Mato Grosso
Corpo de Bombeiros alerta para riscos no período chuvoso e reforça medidas de prevenção em residências e vias públicas

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) alerta a população sobre os cuidados essenciais durante o período chuvoso, após o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitir aviso de chuvas intensas para todo o Estado a partir desta terça-feira (24.2).
O aviso meteorológico indica que Mato Grosso está em situação de “perigo” devido às chuvas intensas previstas entre esta terça-feira (24) até sexta-feira (27). Há previsão de precipitação entre 30 e 60 mm por hora ou 50 e 100 mm por dia, além de ventos intensos que podem variar entre 60 e 100 km/h. Entre os riscos potenciais estão a queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas.
Diante desse cenário, a corporação destaca a importância da adoção de medidas preventivas para garantir a segurança da população. Entre as principais orientações estão:
Cuidados em casa
Durante chuvas intensas, é fundamental que a população permaneça dentro de casa, desligue os aparelhos da tomada para evitar curtos-circuitos, mantenha portas e janelas fechadas e evite a proximidade de vidros, já que galhos ou objetos deslocados pelo vento podem causar quebras e ferimentos.
Segurança nas vias públicas
Caso esteja em vias públicas, a orientação é que a população procure abrigo em locais cobertos e seguros, preferencialmente em prédios ou estruturas de alvenaria. Deve-se evitar permanecer debaixo de árvores ou próximo a placas, postes, estruturas metálicas ou frágeis, que podem cair com rajadas de vento ou ser atingidas por raios.
Também não é recomendável transitar em áreas alagadas, pois a água pode ocultar buracos ou bueiros abertos, aumentando o risco de acidentes. Outro cuidado essencial é não tocar em fios caídos, mesmo que sejam de telefonia ou internet, pois podem estar energizados.
Orientações para motoristas e motociclistas
A recomendação aos motoristas e motociclistas é evitar estacionar veículos embaixo ou próximo a árvores, prevenindo danos em caso de quedas. Durante chuvas fortes, orienta-se que permaneçam dentro do veículo, que oferece proteção contra descargas elétricas. Não se deve enfrentar áreas com acúmulo de água, sendo indicado buscar um local seguro para estacionar até a chuva reduzir.
Além disso, a combinação de água com óleo, graxa e sujeira torna o asfalto mais escorregadio, aumentando o risco de quedas de motociclistas e colisões entre veículos. Por isso, é essencial manter os faróis do veículo acesos, para melhor visibilidade, reduzir a velocidade e ampliar a distância em relação ao veículo à frente.
Motociclistas devem utilizar capacete, enquanto motoristas e passageiros precisam usar o cinto de segurança. Crianças devem ser transportadas em cadeirinhas ou assentos adequados à idade.
Queda de árvores e fiação
Após chuvas intensas e ventos fortes, há risco significativo de queda de árvores em vias públicas, sobre residências e veículos. Nessas situações, pode ser necessário solicitar o apoio do Corpo de Bombeiros Militar para que a remoção seja realizada com segurança.
Ao identificar cabos rompidos em contato com o solo ou com veículos, a orientação é isolar a área, manter distância e comunicar imediatamente a concessionária de energia elétrica ou o Corpo de Bombeiros Militar.
Em caso de outras emergências, a população deve entrar em contato com o Corpo de Bombeiros Militar pelo telefone 193.
Confira aqui o aviso do Inmet.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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