população dos artistas e profissionais de arte e cultura do estado de Mato Grosso”, diz trecho da justificativa da lei, de autoria do atual conselheiro do TCE.

De acordo com a regra, o conteúdo do catálogo deve ser disponibilizado preferencialmente na internet. Ele deve conter informações pessoais e comerciais do artista, profissional de arte ou de cultura, o currículo do autor da obra e ainda o portfólio com imagens do seu trabalho, devidamente catalogadas.

O secretário estadual de Cultura, Esporte e Lazer, Allan Kardec Pinto Acosta, afirmou que a lei é importante porque valoriza as artes visuais de Mato Grosso e contribui, ainda, para a catalogação e exposição desse acervo. Na pinacoteca da Secel, de acordo com o Kardec, existem cerca de 500 obras.

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“Em breve será feito um levantamento detalhado e a restauração das obras. Isso será executado por meio de edital público. O documento já foi construído e agora está na fase de análise de orçamentos para referência. A intenção é fazer um estudo para saber quantas obras o estado possui e quantas precisam ser restauradas”, afirmou Kardec.

Na Assembleia Legislativa, em 2007 foi criada a pinacoteca que leva o nome da artista plástica Dalva de Barros. Hoje, o acervo é composto por 81 telas e está sob a responsabilidade do Instituto Memória do Poder Legislativo. Elas são de autoria de 52 artistas plásticos mato-grossenses.

O acervo artístico está distribuído em diversos setores da Casa de Leis: gabinetes parlamentares e secretarias. A maioria das telas foi doada e faz parte do patrimônio do Legislativo estadual. As pinturas estão expostas à população que visita o Parlamento.

De acordo com Dalva de Barros, a lei é importante porque amplia a divulgação das obras plásticas dos artistas mato-grossenses além dos limites das galerias, e por isso podem ser vistas e admiradas em qualquer lugar do mundo. “As obras não ficarão restritas às galerias e aos espaços destinados a exposições das telas. É uma forma democrática de os artistas levarem suas obras a todos os povos”, disse. Dalva de Barros nasceu em 1935, em Cuiabá. Além de artista plástica, foi professora em escolas rurais no interior de Mato Grosso e, quando fixou a residência na capital, ensinava arte plástica em espaços públicos.

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Na Assembleia Legislativa, as telas, que estão expostas nos gabinetes e secretarias, podem ser vistas pelo público interno (servidores e colaboradores) e público externo quando em visita a estes locais. As obras de artes são emprestadas e, ao final de cada legislatura, são devolvidas para o IMPL.

No dia a dia, um dos locais na Casa de Leis onde os artistas têm a oportunidade de expor suas obras é o salão de entrada da Presidência, denominado Deputado Francisco Pinto de Oliveira, mais conhecido como Salão Negro. No local, há um painel onde são apresentadas telas de artistas regionais. Elas ficam expostas por um período de três a quatro meses.

Outro espaço colocado à disposição dos artistas plásticos para exporem suas telas é o saguão principal da ALMT. No local, as telas ficam geralmente até uma semana para visitação dos admiradores da pintura regional. No saguão, a população pode ter acesso a obras de arte, pinturas e quadros.

No estado, de acordo com Allan Kardec, as obras estão expostas em locais como a Galeria Lava Pés de Artes Visuais. Outro local que abriga as pinturas é o Museu Histórico, que está em processo de reforma. O público pode conferir ainda as obras no Palácio da Instrução. “Essa é uma das formas de o povo ter acesso às artes visuais”, disse o secretário.

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Para 2020, segundo Kardec, a Secretaria de Cultura fará uma exposição de todo o acervo que possui. Embora sem data marcada, isso deve acontecer no primeiro semestre do próximo ano.

“A intenção é colocar as obras à disposição das pessoas que gostam de apreciar as artes plásticas. Estamos trabalhando para inseri-las no Mapa Cultural – plataforma de informações digitais – que já existia na secretaria. Foi retirado do ar, mas estamos trabalhando para retorná-la novamente”, explicou o secretário.   

Pinacoteca

Pinacoteca é uma galeria ou um museu de pintura. A pinacoteca, por conseguinte, é um espaço destinado à exposição de obras artísticas de caráter pictórico. Também pode incluir outro tipo de obras, como esculturas, embora a maior parte da coleção deva corresponder às pinturas.

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Deputado Júlio Campos pede suspensão de privatização 

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O deputado Júlio Campos chamou atenção para a privatização de estradas abandonadas na região do Arinos e no Médio Norte de Mato Grosso, nesta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

“Venho fazer um apelo e uma advertência ao senhor governador Otaviano Pivetta e ao senhor Secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, sobre o estado lamentável de duas rodovias importantíssimas. A MT-338, a Estrada da Baiana, aberta no meu governo (1983 a 87) quando priorizei a ligação de Juara com Sinop e Cuiabá, economizando 200 km do trajeto. Essa estrada foi pavimentada pelo governo Blairo Maggi, mas hoje encontra-se acabada e com buracos por todos lados. E mesmo nessa situação, segue sendo privatizada”, indagou Júlio Campos.

Segundo o parlamentar, o valor do pedágio a ser cobrado para cada trecho de 30 quilômetros será de R$12,75. A MT-338, interliga os municípios de Lucas do Rio Verde e Tapurah, a partir do entroncamento com a BR-163.

A estrada é um importante caminho de escoamento logístico da produção agrícola e pecuária em direção ao Vale do Arinos e ben eficia também cidades como Itanhangá, Porto dos Gaúchos, Juara e Juína, afetando mais de nove comunidades e 150 mil habitantes.

Júlio Campos também chamou atenção para a situação de outra estrada: a MT-220, no trevo Tabaporã, no Médio Norte de Mato Grosso, entre Vera e Sorriso.

Concessão assinada

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O pedido de Júlio Campos é para que o governador adie a concessão em prol da redução dos custos do pedágio.

“Senhor secretário Marcelo Padeiro, que é um homem dinâmico, está na hora de sua equipe fazer uma fiscalizaçã o rigorosa para rever a privatização dessas duas rodovias. O estado atual é lamentável. Tem que restaurar as rodovias antes de ser privatizada, porque do contrário o pedágio ficará muito caro, pois a manutenção será repassado ao usuário. é por isso que tem estrada estadual na qual o custo do pedágio é o dobro do valor de uma estrada federal. Veja a BR-163, o pedágio custa quase a metade do valor de estradas estaduais e o motorista trafega de Rondonópolis e Sinop sem buracos e de forma segura”, afirmou Júlio Campos.

A concessão das duas estradas foi assinada em 01 de setembro de 2025 pelo secretário Marcelo Ol iveira, com o Consórcio Vale do Arinos, com o aval da Agência estadual de regulação Ager.

https://juliocamposmt.com.br/deputado-julio-campos-pede-suspensao-de-privatizacao-de-estradas-abandonadas-em-mt/

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Zé Medeiros quer proibir multas ambientais automáticas baseadas apenas em imagens de satélite

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Foto-Assessoria

Multas ambientais, embargos e bloqueios de crédito rural baseados exclusivamente em imagens de satélite ou sistemas automatizados poderão ser proibidos no Brasil. A medida está prevista em um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Zé Medeiros (PL) na Câmara dos Deputados.

A proposta cria a Lei Nacional de Garantia do Devido Processo Legal na Fiscalização Ambiental Rural e estabelece que nenhuma penalidade poderá ser aplicada sem vistoria presencial realizada por agente público competente, acompanhada de laudo técnico detalhado e identificação precisa da suposta infração.

“O avanço tecnológico deve servir ao interesse público, mas jamais pode substituir o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a verificação dos fatos. O satélite pode apontar indícios, mas não pode condenar ninguém. Hoje, muitos produtores enfrentam multas, embargos e até bloqueios de crédito sem que um fiscal tenha sequer visitado a propriedade. Isso gera insegurança jurídica e fere o direito de defesa”, argumentou o parlamentar.

O projeto prevê que imagens de satélite e sistemas de sensoriamento remoto tenham caráter apenas preliminar e informativo, impedindo que sejam utilizados como prova única para aplicação de sanções. Caso não haja vistoria presencial, multas, embargos e demais restrições poderão ser considerados nulos.

“O produtor rural não pode ser tratado como criminoso por um algoritmo. A fiscalização ambiental é necessária, mas precisa ocorrer dentro dos limites da lei e com respeito ao direito de defesa”, concluiu.

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A proposta também proíbe o bloqueio automático de financiamentos e a inclusão de produtores em cadastros restritivos com base apenas em alertas gerados por sistemas remotos. As restrições só poderão ocorrer após decisão administrativa definitiva, com garantia do contraditório e da ampla defesa.

O texto ainda prevê mecanismos de transparência para os sistemas automatizados utilizados pelos órgãos ambientais. Segundo Medeiros, a medida busca evitar punições indevidas causadas por falhas na interpretação de imagens de satélite e algoritmos, conciliando a proteção ambiental com a segurança jurídica e o direito de defesa dos produtores rurais.

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Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

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Ex-governador Mauro Mendes

O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.

Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.

Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.

O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.

A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.

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