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CMN libera R$ 12 bilhões para renegociação de dívidas rurais

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O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta sexta-feira (19.09), em reunião extraordinária, a resolução que cria duas linhas de crédito para renegociação de dívidas de produtores rurais prejudicados pelas adversidades climáticas recorrentes nos últimos anos. A medida regulamenta a Medida Provisória 1.314/2025, publicada no início de setembro, e prevê tanto recursos públicos quanto privados para dar fôlego ao setor.

A primeira linha será operada com recursos do Ministério da Fazenda e terá R$ 12 bilhões disponíveis. O dinheiro poderá ser usado para repactuar operações de crédito rural de custeio e investimento, além de Cédulas de Produto Rural (CPR) contratadas até 30 de junho de 2024. Serão incluídas dívidas em atraso até 5 de setembro de 2025 e também parcelas ainda em dia, desde que com vencimento até 31 de dezembro de 2027. A condição básica para adesão é que as atividades tenham sido afetadas por perdas de safra decorrentes de fenômenos climáticos, como seca, geada, enchentes ou granizo.

Os valores acessíveis variam conforme o porte do mutuário. Pequenos produtores poderão contratar até R$ 250 mil, com juros de 6% ao ano; os médios terão limite de R$ 1,5 milhão, a 8% ao ano; e os grandes, até R$ 3 milhões, com custo de 10% ao ano. Para cooperativas agropecuárias, o teto será de R$ 50 milhões, enquanto associações de produtores poderão acessar até R$ 10 milhões, também com juros próximos de 10%. Beneficiários do Pronaf terão direito a operações adicionais de até R$ 1,25 milhão, com encargos de médios produtores, e os do Pronamp poderão acessar R$ 1,5 milhão, com taxa equivalente à dos grandes. O prazo de pagamento será de até nove anos, com carência de um ano, e os contratos poderão ser assinados até 10 de fevereiro de 2026.

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Para se habilitar, será necessário comprovar perdas de no mínimo 30% em duas ou mais safras entre julho de 2020 e junho de 2025. O CMN estabeleceu ainda regras específicas para identificar os municípios que poderão ser beneficiados: só terão acesso às linhas públicas aqueles que declararam estado de calamidade ou emergência reconhecidos pela União em pelo menos dois anos entre 2020 e 2024, em decorrência de eventos climáticos adversos. Além disso, será exigido que nesses municípios tenham ocorrido perdas de pelo menos 20% do rendimento médio em duas das três principais culturas. Os dados de produtividade serão aferidos a partir da Pesquisa Agrícola Municipal (PAM) do IBGE. A expectativa é que cerca de 1.100 municípios atendam a esses critérios, um terço deles no Rio Grande do Sul.

Em paralelo, o CMN também autorizou uma segunda linha de crédito, que utilizará recursos livres das instituições financeiras. Nesse caso, poderão ser renegociadas dívidas de custeio, investimento e CPRs não apenas com bancos, mas também com cooperativas e fornecedores de insumos. Diferentemente da linha pública, não haverá exigência de comprovação de perdas mínimas para elegibilidade dos municípios. As condições de juros serão livremente negociadas entre as partes, com prazo de até nove anos para pagamento e um ano de carência. As contratações dessa modalidade poderão ser feitas até 15 de dezembro de 2026.

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Segundo nota do Ministério da Fazenda, a medida busca “alcançar mutuários que tiveram perdas de produção em seus empreendimentos localizados nos municípios onde também foram constatadas perdas em decorrência dos recorrentes problemas climáticos”. A pasta estima que pequenos e médios produtores deverão concentrar ao menos 40% dos recursos, o que garante prioridade ao público mais vulnerável.

Na prática, a decisão do CMN abre espaço para a recomposição do fluxo de caixa de milhares de agricultores que enfrentam sucessivas quebras de safra. Ao oferecer prazos mais longos e juros reduzidos, o governo busca evitar um colapso no setor produtivo, sobretudo nas regiões mais castigadas pelas intempéries.

Fonte: Pensar Agro

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Mato Grosso mantém liderança no abate de bovinos, mas pecuária enfrenta novos desafios externos

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Estado responde por quase um quinto dos abates realizados no país; cenário internacional acende alerta para exportações brasileiras

Mato Grosso segue na liderança da pecuária brasileira. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o estado foi responsável por 17,5% de todos os bovinos abatidos no país durante o primeiro trimestre de 2026, consolidando sua posição como maior produtor nacional.

No período, os frigoríficos brasileiros sob inspeção sanitária abateram 10,29 milhões de cabeças de gado, o maior volume já registrado para um primeiro trimestre da série histórica. Em comparação com os três primeiros meses de 2025, o crescimento foi de 3,3%. A produção de carne também avançou e alcançou 2,63 milhões de toneladas, alta de 5,1%.

Atrás de Mato Grosso aparecem São Paulo, com 11,6% dos abates, Goiás, com 9,2%, e Pará, com 9,1%.

O bom desempenho da atividade é impulsionado, principalmente, pelas exportações. Em 2025, a carne bovina brasileira gerou aproximadamente R$ 75 bilhões em vendas ao exterior, estabelecendo um novo recorde. A China permaneceu como principal compradora, respondendo por quase metade da receita obtida pelo setor.

Apesar dos números positivos, o mercado internacional exige atenção. A forte dependência do mercado chinês faz com que qualquer desaceleração econômica ou mudança nas regras de importação daquele país possa afetar diretamente as exportações brasileiras.

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Além disso, novos entraves comerciais preocupam a cadeia produtiva. Os Estados Unidos estudam impor uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, enquanto a União Europeia anunciou a suspensão das importações de carne bovina e outros produtos de origem animal do Brasil a partir de setembro, alegando questões relacionadas ao uso de antimicrobianos na produção.

O levantamento do IBGE também registrou crescimento em outros segmentos da pecuária. O abate de suínos chegou a 15,27 milhões de cabeças e a produção de carne de frango atingiu 3,73 milhões de toneladas. Já a captação formal de leite alcançou 6,78 bilhões de litros, recorde para o período.

No entanto, o aumento da produção leiteira não se refletiu na renda dos produtores. O preço médio pago pelo litro de leite caiu 18,8% em relação ao primeiro trimestre do ano passado, ficando em R$ 2,24.

Os números reforçam a força da pecuária mato-grossense, mas também evidenciam que o desempenho do setor nos próximos meses dependerá não apenas da produção dentro das propriedades rurais, como também da capacidade do Brasil de manter e ampliar seus mercados internacionais.

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Carnes e soja fazem exportações do agro somar R$ 80 bilhões em maio

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Impulsionado pelo avanço das exportações de soja e proteínas animais, o agronegócio brasileiro movimentou cerca de R$ 80 bilhões em maio de 2026, registrando o segundo maior faturamento da história para o mês. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pela Consultoria Agro do Itaú BBA, as vendas externas do setor alcançaram aproximadamente R$ 80 bilhões, resultado 8,2% superior ao registrado em maio do ano passado.

O desempenho reforça o papel do agronegócio como principal sustentáculo da balança comercial brasileira. Mesmo em um cenário de volatilidade nos mercados internacionais, o setor conseguiu compensar a retração observada no complexo sucroenergético com embarques robustos de grãos e proteínas, mantendo o Brasil entre os maiores fornecedores mundiais de alimentos.

A soja continuou liderando a pauta exportadora nacional. Em maio, os embarques do grão alcançaram 14,8 milhões de toneladas, alta de 5% em relação ao mesmo período de 2025. A receita gerada pelo produto somou aproximadamente R$ 31,5 bilhões, sustentada pela combinação entre grande oferta e preços internacionais mais favoráveis. O farelo de soja também apresentou crescimento expressivo, com exportações de 2,5 milhões de toneladas, enquanto o óleo de soja registrou uma das maiores altas do mês, avançando 34% em volume.

As proteínas animais também tiveram papel decisivo no resultado. As exportações de carne bovina in natura atingiram 262 mil toneladas em maio, crescimento de 20% sobre o mesmo mês do ano passado. O faturamento do segmento chegou a cerca de R$ 8,5 bilhões, beneficiado pela valorização dos preços internacionais e pela forte demanda dos mercados asiáticos.

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A carne de frango apresentou um dos melhores desempenhos do período. Os embarques alcançaram 442 mil toneladas, alta de 32% na comparação anual. Já a carne suína manteve a trajetória positiva observada ao longo de 2026, com exportações de 111 mil toneladas, crescimento próximo de 5%.

Entre os demais produtos, o milho registrou a maior variação percentual. As exportações cresceram mais de 570% em relação a maio de 2025, embora os volumes ainda sejam considerados modestos devido ao início da colheita da segunda safra. O algodão também manteve forte ritmo de expansão, com avanço superior a 50% nos embarques, enquanto o suco de laranja apresentou crescimento de 17%, reforçando a liderança brasileira no mercado global da bebida.

Na contramão, o complexo sucroenergético enfrentou um cenário mais desafiador. As exportações de açúcar bruto recuaram 10%, pressionadas pela queda dos preços internacionais. O etanol sofreu retração ainda mais intensa, com redução de 79% nos embarques, refletindo a menor competitividade do produto brasileiro no mercado externo.

Além das questões de mercado, o setor acompanha com atenção as discussões comerciais nos Estados Unidos. Propostas de novas tarifas sobre determinados produtos brasileiros estão em análise pelas autoridades norte-americanas, embora boa parte dos principais itens do agronegócio — como carnes, café, frutas, cereais e suco de laranja — tenha permanecido fora das listas de sobretaxação.

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Apesar das incertezas geopolíticas e da oscilação dos preços internacionais, os resultados de maio demonstram a resiliência do agro brasileiro. Com uma safra recorde e demanda firme por alimentos, fibras e proteínas, o setor continua ampliando sua participação no comércio mundial e reforçando sua importância para a geração de divisas e para o crescimento da economia nacional.

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Fundação Mato Grosso anuncia novos eventos para algodão e milho

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Para o segundo semestre deste ano serão realizados encontros técnicos abrangendo as culturas do algodão e milho, além de um dia de campo, em junho, voltado exclusivamente para o algodão


Após três dias de uma intensa programação e difusão de informação, o 26º Encontro Técnico de Soja da Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT), evento ocorrido em Cuiabá, se posiciona mais uma vez na vanguarda como o primeiro canal de validação para os produtores rurais e todo mercado, reunindo toda a cadeia produtiva de grãos, trazendo inovação em diferentes áreas de conhecimento e fortalecendo vínculos com o ecossistema da cadeia sojicultura.

Para o Head Corporativo e Comercial da Fundação Mato Grosso, Flávio Garcia, o 26º Encontro Técnico de Soja superou mais uma vez todas as expectativas de entrega ao público e na difusão de conhecimento por meio dos painéis e de networks aos produtores participantes e entre os principais players técnicos e gestores do agronegócio.

“O tema ‘Cada grão importa’, resume bem a realidade atual em tempos de margens muito apertadas, onde o produtor precisa cada vez mais estar com todo o posicionamento técnico-científico em mãos para a melhor tomada de decisão. O que nós da Fundação Mato Grosso entregamos são dados validados por nossa área de pesquisa com referência, posicionamento, qualidade e inovações no que há de melhor no mercado e para que o produtor tenha todas essas ferramentas em mãos para aplicar, seja na área de entomologia, fitopatologia, nas escolhas de cultivares, na genética, como na questão dos nematóides, matologia , mecanização e na área de solos buscando sempre a maior eficiência e resultado. No ponto de vista estratégico, a Fundação Mato Grosso por meio do seu Conselho Curador, se reuniu com várias das maiores companhias agrícolas parceiras e desenvolvedoras de P & D em um Lounge Business, visando alinhamentos na busca da perenidade, confiança, credibilidade e imparcialidade na entrega e posicionamento para o produtor. Além do fortalecimento de relacionamento, para que nós da Fundação MT sempre estejamos em “primeira mão” apresentando essas soluções inovadoras ao mercado”, destacou Garcia.

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Assim que ocorreu o fechamento do Encontro Técnico de Soja, que contou com a participação de 300 pessoas nos dois dias de evento e 150 participantes de forma on-line, a Fundação Mato Grosso já anunciou mais dois grandes encontros para o segundo semestre deste ano, desta vez abrangendo as culturas do algodão e milho, nos meses de agosto e novembro respectivamente. Além de um dia de campo, nos dias 10 e 11 de junho, voltado exclusivamente para o algodão, trará para os participantes uma prévia dos resultados em campo da estação da Fundação Mato Grosso, na Fazenda Tucunaré, do Grupo Amaggi, em Sapezal.

Para o gerente de Pesquisas Serviços e Operações da Fundação Mato Grosso, Luís Carlos de Oliveira, na área técnica-científica, a atual edição do Encontro Técnico de Soja, cumpriu o seu papel, com informação de qualidade e com a validação de muitas horas de pesquisas em painéis técnicos em paralelo estudos de campo, que trazem um cenário abrangente, em assunto sensíveis como o caruru e a mosca-branca, para que produtor possa tomar a melhor decisão no dia a dia de operação na fazenda. “Em resumo para nós, o encontro cumpriu o papel dele nestes 26 anos que é levar informação confiável para o produtor, então estamos cumprindo a nossa missão é a nossa satisfação maior é o legado que nós estamos deixando que foi o Encontro Técnico de Soja”, apontou o gerente.

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Sobre a FMT:
A Fundação MT é uma instituição privada sem fins lucrativos, referência nacional em pesquisa e difusão de tecnologias para o agronegócio. Com foco em culturas como soja, milho e algodão, atua no desenvolvimento de soluções que aumentam a produtividade e a sustentabilidade no campo, promovendo a integração entre pesquisa científica e aplicação prática junto aos produtores rurais.
Conta ainda com cinco estações de pesquisa distribuídas estrategicamente pelo estado de Mato Grosso, ampliando sua capacidade de geração e validação de tecnologias em diferentes condições de cultivo. Entre seus pilares institucionais, destaca-se a imparcialidade, garantindo credibilidade e isenção na geração e disseminação de informações técnicas.

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