Política MT
Claudinei articula parceria da AL para fortalecer mulheres vítimas de violência doméstica
O projeto “Elas com Elas” prevê uma metodologia envolvente que vai garantir a construção de novas políticas públicas

Deputado Claudinei tomou conhecimento do projeto Elas com Elas, em Brasília- Foto: Assessoria
O deputado estadual Delegado Claudinei (PSL) promoveu reunião de apresentação de projeto denominado “Elas com Elas”, nesta segunda-feira (28), na Assembleia Legislativa, que tem o propósito de criar mecanismos para prevenção, combate e enfrentamento à violência doméstica contra mulheres. A presidente da Confederação Nacional dos Conselhos Comunitários de Segurança e Congêneres (Confecon), Flávia Portela, juntamente com a especialista em Direitos Públicos, Andréia Moura, convidadas pelo parlamentar, mostraram todo o contexto da proposta que já é aplicada no Distrito Federal com resultados satisfatórios e propõe implantar no âmbito de Mato Grosso.
De acordo com Portela, o motivo que leva ao interesse de estender essa metodologia no Estado, se deve aos resultados obtidos com a aplicação da Lei n.º 10.931/2019, de autoria do deputado Claudinei (PSL), que reconhece o interesse coletivo e a importância social das obras dos Conselhos Comunitários de Segurança (Consegs) e da Federação dos Conselhos Comunitários de Segurança de Mato Grosso (Feconseg) e seus filiados.
“São duas razões que queremos iniciar a aplicação deste projeto em Mato Grosso: o primeiro se deve a Lei n.º 10.931/2019 que considero ser a primeira dos novos tempos, mesmo tendo uma vigente no Amapá, tanto que está dando um norte ao Projeto de Lei Federal da deputada Paula Belmonte (Cidadania – DF). Em segundo momento, em razão de ser o Estado que está mais organizado em relação aos Consegs, em razão da Lei”, justifica.

O projeto já é aplicado com resultados significativos e a intenção é estender para Mato Grosso- Foto: Assessoria
“Ao tomar conhecimento sobre o projeto Elas com Elas, em um encontro que tive com a Flávia Portela, em Brasília, vi a oportunidade de estender para Mato Grosso. Infelizmente, o Estado já chegou ao ranking com mais casos de feminicídio no país. Essa proposta é uma forma de prevenção e de oportunizar essas vítimas a retomarem as suas vidas, por meio da capacitação profissional. Essa questão de violência doméstica, realmente, extrapola a segurança pública e vai para o social. Eu convidei a Flávia Portela para apresentar este projeto e verificar a possiblidade de contarmos com o apoio da Assembleia Legislativa”, explica Claudinei.
Metodologia
No Brasil, há 2.500 conselhos, cerca de 10 mil conselheiros – podendo chegar a 25 mil se for considerada toda a estrutura junto aos conselhos fiscais e consultivos, explica a presidente da Confecon, que acrescenta que são 30 mil reuniões promovidas por todo o Brasil e um universo de um milhão de pessoas diretamente ligadas. “Iniciamos este projeto Elas com Elas há seis anos, no contexto de segurança pública, na Secretaria de Segurança do Distrito Federal que avaliou e aprovou para o devido desenvolvimento. Há quatro anos, vimos a possibilidade deste projeto se ampliar, devido ao poder de fortalecimento nos territórios e ele foi contemplado com uma prática inovável”, explica Flávia.
A metodologia aplicada pelo projeto conta com a construção de propostas a partir de experiências vivenciadas pelas vítimas. “É um programa anual, de enfrentamento a essa violência física e psicológica e, também, de formação e qualificação para que possam encarar o mercado de trabalho. Além da segurança, queremos saber quem é essa mulher, de que forma ela se associa e de que forma que ela vai sair deste problema”, ressalva Portela.
O projeto terá cinco ciclos que vai incluir duas palestras de forma presencial e oito promovidas de forma remota. “O diferencial da capacitação dessas mulheres é que chega de uma forma bem fácil, com uma metodologia que terá uma sala maior e várias menores para diálogo, com escuta ativa, para envolvê-las”, comenta Flávia.
Um dos temas a serem abordados será referente à violência, prevenção, associação e empreendedorismo feminino. “Este trabalho é diferente de outros já existentes que temos acompanhado de outros Estados, devido à facilidade de chegar nessas pessoas de forma remota, a facilidade de pouco tempo entender o problema de cada território. Em pequenas salas, as mulheres vão se sentir muito melhores para saber como sair do problema. O projeto é focado no cidadão. Vai ser construído ao se ouvir a população”, frisa Portela.
Custo
No encontro, também marcaram presença o presidente da Casa de Leis, Maxi Russi (PSB), a deputado Janaina Riva (MDB), a secretária de Assistência Social e Cidadania de Mato Grosso (Sestac), Rosamaria Carvalho, a adjunta do Programa e Projetos Especiais e Atenção à Família (Sappeaf), Salete Morockoski, que representou a primeira dama do governo de Mato Grosso, Virgínia Mendes, e o presidente da Feconseg de Mato Grosso, Danillo Moraes.
Proposta – O projeto “Elas com Elas” terá duração de quatro meses, com valor estimado de R$ 1,170 milhões que terá um coordenador geral com experiência comprovada e de produção responsável para a contratação de palestrantes, equipe técnica e profissionais da área de comunicação e marketing. Além de despesas com logísticas e execução das atividades propostas.
Política MT
Teté Bezerra: a primeira mulher eleita deputada estadual por Rondonópolis
Pioneira na política de Rondonópolis, Teté Bezerra fez história ao conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso

Foto- Assessoria
A trajetória política de Teté Bezerra é marcada pelo pioneirismo. Ela entrou para a história de Rondonópolis como a primeira mulher do município eleita para o cargo de deputada estadual, ampliando a presença feminina na política mato-grossense.
Em 2010, Teté foi eleita deputada estadual pelo PMDB, com 22.964 votos, garantindo uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso para a legislatura de 2011 a 2015.
Antes de chegar à Assembleia, Teté já havia construído uma trajetória no cenário político estadual e nacional. Ela foi eleita deputada federal em 1994 e reeleita em 1998, tornando-se uma das principais representantes femininas de Mato Grosso no Congresso Nacional.
A eleição para deputada estadual consolidou sua presença política e reforçou a participação de mulheres de Rondonópolis na disputa por espaços de representação no Estado.
O feito permanece como um marco na história política do município, especialmente em um cenário no qual a participação feminina nas disputas eleitorais ainda enfrentava grandes desafios.
Teté Bezerra entrou para a história de Rondonópolis não apenas pelos mandatos que exerceu, mas também por abrir caminho para outras mulheres na política local.
Política MT
E agora, Rezende? Chapa com apenas 10 candidatos coloca reeleição em jogo no União Brasil

Foto- Assessoria
A disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso promete ser dura dentro do União Brasil. Com uma chapa enxuta, formada por apenas 10 candidatos, o partido aposta na concentração de votos para tentar eleger dois ou até três deputados estaduais nas eleições de 2026.
Entre os nomes que encaram a disputa está o deputado Sebastião Rezende, que busca a reeleição pelo União Brasil. A candidatura foi homologada durante a convenção estadual da legenda.
O próprio deputado Júlio Campos reconheceu o grau de dificuldade da composição. Segundo ele, apesar de a chapa ter apenas 10 candidatos, existe a expectativa de conquistar duas ou três cadeiras na Assembleia.
Além de Rezende e Júlio Campos, o União Brasil colocou na disputa nomes como Dilmar Dal Bosco, Michelly Alencar, Wender Roman, Eliane da Silva Ferreira, Cenira Evangelista, Antônio Carlos da Silva Barros e Ana Paula Leiria. A lista sofreu alteração na reta final, com Ana Paula substituindo Lédio Procópio de Souza.
A estratégia de uma chapa menor pode favorecer os candidatos com maior estrutura eleitoral e maior capacidade de concentração de votos. Por outro lado, aumenta a pressão sobre os nomes que já exercem mandato e precisam justificar nas urnas sua permanência no Legislativo.
E agora, Rezende? Com menos candidatos para dividir os votos, a disputa interna pode ser ainda mais intensa. A pergunta que fica é se o deputado conseguirá manter sua força eleitoral e garantir mais um mandato na Assembleia.
A chapa do União Brasil está definida. Agora, a resposta será dada pelo eleitor.
Política MT
Dra. Luciana Horta apresenta propostas para saúde e combate ao feminicídio em entrevista em Rondonópolis

Foto-Assessoria
Candidata a deputada estadual pelo PL participou do programa 105 Notícias e falou sobre propostas para a saúde pública e outras pautas que pretende defender na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
Nesta sexta-feira (21), a candidata a deputada estadual Dra. Luciana Horta (PL) participou do programa 105 Notícias, da Rádio 105 FM, apresentado pelo radialista e jornalista Zé Pereira. Durante a entrevista, ela falou sobre suas propostas para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
Dra. Luciana Horta foi a vereadora mais votada nas eleições de 2024 e assumiu uma cadeira na Câmara Municipal. Entre as principais pautas de seu mandato estão o combate ao feminicídio e a saúde pública, área em que tem se destacado pela cobrança de melhorias nos serviços oferecidos à população.
A vereadora e candidata a deputada estadual afirmou que sua atuação sempre foi voltada à defesa da população.
“Meu dever é lutar diariamente para que a população tenha o mínimo de dignidade e possa chegar ao seu posto de saúde e ter o mínimo. Ultimamente, nem coletor de urina estava tendo para fazer exames”, afirmou durante a entrevista.
As propostas de Dra. Luciana Horta para a saúde pública de Mato Grosso incluem medidas para melhorar o atendimento de urgência e emergência, ampliar o acesso a serviços especializados e fortalecer a assistência a pacientes com câncer, doenças crônicas e pessoas que dependem de medicamentos de alto custo.
O plano também prevê articulação para a implantação de uma nova UPA na região em expansão de Rondonópolis, estudos para a construção de um Hospital Regional na Região Sudeste e ações voltadas ao atendimento de comunidades rurais, ribeirinhas e de difícil acesso. A proposta também inclui a fiscalização das filas, dos prazos e dos serviços de saúde.
Durante a entrevista, Dra. Luciana Horta também falou sobre a importância da participação de novas pessoas na política.
“A cadeira não vai ficar vazia. Se pessoas boas não lançarem seus nomes, com coragem e propósito, outros vão continuar nesse poder”, afirmou Dra. Luciana Horta.
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