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Mato Grosso

Com firmeza e cercadas de desafios, elas lideram 11 unidades penitenciárias em MT

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Cleonice Penteado dos Santos, 37, é uma das três mulheres que lideram unidades prisionais masculinas

Cleonice Penteado dos Santos, 37, é uma das três mulheres que lideram unidades prisionais masculinas – Foto por: Arquivo Sejudh

Em um universo de quase 3,2 mil servidores que compõem atualmente o Sistema Penitenciário de Mato Grosso, 40% do efetivo é formado por mulheres. Elas também estão, embora em menor número, nos cargos de liderança. Entre as 55 unidades prisionais de Mato Grosso, 11 delas têm mulheres à frente – são 7 unidades femininas e quatro masculinas.

A maioria dessas servidoras é agente penitenciária e trabalha em unidades prisionais masculinas e femininas, exercendo cargos de gestão, líderes de equipes, de disciplina e na tranca diária das cadeias, centros e detenção e penitenciárias, cuidando de papelada burocrática, realizando escoltas, ou, como algumas delas afirmam, pegando no pesado nesta profissão, considerada uma das mais estressantes do mundo.

Entre as 852 agentes penitenciárias do Estado, esse é o cotidiano desafiador de Cleonice Penteado dos Santos, 37 anos, é uma das três mulheres que lideram unidades prisionais masculinas. Há um ano e cinco meses, ela está na liderança da equipe de servidores da penitenciária Major Zuzi Alves da Silva, em Água Boa (736 km a leste de Cuiabá), unidade que abriga aproximadamente 540 reeducandos e a única penitenciária na região do Araguaia.

Mãe de dois meninos e com quase seis anos como servidora pública concursada no cargo de agente penitenciária, Cléo diz que assumir uma unidade penitenciária foi um dos maiores desafios em sua vida. “Não por medo de ter que lidar diretamente com “preso homem”. Minha preocupação era com o preconceito e machismo.”

Porém, nesse tempo em que está à frente da unidade, relata que sempre foi respeitada e procura fazer seu trabalho da melhor forma possível. Ainda há preconceitos e machismo nessa área, mas de forma velada. “Nunca abaixei a cabeça para ninguém, sou uma pessoa determinada e, às vezes, até teimosa! Gosto do desafio, de quando duvidam da minha capacidade, aí que eu provo ao contrário”, afirma categórica a diretora.

Cleonice diz que não ‘abaixa a cabeça pra ninguém’ e não liga para os desafios impostos pela função 

“Acredito no respeito, no direito e dever de cada um. Se cada pessoa privada de sua liberdade e cada servidor saber e cumprir seus direitos e deveres e cada um respeitar o seu espaço, é possível desenvolver um bom trabalho baseado na ética e moral. Nunca pensei em desistir, existem momentos de fraqueza, de reflexão, mas pensar em desistir, jamais!”, reitera Cleonice.

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Muito amor envolvido

Liderando a maior unidade feminina de Mato Grosso, a agente penitenciária Maria Giselma Ferreira não sossega um minuto. Bem cedo chega à penitenciária Ana Maria do Couto May e pega no batente junto com as servidoras. Seu desafio é conciliar as atividades de gestão administrativa e de ressocialização, buscando junto com a equipe trazer cursos profissionalizantes e estudo para recuperandas e estimular o trabalho diário das servidoras, transformando um ambiente árido em um lugar mais ameno para trabalhar.

Sua carreira como servidora penitenciária há 15 anos estimulou um dos filhos, que também entrou para a profissão, mesmo diante de tantos problemas que são inerentes à área, o que a fez perguntar se valia a pena. “Logo que tomei posse passei por uma rebelião na unidade em que trabalhava e vi colegas saindo machucados. Fiquei assustada e me perguntando se valia a pena continuar.”

Agente Maria Giselma é tão apaixonada pelo que faz que acabou influenciando os filhos e um deles também trabalha na área

No início da profissão, o preconceito também fez parte do cotidiano de Giselma. “Muitas vezes éramos impedidas de fazer determinado trabalho porque não tínhamos a “força e a coragem” masculinas. Mas hoje a realidade é outra, temos mulheres de fibra e que trabalham com afinco, se preparam e capacitam-se para fazer um Sistema Penitenciário melhor a cada dia”.

Sim, elas podem!

Agente há mais tempo na função de diretora de unidades prisionais, Adriana Quinteiro tem 19 anos de atividades no Sistema Penitenciário, sendo 15 atuando como gestora das cadeias de Diamantino e Nortelândia, ambas na região médio-norte do estado. Em um ambiente inicialmente com um número muito pequeno de mulheres, ela conta que teve certa dificuldade de se adaptar ao ambiente, por não reconhecerem a capacidade da mulher para o cargo.

“Não acreditavam que eu conseguiria entender, de maneira global, o ponto de vista da administração de uma unidade prisional. Apesar do preconceito em relação à suposta fragilidade feminina, não desisti, esforcei-me para mostrar que tinha plenas condições de desempenhar essa função. E como diretora de uma unidade feminina, acredito que a mulher desempenha um papel fundamental ao trazer certa suavidade para o Sistema Penitenciário. Com disciplina e dedicação, busco meios para ressocialização da pessoa presa e não apenas mantê-las sob custódia”.

Agente Adriana Aparecida Quinteiro está há mais de 19 anos na profissão e 15 à frente das cadeias de Diamantino e Nortelândia

Como mulher e mãe, diz categórica que a mulher do século XXI deseja igualdade, e não superioridade em relação ao homem. “Buscar a igualdade é uma luta das mulheres por seus direitos, demonstrando competência, profissionalismo, criatividade e liderança, rompendo barreiras”, finaliza Adriana.

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Josmara, Kely, Eli, Silvana, Guiomar, Walkleíne, Lindalva e Sandra também estão à frente de unidades prisionais. Wal, Sandra e Lindalva Pohu lideram cadeias masculinas e as outras são diretoras de unidades femininas, todas no interior de Mato Grosso. Linda como é chamada está na direção da cadeia de Comodoro e atualmente cumpre licença maternidade.

Há 13 anos na profissão de agente penitenciária, Walkleíne Dutra, mãe de duas crianças, afirma que mesmo diante de um ambiente masculino, não sofreu qualquer atitude preconceituosa que a incomodasse. E para as mulheres e colegas de profissão deixa a otimista mensagem: “Independente do que acontece com você, o importante é como você reage”, dia a diretora da cadeia de Alto Garças.

Agente Walkleíne Dutra não se intimida de estar em um ambiente masculino, ela é diretora da cadeia pública de Alto Garças

Mãe de uma moça, Josmara Tiossy é, há quase dois anos, diretora da unidade feminina de Tangará da Serra e sente orgulho em ser agente. Integrou a primeira turma do curso no método DPOE, em Brasília, que forma agentes em operações especiais, uma espécie de tropa de elite do Sistema Penitenciário.

“Quando entrei no sistema, além de ser um universo masculino, era completamente desconhecido pra mim. Fui me apaixonando e tomei a decisão de fazer o DPOE, mesmo desacreditada por todos. Fui lá e me tornei a primeira mulher a ter a conclusão do curso no Estado. Assim, vi que poderia ir além, me dediquei e me dedico até hoje. O trabalho nessa área é um desafio contínuo, porém, supero com dedicação e qualificação na minha profissão”, destaca Josmara.

Agente Josmara Tiossy superou a dita ‘fragilidade’, especializou-se, e hoje compõe a Tropa de Elite do Sistema Penitenciário 

Com uma filha pequena para criar, Franciskely Moreira já passou por situações de perigo e preconceito. Quando ficou refém numa rebelião dentro de uma unidade prisional, em 2008, pensou em deixar a profissão. Mas a persistência, a fé e a força falaram mais alto para a diretora da cadeia feminina de Cáceres, pois para ela toda mulher é capaz de chegar onde quer. “Somos guerreiras que travam batalhas pensando com o coração. Mulher é a própria armadura e sempre sabe o melhor jeito de ir à luta e com determinação e delicadeza transformam o mundo todos os dias”.

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Agente Franciskely Moreira já pensou em desistir após ser feita de refém em uma rebelião, mas continua firme até hoje

Agente Guiomar Costa acredita muito no que faz e luta para oferecer oportunidades ‘nova vida’ às reeducandas

Agitada, sempre em busca de parcerias, de apoio para capacitar as reeducandas. Guiomar Silva da Costa, agente penitenciária desde 2013, começa seus dias de trabalho muito cedo na unidade feminina de Nova Xavantina. Corre de um lado para outro procurando cursos para qualificar as mulheres custodiadas, promovendo atividades comemorativas para unidade. Na função de diretora há dois anos, Guiomar afirma a postura profissional e pulso firme não deixam espaço para atitudes machistas.

Como as mais recentes diretoras de unidades prisionais, Eli Terezinha de Ávila, em Colíder, e Sandra Medina, em São José do Rio Claro, também lidam agora com os desafios de serem gestoras, fazer a parte burocrática, além de liderar a operacional também. “Nunca sofri qualquer tipo de preconceito em meu ambiente de trabalho, ao contrário, sempre tive apoio dos colegas e de minha família. Mas em alguns momentos pensei em abandonar minha profissão, porém, Deus sempre esteve presente nos momentos difíceis e dias ruins”, pontua Sandra, que se sente orgulhosa da profissão que escolheu.

Fácil não é, mas a agente Sandra Medina enfrenta com valentia os dias difíceis e não pensa em desistir da profissão 

Aos 48 anos e 19 anos no Sistema Penitenciário, Silvana Lopes dirige a maior unidade feminina no interior do Estado, em Rondonópolis. Ao longo da vida, afirma que precisou ser valente e lutar por ser mulher, solteira e mãe. Um dos momentos marcantes em sua vida aconteceu nos primeiros dias de trabalho como agente, quando ficou refém por quatro dias durante uma rebelião na penitenciária do município. “Eu só pensava que ia morrer e nas minhas filhas”.

Silvana Lopes tinha acabado de começar o trabalho como agente quando ficou como refém durante rebelião, mas não se permitiu ‘desistir’

Após o acontecimento, ela teria um motivo para desistir, mas o episódio a fez ter mais forças. “Fiquei mais forte ainda e determinada a continuar na profissão”, lembra a dedicada avó de duas crianças, que tem orgulho do Sistema Penitenciário. “Todos os nossos sonhos podem ser verdadeiros, se tivermos a coragem de segui-los”, finaliza.

Mato Grosso

Retorno da BR-364 é interditado durante recuperação de ponte sobre o Rio São Lourenço

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Crédito – Mayke Toscano/Secom-MT

A Nova Rota do Oeste informa que fará, a partir desta quinta-feira (27.08), o fechamento de um retorno localizado no km 265,4 da BR-364, em São Pedro da Cipa. O dispositivo está situado antes do desvio de tráfego implantado para a continuidade das obras de recuperação estrutural da ponte sobre o Rio São Lourenço, localizada no km 266,7 da rodovia.

A medida é necessária para garantir a segurança viária na região, uma vez que motoristas estão realizando conversões irregulares no dispositivo, o que pode ocasionar sinistros.

Com o fechamento do retorno, as manobras poderão ser realizadas nos seguintes pontos:

  • Km 266 da BR-364: para quem viaja no sentido Cuiabá/Rondonópolis e precisa retornar;
  • Km 264 da BR-364: para quem viaja no sentido Rondonópolis/Cuiabá e precisa acessar a pista no sentido oposto.

Outras alterações no local

Conforme a programação da Nova Rota do Oeste, a pista Norte (sentido Cuiabá) será totalmente interditada em um trecho de 500 metros, entre os km 266,8 e 267,4, e o fluxo de veículos será desviado para a pista Sul (sentido Rondonópolis), que passará a funcionar em mão dupla pelo período estimado de 30 dias.

Durante esse período, o acesso da estrada vicinal à BR-364 no sentido Cuiabá, localizado no km 266,3, permanecerá fechado por questões de segurança. Os usuários e moradores das imediações deverão utilizar a estrada vicinal e acessar a rodovia pelo km 264,2, também no sentido Cuiabá. A sinalização foi implantada para orientar sobre o fechamento do acesso e o direcionamento do tráfego.

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A alteração é necessária para garantir a segurança dos motoristas e trabalhadores da obra, além de permitir o avanço da recuperação da ponte, que entra na etapa de concretagem dos reforços das vigas longarinas no sentido Norte. O serviço exige um período adequado para a cura do concreto.

A Nova Rota do Oeste orienta os motoristas a redobrarem a atenção ao trafegar pelo trecho, respeitando a sinalização e os limites de velocidade estabelecidos.

Se precisar, chame a Nova Rota – Para obter informações em tempo real sobre condições de tráfego, intervenções na rodovia, condições climáticas, entre outras situações no trecho sob concessão da BR-163, entre em contato com a Concessionária Nova Rota do Oeste pelo 0800 065 0163, que também funciona no WhatsApp. A central de atendimento funciona 24 horas. Neste canal de comunicação, também podem ser acionados todos os serviços oferecidos pela Nova Rota aos motoristas que estão na rodovia, como atendimento operacional, socorro médico e mecânico.

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Entrega dos kits da Corrida Marajá – Edição Infinity Energy Drink começam nesta quinta-feira (20/08)

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No ato da retirada do kit o participante deverá doar um quilo de alimento não-perecível (exceto sal)

O clima de expectativa já tomou conta dos 2 mil atletas inscritos na Corrida Marajá – Edição Infinity Energy Drink e antes de encarar o percurso no domingo (23/08), os participantes terão o compromisso nesta quinta-feira (20/08), com o início da entrega dos kits de prova em um espaço exclusivo do evento no Atacadão do Porto, em Cuiabá.

A organização preparou um cronograma especial em três dias para garantir comodidade e agilidade aos participantes: nos dias 20 e 21 de agosto (quinta e sexta-feira), das 9h às 19h e 22 de agosto (sábado), das 9h às 13 horas.

O kit oficial do atleta é para lá de completo, onde inclui a camiseta oficial da prova, sacochila, número de peito com chip de cronometragem, copo exclusivo colecionável, uma unidade do Infinity Energy Drink Sem Açúcar e brindes oferecidos pelos patrocinadores do evento.

Com o número no peito e chip de cronometragem garantidos, o foco total será para o dia do desafio de 6 quilômetros no domingo. A largada pontual está marcada para às 06h30, em frente à sede da fábrica de Refrigerantes Marajá, em Várzea Grande, que também servirá como ponto de chegada. O evento é alusivo ao aniversário de 63 anos de fundação da empresa.

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A recomendação da organização é que os corredores cheguem com antecedência para o aquecimento inicial e hidratação.

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Empresários do setor da construção visitam o mais moderno centro de segurança do trabalho da América Latina

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Foto-Assessoria

Na tarde desta quinta-feira (13/08), um grupo de empresários associados ao Sindicato das Indústrias da Construção da Região Sul do Estado de Mato Grosso (Sinduscon Sul MT) realizou uma visita técnica e de imersão no recém-inaugurado Sesi Experience – Centro Avançado de Segurança do Trabalho, localizado em anexo às dependências da sede do Serviço Social da Indústria de Rondonópolis.

Antes do tour técnico, os associados participaram de uma breve palestra sobre os detalhes e o potencial de aprendizado do CT, que recebeu um investimento total de 12 milhões de reais. Na sequência, eles seguiram para o centro, onde passaram por experiências que simulam situações reais de acidentes de trabalho e momentos críticos.

Para o gestor regional de Saúde e Segurança do Trabalho do Sesi Mato Grosso, Márcio Alves, este foi o primeiro grupo de empresários a realizar a imersão no centro avançado. “Eles puderam presenciar toda a tecnologia voltada para a segurança do trabalho. Os equipamentos proporcionam uma imersão do trabalhador ao utilizar de forma correta tanto os equipamentos de proteção coletiva quanto os de proteção individual”, explicou.

Ainda segundo Márcio Alves, esses cenários e equipamentos fazem com que se mude o formato e a abordagem do trabalhador quanto à importância de prevenir a sua saúde e a sua segurança. “Aqui o foco é trazer essa experiência, onde o trabalhador vai poder fazer a utilização de forma correta do equipamento de segurança individual e voltar para sua rotina, na qual ele vai conseguir utilizar da melhor forma possível esse equipamento, fazendo uma imersão nesse ambiente saudável e seguro”, finalizou.

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O engenheiro civil e proprietário da empresa Plano Sul, Rafael Francisco Lopes Machado, foi um dos associados que fizeram a visita técnica ao Sesi Experience. “Foi uma experiência incrível, acredito que fora do normal. Nunca vi algo parecido, porque existe de fato uma imersão e é possível vivenciar situações em que sentimos estar passando pelo risco e aprendemos como não passar por eles na vida cotidiana e na operação da obra”, destacou.

Sesi Experience — O maior centro de treinamento em Saúde e Segurança do Trabalho da América Latina e o primeiro do Brasil, o Sesi Experience, fica em Rondonópolis. O complexo tem a missão de transformar a forma como as empresas capacitam seus trabalhadores, reunindo treinamentos que vão desde instalações elétricas e espaços confinados até o trabalho em altura. Para isso, utiliza tecnologia coreana imersiva para reproduzir situações reais de risco sem expor os participantes ao perigo. Idealizado pelo Sesi MT, a estrutura permite que o colaborador vivencie cenários críticos, aprenda a identificar riscos e adote os procedimentos corretos de segurança em um ambiente totalmente controlado.

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