Política MT
Claudinei articula atendimento itinerante da Polícia Civil em São José do Povo
O deputado estadual pediu apoio ao delegado regional de Rondonópolis para atender solicitação de vereador do município que apontou a necessidade

Deputado com delegado regional e vereador Bezerra de São José do Povo
Com a aprovação do Conselho Superior de Polícia sob respaldo da Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp), a Delegacia de Polícia de São José do Povo foi definitivamente fechada, em março de 2019. Com a necessidade de contar com serviços da instituição, o deputado estadual Delegado Claudinei (PL) esteve com o vereador Nilson Bezerra (Podemos), no dia 29 de abril, para tratar com o delegado regional de Rondonópolis, Thiago Damasceno, sobre a instalação de uma unidade itinerante para atendimento da população e região.
A unidade policial havia sido fechada juntamente com outras delegacias do interior de Mato Grosso devido à falta de efetivo, pouco índice de produtividade e de registros de ocorrências. “Antes mesmo de eu ser deputado, quando era delegado regional de Rondonópolis, a Delegacia de São José do Povo tinha problemas sérios na estrutura física e chegou a ter um fechamento temporário, em 2016. Havia várias rachaduras e riscos de desabamento, o que colocava em risco a integridade física dos servidores e da população atendida”, lembra o deputado.
Claudinei explica que a sede era própria, não tinha como fazer a locação de um outro imóvel e que haviam encaminhado orçamento para a reforma do prédio e não foi aprovado o pedido na época. “Hoje, São José do Povo tem somente a Polícia Militar. Quando tinha a Delegacia, além da falta de efetivo e problemas com a estrutura física, também tinha a falta de viatura. A distância entre esse município com Rondonópolis é de cerca de 40 km, contar com um atendimento itinerante da Polícia Civil para os moradores será bem interessante”, relatou o deputado.
Proposta
Para Thiago Damasceno, é possível implantar um atendimento itinerante da Polícia Civil, em São José do Povo, para ficar uns dois dias no local. Ele ressaltou que é preciso ter uma justificativa cabível para concretizar essa proposta favorecerá aos moradores realizarem boletim de ocorrência e obter orientações com os policiais civis.
“Tem como sim, fazer isso. Teria que ver quantos dias. Posso tentar deslocar o servidor e ver como posso melhorar a situação do município. Isso é bom para nós institucionalmente para atender a comunidade. Preciso saber quais as demandas que temos para otimizar recursos, pois não é só financeiro, como, também, humano. Preciso justificar essa demanda e o motivo de eu estar enviando servidor para o município”, justificou o delegado regional.
O vereador Bezerra ficou de elaborar o ofício com a solicitação do atendimento da Polícia Civil no município, a ser protocolado na sede da Delegacia Regional de Rondonópolis para as devidas providências, e sugeriu que fosse duas vezes por semana, como, também, os servidores possam atuar na base da Polícia Militar do município.
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Política MT
Deputado Júlio Campos pede suspensão de privatização

O deputado Júlio Campos chamou atenção para a privatização de estradas abandonadas na região do Arinos e no Médio Norte de Mato Grosso, nesta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
“Venho fazer um apelo e uma advertência ao senhor governador Otaviano Pivetta e ao senhor Secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, sobre o estado lamentável de duas rodovias importantíssimas. A MT-338, a Estrada da Baiana, aberta no meu governo (1983 a 87) quando priorizei a ligação de Juara com Sinop e Cuiabá, economizando 200 km do trajeto. Essa estrada foi pavimentada pelo governo Blairo Maggi, mas hoje encontra-se acabada e com buracos por todos lados. E mesmo nessa situação, segue sendo privatizada”, indagou Júlio Campos.
Segundo o parlamentar, o valor do pedágio a ser cobrado para cada trecho de 30 quilômetros será de R$12,75. A MT-338, interliga os municípios de Lucas do Rio Verde e Tapurah, a partir do entroncamento com a BR-163.
A estrada é um importante caminho de escoamento logístico da produção agrícola e pecuária em direção ao Vale do Arinos e ben eficia também cidades como Itanhangá, Porto dos Gaúchos, Juara e Juína, afetando mais de nove comunidades e 150 mil habitantes.
Júlio Campos também chamou atenção para a situação de outra estrada: a MT-220, no trevo Tabaporã, no Médio Norte de Mato Grosso, entre Vera e Sorriso.
Concessão assinada
O pedido de Júlio Campos é para que o governador adie a concessão em prol da redução dos custos do pedágio.
“Senhor secretário Marcelo Padeiro, que é um homem dinâmico, está na hora de sua equipe fazer uma fiscalizaçã o rigorosa para rever a privatização dessas duas rodovias. O estado atual é lamentável. Tem que restaurar as rodovias antes de ser privatizada, porque do contrário o pedágio ficará muito caro, pois a manutenção será repassado ao usuário. é por isso que tem estrada estadual na qual o custo do pedágio é o dobro do valor de uma estrada federal. Veja a BR-163, o pedágio custa quase a metade do valor de estradas estaduais e o motorista trafega de Rondonópolis e Sinop sem buracos e de forma segura”, afirmou Júlio Campos.
A concessão das duas estradas foi assinada em 01 de setembro de 2025 pelo secretário Marcelo Ol iveira, com o Consórcio Vale do Arinos, com o aval da Agência estadual de regulação Ager.
Política MT
Zé Medeiros quer proibir multas ambientais automáticas baseadas apenas em imagens de satélite

Foto-Assessoria
Multas ambientais, embargos e bloqueios de crédito rural baseados exclusivamente em imagens de satélite ou sistemas automatizados poderão ser proibidos no Brasil. A medida está prevista em um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Zé Medeiros (PL) na Câmara dos Deputados.
A proposta cria a Lei Nacional de Garantia do Devido Processo Legal na Fiscalização Ambiental Rural e estabelece que nenhuma penalidade poderá ser aplicada sem vistoria presencial realizada por agente público competente, acompanhada de laudo técnico detalhado e identificação precisa da suposta infração.
“O avanço tecnológico deve servir ao interesse público, mas jamais pode substituir o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a verificação dos fatos. O satélite pode apontar indícios, mas não pode condenar ninguém. Hoje, muitos produtores enfrentam multas, embargos e até bloqueios de crédito sem que um fiscal tenha sequer visitado a propriedade. Isso gera insegurança jurídica e fere o direito de defesa”, argumentou o parlamentar.
O projeto prevê que imagens de satélite e sistemas de sensoriamento remoto tenham caráter apenas preliminar e informativo, impedindo que sejam utilizados como prova única para aplicação de sanções. Caso não haja vistoria presencial, multas, embargos e demais restrições poderão ser considerados nulos.
“O produtor rural não pode ser tratado como criminoso por um algoritmo. A fiscalização ambiental é necessária, mas precisa ocorrer dentro dos limites da lei e com respeito ao direito de defesa”, concluiu.
A proposta também proíbe o bloqueio automático de financiamentos e a inclusão de produtores em cadastros restritivos com base apenas em alertas gerados por sistemas remotos. As restrições só poderão ocorrer após decisão administrativa definitiva, com garantia do contraditório e da ampla defesa.
O texto ainda prevê mecanismos de transparência para os sistemas automatizados utilizados pelos órgãos ambientais. Segundo Medeiros, a medida busca evitar punições indevidas causadas por falhas na interpretação de imagens de satélite e algoritmos, conciliando a proteção ambiental com a segurança jurídica e o direito de defesa dos produtores rurais.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
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