Mato Grosso
Construção de nova escola estadual em Lucas do Rio Verde avança com proposta de inovação e qualidade educacional

A cidade de Lucas do Rio Verde deu mais um passo importante rumo ao fortalecimento da educação pública com a visita técnica nesta terça-feira (24.3) pelo governador Mauro Mendes, pelo vice-governador Otaviano Pivetta e pelo secretário de Estado de Educação, Alan Porto, à obra do novo prédio da Escola Estadual Luiz Carlos Ceconello, no bairro Vida Nova.
Durante a visita, o governador destacou o alto padrão adotado nas construções educacionais do Estado. “Temos estabelecido um padrão de qualidade com a régua alta. Isso é parâmetro para todas as obras do Estado”, afirmou, ao conferir de perto os materiais e o acabamento da unidade.
A escola, que está com 96% da sua obra concluída, contará com 18 salas de aula e capacidade para atender cerca de 1.500 estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental, em dois períodos. A estrutura inclui refeitório climatizado, quadra poliesportiva e ambientes modernos, com investimento superior a R$ 12 milhões na obra e mais de R$ 800 mil em equipamentos.
À frente da unidade, o diretor Adriano da Silva Plácido, professor de Filosofia e gestor escolar pela primeira vez, demonstra entusiasmo e confiança com o desafio.
Segundo ele, assumir uma escola desse porte representa uma grande responsabilidade, mas também uma oportunidade única.
“É um desafio grande, mas também extremamente motivador. Estamos recebendo uma escola nova, moderna e com todas as condições necessárias para desenvolvermos um trabalho de excelência. Isso nos dá segurança para planejar e inovar”, destacou.
O diretor enfatizou que as políticas públicas implementadas pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) têm garantido suporte efetivo aos gestores escolares.
“Hoje temos autonomia e recursos robustos para trabalhar. Isso faz toda a diferença no dia a dia da gestão. Podemos investir diretamente na melhoria da aprendizagem e no bem-estar dos estudantes”, afirmou.
Adriano também ressaltou que os repasses financeiros diretos às unidades são fundamentais para potencializar os resultados.
“Dependendo do porte da escola, estamos falando de valores que chegam a R$ 200 mil, R$ 300 mil, R$ 400 mil ou até R$ 450 mil. Em uma escola nova como a nossa, isso permitirá avançar ainda mais, criando projetos e melhorias contínuas”, completou Adriano.
Para o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, o avanço da obra reflete o compromisso do Governo do Estado com uma educação pública cada vez mais estruturada e eficiente.
“Mato Grosso vive um momento histórico na educação. Estamos investindo fortemente na rede estadual, mas também apoiando os municípios por meio do regime de colaboração, garantindo que todos os estudantes, independentemente da rede, tenham acesso a uma educação de qualidade”, afirmou.
Ele também destacou que os investimentos vão além da infraestrutura. “Estamos modernizando escolas, equipando unidades e fortalecendo a gestão escolar. Nosso objetivo é claro: oferecer condições reais para que gestores e professores possam desenvolver um trabalho transformador dentro das salas de aula”.
De acordo com o secretário, os investimentos em Lucas do Rio Verde reforçam esse cenário. Entre 2024 e 2026, a Seduc destinou mais de R$ 3 milhões em equipamentos para as escolas do município, sendo quase R$ 1 milhão direcionado à rede municipal, evidenciando o fortalecimento do regime de colaboração.
Além disso, o Estado já aplicou R$ 21,8 milhões em obras concluídas, como reformas, ampliações e construções de unidades escolares e quadras poliesportivas.
Atualmente, mais de R$ 18 milhões seguem em execução, incluindo a própria escola do bairro Vida Nova e melhorias em outras unidades.
Fonte: Governo MT – MT
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MPMT investiga contratações temporárias na Educação
A 8ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa da Educação de Cuiabá instaurou três inquéritos civis para apurar as condições de contratação de profissionais da educação nas redes estadual de Mato Grosso e municipais de Cuiabá e Acorizal. O objetivo é verificar a realização de concursos públicos ou processos seletivos, bem como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), política criada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2026 para aprimorar a seleção de professores da educação básica no país.
Conforme o promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior, a iniciativa busca levantar informações para avaliar a possível dependência de contratações temporárias, a eventual ausência de concursos públicos regulares, a adesão à política nacional de seleção de docentes (PND) e a existência de planejamento estruturado para a valorização da carreira.
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) determinou o envio de ofícios à Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), e às secretarias municipais de Educação de Cuiabá e de Acorizal, requisitando informações como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), ou, em caso negativo, as justificativas e a previsão de adesão; a data de realização do último concurso público ou processo seletivo; e a existência de previsão para novas seleções, com a apresentação de cronograma.
As instituições também deverão encaminhar relação atualizada dos profissionais da educação, com detalhamento por função, local de lotação e tipo de vínculo (efetivo ou temporário). O MPMT requisitou ainda informações sobre o planejamento de políticas de valorização da categoria, incluindo estruturação de carreiras, recomposição do quadro efetivo e adoção de processos seletivos mais técnicos, transparentes e impessoais.
O promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior considerou que que dados do Censo Escolar indicam que, nos últimos anos, tem havido aumento no número de professores temporários no país, em desacordo com a previsão constitucional e legal. Em algumas redes estaduais, mais de 70% do corpo docente possui vínculo precário.
Considerou também levantamento baseado em painel de Business Intelligence (BI) do MEC aponta que Cuiabá está classificada como Prioridade 3, com 5,5% de inadequação docente, 83% de profissionais concursados e último concurso realizado entre seis e oito anos. Já o município de Acorizal também figura na Prioridade 3, com 53,5% de inadequação docente, 64% de profissionais concursados e ausência de informações sobre o último concurso público na área da educação, bem como sobre a existência de Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) para a categoria.
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