Mato Grosso
Cine Teatro recebe evento com capacitações de audiovisual, exibição de filmes e debates a partir desta sexta-feira (22)

O Cine Teatro recebe, a partir desta sexta-feira (22.8), o Pantanal em Cena, a partir das 9h, que terá oficinas práticas de audiovisual, painéis temáticos, sessões comentadas de filme, além de outras atrações.
Com o patrocínio da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel), via emenda parlamentar, o evento visa a valorização e o desenvolvimento da produção audiovisual regional.
O evento, que tem duração de três dias, é gratuito. As inscrições para as atividades devem ser feitas aqui.
Mais informações do evento podem ser encontradas no Instagram @instituto_ibitiraty e @Pantanalemcena.
Confira a programação:
Sexta-feira (22.8):
Curso de Extensão I – Atuação para câmera com o ministrante Thiago Brianti
Painel Audiovisual no Centro-Oeste: Desafios e Conexões
Exibição do Filme – Loop de Direção de Bruno Bini
Conversa Especial com o Diretor homenageado, Bruno Bini
Sábado (23.8):
Curso de Extensão II – Direção e Produção Audiovisual com a ministrante Eva Pereira
Painel: Produção Audiovisual no Centro-Oeste: Desafios e Perspectivas
Exibição do Filme – Oeste Outra vez de Direção de Erico Rassi
Conversa Especial com o Diretor homenageado, Èrico Rassi
Domingo (24.8):
Curso de Extensão III – Oficina de Roteiro Cinematográfico com o ministrante Fábio Meira
Palestra: Experiência da Riofilme e seus cases
Exibição do Filme – As duas Irenes de direção de Fábio Meira
Conversa Especial com diretor homenageado, Fábio Meira
Serviço: Pantanal em Cena
Local: Cine Teatro – Sala Anderson Flores
Data: 22 até 24 de agosto
Horário: a partir das 9h
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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