Mato Grosso
Seduc realiza live para ampliar debate sobre racismo enfrentado pela mulher negra em MT

Foto: Assessoria
A Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) realiza, na próxima segunda-feira (23.08), uma live sobre o concurso de redação “Estudante ON, Redação 1000!”, que tem como tema “A mulher negra e o enfrentamento ao racismo em Mato Grosso”. O objetivo é ampliar o debate e a reflexão do tema entre os alunos do Ensino Médio. A live será a partir das 14h30 no canal da Seduc no YouTube – https://www.youtube.com/watch?v=tfFiQiHWIfI.
A ação faz parte do cronograma de atividades desenvolvidas pelo projeto Pré-Enem Digit@l que visa a preparação dos estudantes para o Enem 2021.
As inscrições para o concurso de redação vão até o dia 30 de agosto e, nesta edição, alunos e professores entre o 1º e 10º lugar receberão uma premiação. Os critérios de correção são os estabelecidos pelo Exame Nacional do Ensino Médio, um texto dissertativo-argumentativo pertinente à Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Durante a live, representantes de escolas da rede pública de ensino das cidades de Cuiabá, Nova Xavantina, Pontes e Lacerda e do Quilombo Mata Cavalo, localizado na região de Nossa Senhora do Livramento, farão uma troca de experiências. A estudante da Universidade Federal da Paraíba, Amanda Nantes, aluna egressa da Escola Estadual Nilo Póvoas, também irá compartilhar com os alunos sua experiência como publicitária.
Com o retorno das atividades na modalidade híbrida, o concurso teve o prazo de inscrições prorrogado para que estudantes e professores tivessem a oportunidade de trocar conhecimentos práticos e teóricos sobre os textos produzidos pelos alunos.
Redação ON, Nota 1000!
Para participar, o estudante deve se inscrever no canal Pré-Enem Digit@l MT no YouTube https://www.youtube.com/channel/UCQuw9ovCnhTml4m6ED2uj4g e assistir às aulas de redação e interpretação de texto.
Em seguida, deve preencher o formulário disponível no seguinte link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfYfozWfQweHREfDFhxgc7owcIolKTLRdw_YOlWwBpo8B7plw/viewform.
Etapas do Concurso
As redações serão avaliadas em três etapas. Na primeira, os professores de Língua Portuguesa da escola em que o estudante está matriculado selecionarão os três melhores textos daquela unidade. Depois, deverão encaminhar esses textos, digitalizados, para a Diretoria Regional de Educação (DRE) à qual pertencem.
Na segunda etapa, equipes das 15 DREs de Mato Grosso avaliarão as redações enviadas pelas escolas e escolherão as três melhores de cada polo.
Por fim, na terceira e última etapa, os textos selecionados pelas Diretorias Regionais serão analisados por avaliadores da sede da Seduc, em Cuiabá.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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