Mato Grosso
Comitê consultivo sobre brucelose bovina é instalado em MT
O Comitê Consultivo sobre Brucelose Bovina do Estado de Mato Grosso (CCBB-MT), realizou sua primeira reunião nesta terça-feira (18.04), para alinhar as ações que serão desempenhadas acerca do Programa Estadual de Brucelose. O comitê foi instituído por meio da Portaria Indea-MT nº 07/2017, publicada no Diário Oficial do Estado, em fevereiro deste ano, considerando a necessidade de normatizar o controle da brucelose bovina em Mato Grosso.
O objetivo do comitê é definir novas diretrizes para o controle da brucelose no Estado, uma vez que os resultados demonstram redução na prevalência, tanto de animais quanto de foco. De acordo com o presidente do Indea, Guilherme Nolasco, o comitê deve discutir uma nova legislação do Programa de Brucelose em Mato Grosso.
“A intenção é construir uma nova legislação, moderna, tendo em vista a evolução da pecuária, e a disponibilidade de outra vacina no mercado. O Programa Estadual de Brucelose é o que mais evoluiu no país, mas podemos evoluir ainda mais, com uma nova legislação, seguindo as diretrizes do governo estadual, de que se constrói politicas publicas junto aos setores e sociedade”.
Os principais segmentos envolvidos no Programa são: o Serviço Veterinário Oficial – SVO, o médico veterinário privado (cadastrado e habilitado pelo Indea) e o setor produtivo, que desenvolvem atividades fundamentais para a melhoria da situação sanitária do país. O programa tem por objetivo reduzir a prevalência e a incidência da doença em bovinos e bubalinos, visando a erradicação.
Panorama
Um estudo realizado em 2002 demonstrou uma prevalência de brucelose em Mato Grosso, de 41,2% de focos e 10,2% de animais. No mesmo ano, o Serviço Veterinário Oficial iniciou as ações preconizadas no Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose com implantação do programa de vacinação e ações complementares, para diminuir a prevalência da brucelose bovina no estado.
Em 2014, um segundo estudo analisou novamente a situação da brucelose bovina que revelou uma prevalência de 24% de focos e 5,1% de animais, uma redução significativa em relação ao estudo realizado em 2002, porém os resultados demonstram valores de prevalências de focos ainda expressivos em todo o estado.
Um dos objetivos do CCBB é identificar a causa desta redução heterogênea da prevalência de focos elegendo a melhor alternativa para que Mato Grosso continue a evoluir no controle da brucelose bovina, utilizando de forma racional e eficiente os recursos públicos e privados, otimizando o tempo e evitando perdas econômicas e de saúde pública.
Composição
O Comitê é presidido pelo Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea-MT) e composto por representantes da Superintendência Federal de Agricultura em Mato Grosso (SFA-MT); Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT); Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT); Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato); Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat); Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo);- Associação de Frigoríficos de Mato Grosso (Asfrigo-MT); Sindicato das Indústrias de Laticínios do Estado de Mato Grosso (Sindilat); Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras no Estado de Mato Grosso (OCB-MT);- Associação Brasileira dos Criadores de Zebu de Mato Grosso (ABCZ-MT);- Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (Fesa-MT);- Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de Mato Grosso (CRMV-MT).
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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