Mato Grosso
Câmeras do Vigia Mais MT auxiliam na prisão de autor de homicídio em Alto Boa Vista

Câmeras de videomonitoramento do programa Vigia Mais MT, instaladas na cidade de Alto Boa Vista (1.059 km de Cuiabá), auxiliaram na localização do autor de um homicídio ocorrido na madrugada de quarta-feira (27.11), na Avenida Bandeirantes.
Uma ação integrada entre a Polícia Civil e Polícia Militar levou à prisão, ainda em flagrante delito, o homem suspeito de matar a facadas Lázaro Rodrigues da Rocha, de 40 anos.
O trabalho de checagem da identidade do assassino começou com a análise das imagens de câmeras instalada na via onde ocorreu o crime. A partir daí, equipes policiais se mobilizaram em buscas ao suspeito. A prisão dele aconteceu poucas horas depois, em outro ponto da cidade.
De acordo com a polícia, no momento da prisão, o suspeito ainda estava com as vestes usadas no crime. As armas, um pedaço de madeira e uma faca, supostamente utilizadas no assassinato, também foram encontradas com ele.
A checagem do nome do suspeito apontou que ele já respondeu por outro homicídio, ocorrido na cidade de Porto Alegre do Norte (1.125 km de Cuiabá).
Vigia Mais MT
Em Alto Boa Vista, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Segurança Pública, entregou à prefeitura 10 câmeras de videomonitoramento, que foram instaladas em diversos pontos da cidade.
O programa Vigia Mais MT já foi implementado em 125 municípios e entregou 11 mil câmeras no Estado por meio de parcerias com prefeituras, associações empresárias e outras instituições de setores públicos e privados.
Previsto na Lei n° 11.766/2022, o programa visa ampliar a capacidade de monitoramento e modernização das ações das forças de segurança pública. As câmeras são instaladas em áreas de interesse público, como ruas, avenidas e praças, para garantir a segurança coletiva.
*Sob supervisão de Alecy Alves
Fonte: Governo MT – MT
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Mato Grosso
MPMT investiga contratações temporárias na Educação
A 8ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa da Educação de Cuiabá instaurou três inquéritos civis para apurar as condições de contratação de profissionais da educação nas redes estadual de Mato Grosso e municipais de Cuiabá e Acorizal. O objetivo é verificar a realização de concursos públicos ou processos seletivos, bem como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), política criada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2026 para aprimorar a seleção de professores da educação básica no país.
Conforme o promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior, a iniciativa busca levantar informações para avaliar a possível dependência de contratações temporárias, a eventual ausência de concursos públicos regulares, a adesão à política nacional de seleção de docentes (PND) e a existência de planejamento estruturado para a valorização da carreira.
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) determinou o envio de ofícios à Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), e às secretarias municipais de Educação de Cuiabá e de Acorizal, requisitando informações como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), ou, em caso negativo, as justificativas e a previsão de adesão; a data de realização do último concurso público ou processo seletivo; e a existência de previsão para novas seleções, com a apresentação de cronograma.
As instituições também deverão encaminhar relação atualizada dos profissionais da educação, com detalhamento por função, local de lotação e tipo de vínculo (efetivo ou temporário). O MPMT requisitou ainda informações sobre o planejamento de políticas de valorização da categoria, incluindo estruturação de carreiras, recomposição do quadro efetivo e adoção de processos seletivos mais técnicos, transparentes e impessoais.
O promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior considerou que que dados do Censo Escolar indicam que, nos últimos anos, tem havido aumento no número de professores temporários no país, em desacordo com a previsão constitucional e legal. Em algumas redes estaduais, mais de 70% do corpo docente possui vínculo precário.
Considerou também levantamento baseado em painel de Business Intelligence (BI) do MEC aponta que Cuiabá está classificada como Prioridade 3, com 5,5% de inadequação docente, 83% de profissionais concursados e último concurso realizado entre seis e oito anos. Já o município de Acorizal também figura na Prioridade 3, com 53,5% de inadequação docente, 64% de profissionais concursados e ausência de informações sobre o último concurso público na área da educação, bem como sobre a existência de Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) para a categoria.
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