Mato Grosso
CGE compartilha modelo de avaliação de controle interno com Minas Gerais e Ceará
A Controladoria Geral do Estado (CGE-MT) compartilhou com a Controladoria Geral de Minas Gerais (CGE-MG) e com a Controladoria e Ouvidoria Geral do Ceará (CGE-CE) a metodologia utilizada para realização dos trabalhos de controle preventivo e auditoria na aplicação dos recursos públicos no âmbito do Governo de Mato Grosso.
O interesse em conhecer a forma de atuação da CGE-MT partiu dos próprios órgãos de controle interno de Minas Gerais e do Ceará, com base em notícias divulgadas na mídia, na publicação dos produtos no site da Controladoria de Mato Grosso e em trocas de informação no âmbito do Conselho Nacional de Controle Interno (Conaci).
A ideia é de que as informações e o material compartilhados sirvam de inspiração para o aperfeiçoamento das atividades das Controladorias, principalmente em relação ao gerenciamento de riscos, ressalvadas as devidas necessidades e particularidades de cada órgão.
“O objetivo é conhecer e adaptar o material da CGE-MT como melhor prática para elaboração e aprimoramento do material da CGE-MG, que irá nortear e subsidiar a emissão de opinião (elaboração do relatório de controle interno sobre as contas anuais e emissão de certificado) pelos auditores sobre as contas anuais dos gestores de órgãos e entidades do Estado de Minas Gerais”, comentou a auditora-geral da CGE de Minas Gerais, Luciana Cássia Nogueira.
Para o secretário-controlador geral do Estado, Emerson Hideki Hayashida, a cooperação entre os órgãos de controle é essencial à maximização dos resultados, principalmente para evitar desperdícios, desvios e má gestão de recursos públicos.
“Cada órgão de controle tem sua potencialidade. Se juntarmos todas elas, formaremos um todo muito mais forte contra o erro, a falha e a fraude no serviço público. Precisamos unir forças para dar um melhor resultado à população, ou seja, contribuir de forma mais efetiva para a melhoria da prestação dos serviços públicos”, disse Hideki.
O Manual de Auditoria, a metodologia utilizada para selecionar os objetos de atuação e o Plano Anual de Auditoria e Controle foram alguns dos documentos compartilhados.
O material e as informações sobre o planejamento e a execução dos trabalhos da CGE-MT foram repassados aos Estados de Minas Gerais e do Ceará por meio eletrônico. Contudo, a Controladoria de Mato Grosso está aberta a tratar do assunto por videoconferência ou de forma presencial.
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Por Bruna Pinheiro / Formad
Mato Grosso
Laudo afasta crime, mas incêndio em prédio da Prefeitura de VG segue cercado de perguntas

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.
Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.
No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.
“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.
Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.
No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.
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