Mato Grosso
Caminhada marca início das programações da Semana da Adoção em Mato Grosso
O evento, que marca o início das programações da Semana da Adoção em Mato Grosso, teve a abertura no quintal da Associação Cultural Flor Ribeirinha, com uma apresentação de dança do grupo Semente Ribeirinha, do qual a primeira-dama Virginia Mendes também é madrinha, formado por meninas e meninos com idade entre 6 a 12 anos, e a presença de famílias compostas por pais e filhos adotivos.![]()
“Eu gostaria muito de ter participado da caminhada, mas ainda estou me recuperando, recebi as mensagens e vi a mobilização e estava tudo lindo. Eu posso dizer com toda certeza o quanto a adoção é importante, é um ato de amor e que o elo familiar pode sim existir na mesma intensidade, porque sou fruto de adoção. Vamos nos unir durante esta semana que marca as discussões acerca do tema. A única coisa que uma criança ou adolescente que está para adoção precisa é de amor e de um lar seguro”, ratificou a primeira-dama de MT, Virginia Mendes.
A secretária de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), Grasi Bugalho, falou sobre a alegria de participar do evento representando a primeira-dama Virginia Mendes e falando sobre a importância da adoção, , legal e segura, e do trabalho que a Ampara tem feito junta ao Tribunal de Justiça e a Setasc. “Aqui estamos com duas causas do coração da primeira-dama Virgínia Mendes, a adoção e o Flor Ribeirinha. Faz parte da vida dela, ela caminha junto com a Ampara há algum tempo, antes mesmo de ser primeira-dama do estado. Ações como essa nos fazem mais felizes, de divulgar a importância da adoção. As nossas crianças não são o futuro, elas são o presente, e temos que cuidar muito bem delas para que realmente possam ser nosso futuro”, completou.
A presidente da Ampara, Daisy Guilem, agradeceu o apoio da primeira-dama Virginia Mendes, da Setasc e do Flor Ribeirinha, na pessoa de dona Domingas. Ela ressaltou a importância do dia 25 de Maio, Dia Nacional da Adoção. “É a única data do ano que a gente consegue falar com a sociedade sobre adoção, sobre crianças, sobre família, sobre legalidade, despertando nas pessoas o interesse pelo assunto. Precisamos mostrar para as pessoas que é possível amar, independente do sangue, da cor e da condição financeira, que é possível ser família, porque família é onde habita o nosso coração. Onde está o nosso coração, aí está nossa família. Estamos aqui também para enfrentar preconceitos e mostrar que preconceitos não cabem mais na nossa sociedade e que a família se forma a partir do momento que a gente se ama”, enfatizou.
Semana da Adoção
Durante a Semana da Adoção outras atividades também serão realizadas em prol do tema. Na segunda-feira (22), às 14 horas, no saguão da entrada principal do Tribunal de Justiça, ocorreu a abertura da Semana Estadual da Adoção e lançamento do perfil da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (CEJA) no Instagram (@cejatjmt), com a presença do corregedor-geral da Justiça, desembargador Juvenal Pereira da Silva.
Na quarta-feira (24), a partir das 9h, haverá ainda o Seminário “As diversas complexidades da adoção”, com participação da juíza Gleide Bispo Santos, da 1ª Vara da Infância e Juventude da Comarca da Capital.
Para o dia 25 de maio, Dia Nacional da Adoção, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) convocou a todos as tribunais para realizar o twitaço #AdotarÉAmor. A mobilização digital, que ocorre desde 2017, tem feito com que o tema adoção ganhe repercussão na sociedade. O Poder Judiciário de Mato Grosso é parceiro dessa causa, principalmente por meio da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (CEJA).O twitaço está marcado para começar às 15 horas do dia 25 de maio, usando a hashtag #AdotarÉAmor.
O objetivo é acionar uma grande rede e fazer a adoção ser uma das principais pautas do dia no Twitter. Para isso, pessoas e instituições devem publicar em seus perfis nas redes sociais conteúdos (textos, fotos e/ou vídeos) sobre adoção, além de interagir com a hashtag e convidar outras pessoas a fazerem parte dessa mobilização.
No mesmo dia (25), às 9 horas, no auditório Gervásio Leite, o Poder Judiciário, juntamente com a Associação Mato-grossense de Pesquisa e Apoio à Adoção (Ampara) e o Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM), realizarão a cerimônia de premiação do 10º Concurso de Redação sobre adoção, voltado para alunos do 6º ao 9º ano de escolas da rede pública e privada de todo Estado. A temática deste ano é: “Adoção: de repente uma família”.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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