Política MT
CCJR aprova parecer favorável a projetos de revitalização de bacias hidrográficas
No período em que se comemora a Semana do Meio Ambiente, a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) deu parecer favorável a três projetos de lei que propõe normas para revitalização de importantes bacias hidrográficas de Mato Grosso. Caso os projetos sejam aprovados e sancionados, as bacias dos rios Juruena, das Mortes e do Guaporé deverão passar por um processo de recuperação.
Os projetos foram relatados durante a sexta reunião ordinária da CCJR, realizada na tarde desta terça-feira (4), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. De autoria do deputado Eduardo Botelho (União), as propostas buscam viabilizar políticas para recuperar os rios que compõem as bacias listadas. Receberam parecer favorável os PL’s 2072/2023, 2069/2023 e 2068/2023 e agora deverão passar por votação em plenário.
O presidente da CCJR, deputado Júlio Campo (União), destacou a importância dos projetos apreciados para recuperação dessas bacias, tão importantes para as regiões onde estão instaladas. “É de importância vital os projetos para que o governo de Mato Grosso, por meio dos órgãos competentes, façam um trabalho com os rios Guaporé, Juruena e das Mortes, que possuem influência no sistema ecológico e para a sustentabilidade de Mato Grosso. Sobretudo neste momento em que passamos por crises climáticas e em que se comemora a Semana do Meio Ambiente”.
O PL 2072/2023, que trata sobre a revitalização da Bacia do Juruena, destaca que a relevância deste aquífero, principalmente para a região norte do estado e para as terras indígenas. De acordo com a proposta, a instalação de pequenas centrais hidrelétricas provocou impactos nos rios e em sua biodiversidade e que a recuperação se faz necessária para conciliar o desenvolvimento econômico e social com a conservação do meio ambiente.
Com relação à Bacia Hidrográfica do Rio das Mortes, o PL 2068/2023 destaca os impactos do desmatamento na região onde está inserido e a intensificação da agricultura na região. “Neste cenário de degradação ambiental presente em toda a bacia do Rio das Mortes com ocupação intensiva do solo, verifica-se a necessidade de planejamento do uso da terra na bacia e definição de normas que possibilite sua revitalização, visto a contribuição hídrica aos biomas cerrado e amazônico”, justifica a proposta apreciada.
A Bacia do Guaporé, na região oeste do estado, também sofre as consequências da mudança do uso do solo, ocasionando perda de habitats e de espécies nativas, afetando a biodiversidade, as atividades econômicas e as cidades. De acordo com a proposta do PL 2069/2023, a revitalização da Bacia do Guaporé deverá trazer benefícios diretos para a sobrevivência do rio e das diversas atividades econômicas da região.
Além desses três projetos, a CCJR apreciou mais 33 matérias. Outros três projetos foram retirados de pauta a pedido dos autores. Na reunião, os parlamentares apreciaram também o pedido de vista de outros dois projetos.
Fonte: ALMT – MT
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
Política MT
Cláudio Ferreira elogia deputado Nininho durante anúncio de recursos para a Santa Casa de Rondonópolis
Política MT
“RGA é direito” será o tema do Grande Ato dos servidores no dia 25 de maio

Servidores estaduais e municipais de vários locais do estado estarão em Cuiabá para participar na próxima segunda-feira(25) do Grande Ato do Movimento Sindical Unificado pelas ruas do Centro Político Administrativo, rumo ao Palácio Paiaguás, a partir das 14h.
O ato que tem como tema “RGA é direito. E direito se conquista com luta, mobilização e unidade!” quer chamar a atenção do governo para abrir mesa de negociação e ouvir as reivindicações dos servidores e debater alternativas para se resolver o caso dos consignados, as cobranças previdenciárias sobre aposentados e pensionistas e também o plano de cargos e salários de cada categoria. “São reivindicações históricas que geram insatisfação dos servidores de forma geral no estado. O governo não pode fingir que nada está acontecendo. São mais de 250 mil famílias impactadas mensalmente pela defasagem salarial provocada pelo não pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA)”, diz a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso(FEESP-MT) Carmem Machado.
O Movimento Sindical Unificado também cobra uma mudança de postura do governador, Otaviano Pivetta em relação à adotada na gestão do governador Mauro Mendes em relação aos consignados. Os servidores relatam dificuldades financeiras provocadas por descontos elevados em folha, juros acumulados e falta de mecanismos de proteção aos trabalhadores endividados. Soma-se a isso a cobrança previdenciária sobre aposentados e pensionistas, tema que continua gerando forte indignação entre categorias do funcionalismo.
“Precisamos de uma resposta do governo. Abrir a mesa de negociações”, argumenta Carmem.
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