Saúde
Colonoscopia dói? Conheça mitos e verdades sobre o exame
Utilizada para descoberta e prevenção de câncer de intestino, a colonoscopia gera muitas dúvidas nos pacientes

A colonoscopia é o principal exame para descoberta de câncer colorretal. Essa neoplasia deve afetar cerca de 40 mil pessoas em 2020 no Brasil, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer – Inca. Especialistas defendem que, ao completar 45 anos, todas as pessoas devem fazer a colonoscopia como forma de prevenção e rastreamento do câncer de intestino.
Entretanto, segundo o onco-proctologista do Grupo OncoProcto do Hospital Felício Rocho, Rodrigo Paiva, muitas pessoas têm medo do exame. “Por precisar de sedação e um preparo mais dedicado e longo, as pessoas acreditam ser um exame muito complicado. No entanto, não é bem assim”, rebate o médico.
A seguir, Paiva enumera alguns mitos e verdades sobre o exame e esclarece a importância da sua realização.
1. Colonoscopia dói
MITO. “A realização do exame não traz dor ao paciente, por ser realizado sob sedação e assistência do médico anestesista”, afirma.
2. Pessoas acima de 45 anos devem fazer o exame
VERDADE. 45 anos é a idade ideal para se fazer o exame de forma preventiva contra o câncer de intestino. Entretanto, a colonoscopia pode ser solicitada mais cedo para verificação de outras doenças.
3. Somente quem tem alguma doença deve fazer
MITO. Todas as pessoas acima de 45 anos, homem ou mulher, principalmente que têm casos de câncer colorretal na família, devem fazer o exame.
4. A preparação para a o exame é rígida
MITO. Não se trata de uma preparação rígida, mas cuidadosa. “São necessários dois dias para preparo e realização do exame, após os quais o paciente encontra-se completamente restabelecido para suas atividades habituais”, esclarece Rodrigo Paiva.
5. A colonoscopia também funciona como prevenção
VERDADE. Além de ser um exame de rastreamento, a colonoscopia funciona como prevenção pois, por meio dela, é possível a retirada de pólipos que, no futuro, poderiam virar tumores malignos. “A remoção desses pequenos pólipos, ainda na sua fase inicial, realmente interrompe seu ciclo de crescimento e transformação em câncer”, comenta o médico.
6. A colonoscopia rastreia outros tipos de doenças
VERDADE. Além do câncer de intestino, o exame é também utilizado para detectar outras doenças, como Síndrome do Intestino Irritável; Doença de Crohn e outras.
7. Corre-se o risco de perfuração do intestino
VERDADE. Porém, a colonoscopia é um exame seguro e deve ser realizado por profissionais capacitados. “Os episódios que envolvem complicações são extremamente raros”, garante.
8. Algumas pessoas não podem fazer
VERDADE. Algumas pessoas, portadoras de outras síndromes, não têm a indicação para realizar o exame. “Pacientes com diverticulite aguda, distensão tóxica do cólon ou obstrução gastrointestinal não têm indicação para se submeter à colonoscopia”, exemplifica.
Sobre o Grupo Onco-Procto do Hospital Felício Rocho:
O Grupo Onco-Procto do Hospital Felício Rocho é composto por um corpo médico altamente capacitado que atua no diagnóstico e tratamento de tumores do cólon, reto, ânus e peritônio. Além de consultas e exames simples, os profissionais do grupo também realizam procedimentos de alta complexidade, como cirurgia citorredutora, quimioterapia intraperitoneal, cirurgia videolaparoscópica e cirurgia robótica. Para oferecer um atendimento completo, o grupo conta com as especialidades médicas de coloproctologia, oncologia, radioterapia, genética, nutrologia e cuidados paliativos. Entre as especialidades não médicas estão psicologia, fisioterapia e nutrição.
Ricardo Cembranelli, Rodrigo Paiva e Fábio Lopes estão entre os médicos que compõem o Grupo Onco-Procto do Hospital Felício Rocho, em Belo Horizonte/MG.
Saúde
Mesmo com sinais de Alzheimer, a alimentação ainda pode proteger o cérebro…..
Estudo mostra que uma dieta de melhor qualidade, especialmente com menor potencial inflamatório, está associada a menor risco de demência até entre pessoas que já apresentam alterações biológicas relacionadas à doença.
O cérebro não envelhece sozinho
O que é uma alimentação com menor potencial inflamatório?
Até 45% dos casos podem ser prevenidos ou adiados
A ciência exige equilíbrio
Como proteger o cérebro na prática?
- manter pressão arterial, glicemia e colesterol controlados;
- praticar exercícios aeróbicos e musculação;
- priorizar alimentos naturais ou minimamente processados;
- garantir ingestão adequada de proteínas;
- cuidar da qualidade do sono e investigar apneia;
- evitar tabagismo e excesso de álcool;
- tratar perdas auditivas e visuais;
- preservar vínculos sociais;
- manter leitura, aprendizado e outros estímulos intelectuais;
- procurar avaliação médica diante de esquecimentos persistentes ou mudanças de comportamento.
Risco não é destino
Saúde
Reta final das férias: uso prolongado de telas pode aumentar dores na coluna de crianças e adolescentes
Especialista do INTO orienta sobre postura correta e destaca pequenas mudanças de hábito que ajudam a proteger a coluna

foto- Divulgação
Nos últimos dias das férias escolares, é comum que crianças e adolescentes passem mais tempo em casa utilizando celulares, tablets, computadores e videogames. O aumento do tempo em frente às telas, no entanto, pode trazer consequências para a saúde da coluna quando os dispositivos são usados de forma inadequada. Segundo o ortopedista e chefe do Centro de Doenças da Coluna do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO), Luís Eduardo Carelli, o número de crianças e adolescentes com queixas relacionadas à má postura tem crescido nos consultórios.
“Percebemos um aumento significativo desse tipo de queixa. As dores mais frequentes são na região cervical, no pescoço, e na parte alta das costas, geralmente associadas ao hábito de permanecer muito tempo olhando para baixo durante o uso de celulares, tablets e outros dispositivos”, explica.
Entre as alterações mais comuns está a cervicalgia — dor na região do pescoço — e o aumento da cifose postural, caracterizada pela postura curvada para a frente. Segundo o especialista, estudos mostram que manter a cabeça inclinada por longos períodos aumenta o estresse biomecânico sobre a coluna cervical e torácica, isto é, faz com que a coluna do pescoço e da parte superior das costas suporte uma carga maior do que foi projetada, favorecendo o surgimento de dores e desconfortos.
Apesar de, na maioria dos casos, essas alterações serem reversíveis com a correção dos hábitos posturais e, quando necessário, tratamento fisioterapêutico, elas podem impactar a rotina das crianças.
“Normalmente, esses hábitos não provocam consequências permanentes na vida adulta, mas podem causar dores, desconforto e até reduzir a concentração durante os estudos, dificultando o aprendizado”, destaca o médico.
Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, o principal fator de risco não é a fase de crescimento, mas sim a maneira como os dispositivos são utilizados.
Utilizar celulares e tablets com a coluna apoiada no encosto de uma cadeira ou sofá e manter a tela na altura dos olhos reduz significativamente a sobrecarga sobre a coluna. Já permanecer curvado, olhando para baixo, ou utilizar o aparelho apenas com uma das mãos aumenta o esforço sobre músculos, ligamentos e articulações.
Além das dores na coluna, a postura inadequada também pode provocar sobrecarga mecânica nos ombros, cotovelos e dedos.
Orientações para os pais
Pequenas mudanças na rotina ajudam a reduzir os impactos do uso prolongado das telas:
- manter celulares e tablets na altura dos olhos;
- apoiar os braços sobre uma mesa ou outra superfície durante o uso;
- sentar-se com as costas apoiadas no encosto da cadeira ou do sofá;
- fazer pausas frequentes para levantar, caminhar e mudar de posição;
- estimular atividades físicas e brincadeiras ao ar livre, reduzindo o tempo contínuo em frente às telas.
“Essa simples adaptação na forma de utilizar celulares, tablets e até videogames reduz o estresse mecânico sobre a coluna e diminui o risco de dores e desconfortos”, conclui o especialista.
Saúde
Campanha orienta sobre riscos das apostas online e informa como acessar atendimento em saúde mental do SUS
Iniciativa informa sobre prevenção, sinais de uso problemático e serviços de acolhimento e tratamento disponíveis para apostadores e familiares

Foto- Assessoria
Está no ar a Campanha Nacional de Prevenção aos Danos das Apostas Online, do Ministério da Saúde. A iniciativa alerta a população sobre os riscos associados ao uso problemático das plataformas de apostas e divulga os serviços de saúde mental oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para o acolhimento e o tratamento de apostadores e familiares afetados. A campanha está sendo veiculada na TV, rádio e redes sociais.
ATENDIMENTO EM SAÚDE MENTAL – O teleatendimento para pessoas com problemas relacionados a jogos e apostas é sigiloso e permite o acesso à assistência especializada a distância. Familiares de pessoas afetadas também podem utilizar o teleatendimento para receber acolhimento, orientação e acompanhamento.
COMO ACESSAR:
● Entre no Meu SUS Digital pelo aplicativo ou pela versão web.
● Faça login com a conta gov.br.
● Na página inicial, selecione “Miniapps”.
● Clique em “Problemas com jogos de apostas?”.
● Responda ao autoteste disponível na plataforma.
As perguntas ajudam a avaliar a relação com as apostas e a identifi car o cuidado mais adequado. Quando o resultado indica risco moderado ou elevado, o encaminhamento para o teleatendimento é feito automaticamente. Nos demais casos, o aplicativo apresenta orientações sobre os serviços da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).
O atendimento presencial pode começar em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), onde apostadores e familiares recebem acolhimento, orientação e avaliação inicial. Quando houver necessidade de cuidado especializado em saúde mental, a equipe pode encaminhá-los a um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), que oferece acompanhamento multiprofissional.
PREVENÇÃO – Outra ferramenta disponível é a Plataforma Centralizada de Autoexclusão, do Ministério da Fazenda. Por meio dela, o cidadão pode solicitar voluntariamente o bloqueio do acesso às plataformas de apostas autorizadas.
Para solicitar a autoexclusão, é necessário acessar a página da ferramenta e entrar com a conta gov.br.
A partir da solicitação, o sistema bloqueia, de uma só vez, as contas ativas nas plataformas autorizadas; impede a abertura de novas contas com o CPF cadastrado; e interrompe o envio de publicidade direcionada pelas empresas de apostas.
A plataforma também reúne conteúdos sobre jogo responsável, saúde mental e educação financeira, além de autotestes, cursos, materiais educativos e orientações sobre onde buscar atendimento no SUS.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
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