Mato Grosso
Com investimentos de mais de R$ 92 milhões, manifestações culturais cuiabanas são prioridades para Governo de MT
“Estávamos há três anos sem nenhum evento carnavalesco, e conseguimos apresentar os desfiles para a população cuiabana. O apoio do Governo de Mato Grosso foi super importante para realizarmos o evento neste ano. A maior parte das agremiações estavam sucateadas, porque sem Carnaval ficamos parados por muito tempo e precisamos retomar do início”, ressalta o presidente da Liga dos Blocos e Escolas de Samba de Cuiabá, Celso Nazário.
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Com os investimentos, o Governo de Mato Grosso em Cuiabá tem como objetivo oferecer à população ganha com acesso à cultura e lazer, que chegam nas comunidades como ações e eventos de teatro, música, dança, cinema, circo, literatura, festas populares e outras expressões artísticas.
Nestes cinco anos, o Governo de Mato Grosso patrocinou outros eventos importantes de valorização da cultura do povo cuiabano, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT). Entre esses, o Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá (Cinemato), Mostra de Dança de Mato Grosso, Festival Vambora, Festival Baguncinha, Expo Favela MT, Orquestra Ciranda, entre outros. São projetos, que, inclusive, entram no planejamento anual de investimentos, garantindo a continuidade das ações por causa do impacto positivo na cadeia produtiva da cultura.
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O Centro Cultural Casa das Pretas, localizado no centro histórico de Cuiabá, é uma instituição que atua no empoderamento e na defesa dos direitos de jovens e mulheres negras mato-grossenses. Contemplada com recursos para obras de revitalização do prédio, instalação de uma biblioteca e para o desenvolvimento de projetos, a entidade conta com o apoio do Governo de Mato Grosso para realizar capacitações e eventos culturais.
“Nós fazemos parte de uma população que é invisibilizada a todo momento. E é necessário entender que, quando a política pública chega até a ponta, ela muda a história, transforma, inclui. E é necessário fazer com que esses trabalhos sejam contínuos. É nisso que a gente acredita, numa Secel que respeita e promove a diversidade, que busca uma política de Estado que atenda a todos, como tem nos atendido em projetos culturais”, destaca a presidente do Instituto de Mulheres Negras de Mato Grosso (Imune), Antonieta Costa.
Outra forma de democratizar o acesso à cultura é o investimento em instituições reconhecidas como Pontos de Cultura, que desenvolvem projetos e ações diretamente nas comunidades, como é o Instituto Casarão das Artes, no bairro Pedra 90.
O espaço desenvolve ações contínuas de formação, com aulas gratuitas de dança de salão, Siriri, percussão alternativa e violão para a comunidade da região e outros bairros de Cuiabá. Além disso, mantém uma biblioteca comunitária com 1200 obras catalogadas e um estúdio de gravação de áudio, que, futuramente, servirá para subsidiar a produção de álbuns de artistas locais.
“Nossos principais projetos foram viabilizados através de emendas parlamentares e editais da Secel, as aulas gratuitas, a biblioteca, o estúdio de gravação. Começamos o projeto em 2019 com menos de 20 participantes, e atualmente temos 170 alunos matriculados. E o número vai aumentar porque estamos em período de inscrições”, destaca o artista e coordenador do Instituto Casarão das Artes, Vini Hoffmann.
A cultura da economia criativa, contemplada com editais e ações voltadas aos empreendedores, foi impulsionada com projetos que saíram do papel e negócios que conseguiram mais viabilidade financeira. Entre os exemplos em Cuiabá estão o Coletivo Quariterê e o Encontrei Brechó, que obtiveram melhor posicionamento no mercado após os ciclos de capacitação, participação em eventos e intercâmbios.
“Cada um que está no coletivo tem sua trajetória no audiovisual, e ter participado do edital da Secel foi um pontapé para a gente conseguir realizar projetos e ter uma outra visão de negócio, numa perspectiva de produtora. Foi um processo de transformação enriquecedor”, comenta Paula Dias, presidente do Instituto Quariterê, realizador do filme de curta-metragem Mansos.
Os investimentos na cidade também ocorrem via espaços culturais da Secel (Cine Teatro Cuiabá, Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça, Museu de História Natural de Mato Grosso, Museu de Arte Sacra de Mato Grosso, Museu Residência dos Governadores, Galeria de Artes Lava Pés e Casa Cuiabana), que oferecem acesso a atividades culturais e de lazer para a população.¿
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Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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