Mato Grosso
Com apoio do Governo de MT, Carnaval movimenta Cuiabá e destaca diversidade cultural

Após o desfile dos Blocos e Escolas de Samba na Arena Pantanal, a programação de Carnaval em Cuiabá prossegue de sexta até terça-feira (13 a 17.2), com um circuito descentralizado e gratuito, que abrange diferentes regiões da capital mato-grossense.
As celebrações são viabilizadas por meio da parceria entre a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) e a Liga Independente dos Blocos Carnavalescos e Escolas de Samba de Cuiabá.
De acordo com o secretário adjunto de Cultura da Secel, Jan Moura, a descentralização acolhe a diversidade cultural ao mesmo tempo em que oportuniza uma agenda para quem vai ficar na cidade no período de Carnaval.
“Vai ter uma programação boa, por toda a cidade. A população vai ter acesso a um carnaval descentralizado, em vários espaços e de vários estilos também. É uma agenda que acolhe e reforça a diversidade cultural”, destaca.
A Avenida Mato Grosso vai unir o tradicional Bloquinho dos Estudantes e o Bloco do Baguncinha na sexta-feira (13), a partir das 18h. Com mais de 20 atrações, as festividades do Bloquinho dos coletivos estudantis continuam, na mesma avenida, no sábado, domingo e segunda-feira (14, 15 e 16). Na terça-feira (17), a programação na via será encerrada com o Bloco do Baguncinha.
O bairro Araés será também reduto da manifestação cultural, nesta sexta-feira (13), a partir das 18h. O Carnaval do Araés irá reunir os foliões e suas famílias no Centro Comunitário do Araés.
As ruas do Centro Histórico de Cuiabá serão tomadas pelo cortejo cultural do Cordão Carnavalesco Vem Quem Quer, no sábado (14) e na segunda-feira (16), a partir das 16h. Organizado por coletivos independentes, o evento reúne foliões e artistas em percurso saindo da Praça Santos Dumont até a Praça da Mandioca.
A avenida Edgar Vieira, no bairro Boa Esperança, é o local da celebração do carnaval de rua e da música mato-grossense, no Baile da Calorosa e o Rebu na Rua. Com DJs e show da banda Calorosa, a festa acontece no domingo (15), das 165h às 22h.
O bairro CPA 1 será o ponto de encontro do Bloco “Ocê Que Vê? Excuta!”, na segunda e terça-feira (16 e 17). A festa organizada por comunidades LGBTQIA+ será realizada no espaço Florence.
A Praça da Mandioca também celebra a maior festa da cultura popular brasileira, com música ao vivo, desta sexta à próxima terça-feira (13 a 17), das 17h às 23h.
Confira o resumo da agenda do Carnaval por local em Cuiabá:
Avenida Mato Grosso
Bloquinho dos estudantes: 13 a 16/2, das 18h às 2h
Bloquinho do Baguncinha: 13 e 17/2, das 18h às 2h
Retiradas dos ingressos gratuitos: Instagram @bloquinhodosestudantes
Centro Comunitário do Araés
Carnaval do Araés: 13/2, a partir das 18h
Centro Histórico
Cordão Vem Quem Quer: 14 e 16/2, a partir das 16h
Bairro Boa Esperança
Baile da Calorosa e Rebu na Rua: 15/2, das 16h às 23h
Praça da Mandioca
Carnaval da Mandioca: 13 a 17/2, das 16h às 23h
CPA 1
Bloco “Ocê Que Vê? Escuta!”: 16 e 17/2, a partir das 19h
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
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Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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