Política MT
Cláudio Ferreira denuncia falta de transparência da gestão de Rondonópolis
Prefeitura deixa de prestar informações para União e fica na lista de inadimplentes

Foto- Assessoria
O deputado estadual e pré-candidato à Prefeitura de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), denunciou durante sessão plenária nesta quarta-feira (03), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, a falta de transparência da atual gestão do município, que deixou de encaminhar à União o relatório de encerramento do exercício de 2023.
A irregularidade faz com que a cidade fique impedida de receber recursos voluntários, como emendas parlamentares, além do impedimento de contratação de operações de crédito, por estar na lista de inadimplentes. Durante sua fala, Cláudio Ferreira afirmou ainda que vai denunciar a gestão aos Tribunais de Conta do Estado de Mato Grosso e da União, a fim de cobrar respostas sobre o uso dos recursos públicos no município.
“Com pesar venho denunciar a irresponsabilidade da gestão municipal de Rondonópolis, que infelizmente tinha até o dia 30 de abril para enviar os dados fiscais e contábeis para o Siconfi, mas não o fez, e esse descumprimento irresponsável por parte da gestão municipal traz vários danos e problemas, inclusive para aqueles que mais precisam, que é a nossa população”, declarou o Paisagista, como é conhecido.
De acordo com os dados do Tesouro Nacional, entre as 5.568 cidades brasileiras Rondonópolis figura entre as piores em Qualidade da Informação Contábil e Fiscal, ficando em 5.220º lugar no Ranking Siconfi. Entre as cidades de Mato Grosso, está entre as 15 piores, sendo a 131º nesses dados de transparência.
“Infelizmente a gestão de Rondonópolis está nos últimos lugares de transparência dos dados fiscais e contábeis entre os mais de 5 mil municípios, o que envergonha uma cidade que está entre as mais ricas do país, com as maiores receitas per capita, sem contar a questão de transparência: estamos na posição acima de 800 em falta de transparência”, lamentou Cláudio Ferreira ao fazer a denúncia.
De acordo com resultado do PIB de 2021, Rondonópolis é a segunda maior economia de Mato Grosso, sendo, junto com Cuiabá, os únicos municípios do estado entre as 100 maiores economias do Brasil, porém o município não tem ganhado notoriedade na transparência dos gastos dos recursos públicos.
“Rondonópolis é uma cidade grande, que tem uma possibilidade de fazer uma boa gestão, porque não falta recurso, mas temos que vir aqui cobrar que o prefeito atue com o mínimo de responsabilidade e cumpra o dever do administrador público – entre eles [o dever] da transparência, que é um dos princípios da administração pública. Ao contrário, vemos ali uma administração irresponsável e inconsequente que traz sérios prejuízos para a cidade”, declarou o parlamentar.
Para Cláudio Ferreira, falta compromisso e seriedade dos grupos políticos que governam a cidade há mais de 40 anos. Segundo o parlamentar, a atuação irresponsável atrasa o desenvolvimento e prejudica diretamente a população que necessita de serviços públicos com qualidade.
“Quero destacar aqui que vamos denunciar essa postura irresponsável aos Tribunais, vamos denunciar formalmente a administração e a condução da gestão municipal aos órgãos de controle, em especial ao TCE e ao TCU, por não cumprir o seu dever e por não permitir que o cidadão saiba para onde está indo tanto dinheiro, mais de R$ 2 bilhões de orçamento anual”, afirmou.
O deputado estadual criticou ainda a falta de prioridade da atual gestão. “Todo mundo sabe que em Rondonópolis está sendo construído um caminhão de praças e cercamento de áreas verdes, mas as prioridades estão sendo deixadas de lado, em especial mobilidade, trânsito e saúde (…). Precisamos de uma postura assertiva, gestão moderna, que cumpra seu dever de dar transparência aos gastos públicos do município”, declarou Cláudio Paisagista.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
Política MT
Cláudio Ferreira elogia deputado Nininho durante anúncio de recursos para a Santa Casa de Rondonópolis
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“RGA é direito” será o tema do Grande Ato dos servidores no dia 25 de maio

Servidores estaduais e municipais de vários locais do estado estarão em Cuiabá para participar na próxima segunda-feira(25) do Grande Ato do Movimento Sindical Unificado pelas ruas do Centro Político Administrativo, rumo ao Palácio Paiaguás, a partir das 14h.
O ato que tem como tema “RGA é direito. E direito se conquista com luta, mobilização e unidade!” quer chamar a atenção do governo para abrir mesa de negociação e ouvir as reivindicações dos servidores e debater alternativas para se resolver o caso dos consignados, as cobranças previdenciárias sobre aposentados e pensionistas e também o plano de cargos e salários de cada categoria. “São reivindicações históricas que geram insatisfação dos servidores de forma geral no estado. O governo não pode fingir que nada está acontecendo. São mais de 250 mil famílias impactadas mensalmente pela defasagem salarial provocada pelo não pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA)”, diz a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso(FEESP-MT) Carmem Machado.
O Movimento Sindical Unificado também cobra uma mudança de postura do governador, Otaviano Pivetta em relação à adotada na gestão do governador Mauro Mendes em relação aos consignados. Os servidores relatam dificuldades financeiras provocadas por descontos elevados em folha, juros acumulados e falta de mecanismos de proteção aos trabalhadores endividados. Soma-se a isso a cobrança previdenciária sobre aposentados e pensionistas, tema que continua gerando forte indignação entre categorias do funcionalismo.
“Precisamos de uma resposta do governo. Abrir a mesa de negociações”, argumenta Carmem.
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