Política MT
CCJR vota 11 matérias em reunião ordinária
Foto: Ronaldo Mazza
A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) analisou 11 propostas em sua 34ª reunião ordinária, realizada na tarde desta terça-feira (3). Entre as matérias aprovadas está o Projeto de Lei nº 75/2019, que cria o Programa Estadual de Proteção à Saúde do Trabalhador Rural, por meio do uso de protetor solar, a fim de inibir a incidência do câncer de pele.
O relator da matéria na CCJR, deputado estadual Lúdio Cabral (PT), lembrou que Mato Grosso tem um grau de insolação alto. “A população trabalhadora do campo está exposta de forma permanente ao sol e aos riscos que essa exposição, especialmente ao risco de câncer de pele”, justifica o parlamentar. “É melhor prevenir e o protetor solar precisa ser entendido como uma espécie de medicamento e não como um cosmético. Ele [filtro solar] precisa estar numa cesta de produtos disponíveis no sistema público de saúde para a população que trabalha exposta ao sol”, completa Cabral.
Também foi aprovado no encontro o Projeto de Lei nº 33/2019. O texto permite o cancelamento ou suspensão de plano de telefonia, de maneira gratuita, na vigência de contrato de permanência mínima, nos casos de furto ou roubo do aparelho ou chip celular. Além dessas duas propostas, receberam parecer favorável outras três matérias (PL nº 1135/2019, emenda nº 15 ao Projeto do Plano Plurianual 2020-2023 e PL nº 87/2017).
Ainda houve empate na votação de uma matéria (PL nº 356/2016). Já dos três vetos analisados, dois receberam parecer pela derrubada (Veto nº 116/2019 e Veto nº 115/2019) e um pela manutenção (Veto nº 117/2019).
O vice-presidente da CCJR, deputado Sebastião Rezende (PSC), ainda comentou o balanço da comissão no mês de novembro. Foram realizadas quatro reuniões ordinárias e seis extraordinárias no período e 70 matérias foram analisadas. “Tivemos aqui na CCJR projeto de autoria do MP, TJ, Defensoria. Foi um mês extremamente produtivo”, avaliou Rezende.
Hospitais filantrópicos – Os membros da CCJR também receberam na reunião o deputado Wilson Santos (PSDB), que convidou os parlamentares a discutirem a inclusão de mais hospitais filantrópicos como beneficiários do Fundo Estadual de Estabilização Fiscal (FEF), instituído em junho de 2018 pela Lei nº 10.709. Hoje, são contemplados com parte dos recursos do FEF o Hospital do Câncer de Mato Grosso, Hospital Geral Universitário, Santa Casa de Cuiabá, Hospital Santa Helena, Santa Casa de Rondonópolis e Instituto Lions da Visão.
De acordo com Wilson Santos, deputados já apresentaram propostas de inclusão de mais seis instituições. “Nós estamos aqui pedindo aos deputados autores [dos projetos de inclusão] uma reunião, para que possamos agilizar e votar ainda neste mês de dezembro, para que a partir de janeiro esse bolo em vez de ser dividido entre seis hospitais seja dividido entre doze”, explica o parlamentar.
Santos pretende acertar com os colegas diferentes percentuais a serem repassados a cada hospital, de acordo com a demanda de cada um. O diretor do Hospital Geral de Poconé, Danton Caporossi, concorda com essa proposta. Ele chefia uma das instituições que podem ser beneficiadas. “Acho justo, o Hospital de Poconé é um hospital que não pode ser comparado com o Hospital do Câncer, mas nós também queremos fazer parte desse bolo, não podemos ficar de fora”, afirmou Caporossi.
Política MT
Teté Bezerra: a primeira mulher eleita deputada estadual por Rondonópolis
Pioneira na política de Rondonópolis, Teté Bezerra fez história ao conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso

Foto- Assessoria
A trajetória política de Teté Bezerra é marcada pelo pioneirismo. Ela entrou para a história de Rondonópolis como a primeira mulher do município eleita para o cargo de deputada estadual, ampliando a presença feminina na política mato-grossense.
Em 2010, Teté foi eleita deputada estadual pelo PMDB, com 22.964 votos, garantindo uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso para a legislatura de 2011 a 2015.
Antes de chegar à Assembleia, Teté já havia construído uma trajetória no cenário político estadual e nacional. Ela foi eleita deputada federal em 1994 e reeleita em 1998, tornando-se uma das principais representantes femininas de Mato Grosso no Congresso Nacional.
A eleição para deputada estadual consolidou sua presença política e reforçou a participação de mulheres de Rondonópolis na disputa por espaços de representação no Estado.
O feito permanece como um marco na história política do município, especialmente em um cenário no qual a participação feminina nas disputas eleitorais ainda enfrentava grandes desafios.
Teté Bezerra entrou para a história de Rondonópolis não apenas pelos mandatos que exerceu, mas também por abrir caminho para outras mulheres na política local.
Política MT
E agora, Rezende? Chapa com apenas 10 candidatos coloca reeleição em jogo no União Brasil

Foto- Assessoria
A disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso promete ser dura dentro do União Brasil. Com uma chapa enxuta, formada por apenas 10 candidatos, o partido aposta na concentração de votos para tentar eleger dois ou até três deputados estaduais nas eleições de 2026.
Entre os nomes que encaram a disputa está o deputado Sebastião Rezende, que busca a reeleição pelo União Brasil. A candidatura foi homologada durante a convenção estadual da legenda.
O próprio deputado Júlio Campos reconheceu o grau de dificuldade da composição. Segundo ele, apesar de a chapa ter apenas 10 candidatos, existe a expectativa de conquistar duas ou três cadeiras na Assembleia.
Além de Rezende e Júlio Campos, o União Brasil colocou na disputa nomes como Dilmar Dal Bosco, Michelly Alencar, Wender Roman, Eliane da Silva Ferreira, Cenira Evangelista, Antônio Carlos da Silva Barros e Ana Paula Leiria. A lista sofreu alteração na reta final, com Ana Paula substituindo Lédio Procópio de Souza.
A estratégia de uma chapa menor pode favorecer os candidatos com maior estrutura eleitoral e maior capacidade de concentração de votos. Por outro lado, aumenta a pressão sobre os nomes que já exercem mandato e precisam justificar nas urnas sua permanência no Legislativo.
E agora, Rezende? Com menos candidatos para dividir os votos, a disputa interna pode ser ainda mais intensa. A pergunta que fica é se o deputado conseguirá manter sua força eleitoral e garantir mais um mandato na Assembleia.
A chapa do União Brasil está definida. Agora, a resposta será dada pelo eleitor.
Política MT
Dra. Luciana Horta apresenta propostas para saúde e combate ao feminicídio em entrevista em Rondonópolis

Foto-Assessoria
Candidata a deputada estadual pelo PL participou do programa 105 Notícias e falou sobre propostas para a saúde pública e outras pautas que pretende defender na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
Nesta sexta-feira (21), a candidata a deputada estadual Dra. Luciana Horta (PL) participou do programa 105 Notícias, da Rádio 105 FM, apresentado pelo radialista e jornalista Zé Pereira. Durante a entrevista, ela falou sobre suas propostas para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
Dra. Luciana Horta foi a vereadora mais votada nas eleições de 2024 e assumiu uma cadeira na Câmara Municipal. Entre as principais pautas de seu mandato estão o combate ao feminicídio e a saúde pública, área em que tem se destacado pela cobrança de melhorias nos serviços oferecidos à população.
A vereadora e candidata a deputada estadual afirmou que sua atuação sempre foi voltada à defesa da população.
“Meu dever é lutar diariamente para que a população tenha o mínimo de dignidade e possa chegar ao seu posto de saúde e ter o mínimo. Ultimamente, nem coletor de urina estava tendo para fazer exames”, afirmou durante a entrevista.
As propostas de Dra. Luciana Horta para a saúde pública de Mato Grosso incluem medidas para melhorar o atendimento de urgência e emergência, ampliar o acesso a serviços especializados e fortalecer a assistência a pacientes com câncer, doenças crônicas e pessoas que dependem de medicamentos de alto custo.
O plano também prevê articulação para a implantação de uma nova UPA na região em expansão de Rondonópolis, estudos para a construção de um Hospital Regional na Região Sudeste e ações voltadas ao atendimento de comunidades rurais, ribeirinhas e de difícil acesso. A proposta também inclui a fiscalização das filas, dos prazos e dos serviços de saúde.
Durante a entrevista, Dra. Luciana Horta também falou sobre a importância da participação de novas pessoas na política.
“A cadeira não vai ficar vazia. Se pessoas boas não lançarem seus nomes, com coragem e propósito, outros vão continuar nesse poder”, afirmou Dra. Luciana Horta.
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