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Rondonópolis

CODER: entre o colapso financeiro e a decisão política

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Afundada em dívidas fiscais que ultrapassam R$ 200 milhões, a Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis (CODER) chega a um ponto de inflexão em sua trajetória. O passivo acumulado ao longo dos anos, aliado à redução de serviços e à perda de capacidade operacional, expõe uma empresa que se tornou refém de decisões administrativas equivocadas e da falta de planejamento estratégico.

A convocação de uma Assembleia para deliberar sobre a liquidação da CODER, já com aval da Justiça, indica que o processo de encerramento das atividades não é apenas uma questão contábil, mas também um movimento político e administrativo. A decisão, embora sustentada por argumentos técnicos, ocorre em um contexto sensível — às vésperas de disputas sindicais e com impactos diretos sobre centenas de trabalhadores.

Nos bastidores, há quem avalie que o fechamento da companhia atende mais a uma lógica de reorganização política e fiscal do município do que à busca de soluções estruturais para os problemas da CODER. O desfecho, portanto, vai muito além das planilhas: representa uma mudança profunda na relação do poder público com o modelo de gestão de serviços urbanos e com a própria história do funcionalismo municipal.

Se confirmada, a liquidação da CODER tende a provocar impactos sociais e econômicos significativos. Centenas de trabalhadores correm o risco de perder o emprego, enquanto a cidade pode enfrentar um vazio operacional na execução de serviços essenciais, como limpeza, tapa-buracos e manutenção de espaços públicos. A alternativa provável será a terceirização dessas funções, o que levanta questionamentos sobre custos, qualidade e transparência.

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A empresa acumulou dívidas, perdeu eficiência e se tornou vulnerável a decisões políticas. O desafio agora é garantir que a liquidação não se transforme apenas em transferência de problemas para a iniciativa privada, mas em uma reformulação real do modelo de gestão de serviços públicos.

Mais do que o fim de uma empresa pública, o que se desenha é o encerramento de um ciclo histórico — em que o papel social e estratégico da CODER será substituído por uma nova lógica administrativa, ainda cercada de incertezas sobre seus reais beneficiários.

Rondonópolis

Sindicato Rural esclarece destinação de R$ 6,9 milhões em recursos públicos para a 52ª Exposul

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O Sindicato dos Produtores Rurais de Rondonópolis divulgou, nesta sexta-feira (14), uma Nota Pública de Esclarecimento sobre os recursos públicos destinados à realização da 52ª Exposul.

Segundo a entidade, foram destinados R$ 6,9 milhões em recursos públicos para a realização da edição deste ano da feira. Desse total, R$ 4,9 milhões são provenientes do Governo de Mato Grosso e R$ 2 milhões da Prefeitura de Rondonópolis.

Na nota, o sindicato destaca a importância econômica e social da Exposul para Rondonópolis e região, citando a geração de negócios, empregos e renda, além da contribuição do evento para o agronegócio, comércio, indústria, prestação de serviços e cultura local.

A entidade afirma ainda que a destinação dos recursos seguiu os instrumentos legais e administrativos firmados para a realização do evento e que os valores estão sujeitos às normas aplicáveis, à fiscalização dos órgãos competentes e à prestação de contas.

O sindicato também reafirma, no documento, seu compromisso com a legalidade, transparência e responsabilidade na gestão dos recursos públicos, colocando-se à disposição para prestar esclarecimentos.

Ao final, a entidade defende que o apoio público à Exposul seja analisado considerando a relevância econômica do evento e seu impacto na cadeia produtiva, no comércio e na economia de Rondonópolis e da região.

A nota é assinada pelo presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Rondonópolis, Alberto Torremocha, e é datada de 14 de agosto de 2026.

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Rondonópolis

RGA da pandemia e perdas reais reacendem pressão dos servidores sobre a gestão municipal

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O SISPMUR realiza nesta terça-feira (18) uma Assembleia Geral que deve colocar em pauta temas de forte impacto político e administrativo para os servidores municipais de Rondonópolis.

O encontro reunirá servidores filiados das áreas instrumental, saúde e educação, no Clube do SISPMUR, e terá como principais assuntos a atualização das minutas dos Planos de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCVs), questões jurídicas individuais e coletivas, progressões e avaliações funcionais.

Também estará no centro das discussões a RGA referente ao período da pandemia e as chamadas perdas de ganhos reais dos servidores, temas que envolvem diretamente a política salarial e a relação entre a categoria e a administração municipal.

A assembleia ocorre em um momento em que as reivindicações relacionadas à valorização do funcionalismo e à recomposição salarial podem ganhar peso no debate político municipal. A definição de propostas e estratégias pelo sindicato poderá indicar os próximos movimentos da categoria nas negociações com o Poder Executivo.

Outro ponto da pauta será a apresentação de informações sobre as mudanças atuais no Clube do SISPMUR.

Além de discutir reivindicações, a assembleia deverá servir para que os servidores avaliem a atuação da entidade sindical, apresentem demandas e participem da definição dos próximos encaminhamentos da categoria.

SERVIÇO

Assembleia Geral do SISPMUR
📅 18 de agosto de 2026
⏰ 1ª chamada: 14h15
⏰ 2ª chamada: 14h30
📍 Clube do SISPMUR
👥 Servidores municipais filiados das áreas instrumental, saúde e educação.

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Rondonópolis

Assistência Social de Rondonópolis autoriza locação de imóvel por R$ 46,2 mil

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A Secretaria Municipal de Promoção e Assistência Social de Rondonópolis ratificou a Inexigibilidade de Licitação nº 78/2026 para a locação de um imóvel destinado ao atendimento das necessidades da pasta.

O processo foi ratificado pela secretária Fabiana Frederico Rizzati Perez, com fundamento no artigo 74, inciso V, da Lei Federal nº 14.133/2021, conforme parecer jurídico nº 163/2026/ASSESSORIA/COMPRAS/ADM.

O imóvel está localizado na Rua Poxoréu, Quadra 50, Lote 10-A, matrícula nº 34.160, bairro Centro A, em Rondonópolis.

A contratação foi realizada em favor de Dener Juliano Sasso Padilha, proprietário do imóvel, pelo valor total de R$ 46.200,00.

Considerando o valor total informado e um período de 12 meses, o aluguel corresponde a aproximadamente R$ 3.850 por mês.

A ratificação foi assinada em 6 de agosto de 2026 e deverá ser publicada no Diário Oficial do Município (DIORONDON), Diário Oficial de Contas, além de jornais de circulação estadual e local, conforme determina o documento.

Ponto que merece atenção: o termo não informa, no texto apresentado, o prazo de vigência do contrato. Portanto, embora o valor de R$ 46,2 mil possa equivaler a 12 parcelas de R$ 3.850, é necessário consultar o contrato para confirmar o período exato da locação.

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