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Mato Grosso

Corpo de Bombeiros de Mato Grosso fortalece combate a incêndios com inovação, integração e educação ambiental

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Dados e ações do CBMMT foram apresentados durante a palestra do comandante-geral no ForestFire 2025

Os principais avanços do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) para o enfrentamento aos incêndios florestais foram apresentados pelo Comandante-Geral da corporação, coronel Flávio Glêdson Bezerra, durante palestra ministrada no ForestFire – Congresso Internacional de Gestão de Incêndios Florestais. Ele destacou as estratégias, investimentos e resultados alcançados. O evento é pioneiro no Brasil e acontece esta semana (16 a 18 de junho), no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá-MT.

Durante a apresentação, o comandante mostrou que Mato Grosso, com 903 mil km² — área maior que França e Alemanha juntas, é um gigante em desafios para a prevenção e combate ao fogo.

O comandante geral destacou ainda que Mato Grosso é o único estado brasileiro a reunir três dos maiores biomas da América do Sul: Pantanal, Amazônia e Cerrado. Para conter o avanço das queimadas e preservar a biodiversidade, o CBMMT mantém ações históricas, programas inovadores e ampla integração com outras instituições.

Desde a criação do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em 2010, a estrutura de resposta evoluiu com investimentos em tecnologia, capacitação de militares e ações conjuntas. Entre os destaques estão os programas Kernel, Aldeia Verde e SICRAIF, que priorizam a redução de incêndios em terras indígenas e o resgate da fauna em parceria com produtores rurais. Já o programa de educação ambiental Sentinelas do Amanhã visa alcançar mais de 427 mil alunos da rede pública, fortalecendo a cultura de prevenção desde cedo.

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“A tecnologia é uma grande aliada, nosso Sistema Avançado de Monitoramento integra imagens de satélites, automação e análise de dados em tempo real, permitindo resposta rápida e planejamento estratégico. O Comitê Estadual de Gestão do Fogo, com mais de 40 instituições, coordena esforços para enfrentar o fogo em todo o estado”, explicou o comandante-geral do CBMMT.

Outros dados foram apresentados pelo coronel na palestra. Somente em 2025, o investimento para reforço da estrutura supera R$ 78 milhões, com atenção especial ao Pantanal, onde, em 2024, foram registrados 140 incêndios florestais — 16 de grande proporção. Em maio deste ano, a Operação Infravermelho fiscalizou mais de 51 mil hectares e aplicou R$ 17 milhões em multas, solucionando 70% dos casos em menos de 24 horas.

“Além disso, o CBMMT mantém 17 cursos específicos na área de incêndios florestais e já capacitou mais de 1.500 militares de Mato Grosso e de outros estados, garantindo equipes cada vez mais preparadas para proteger a vida, o patrimônio e o meio ambiente”, contou o coronel Flávio Glêdson.

Produção e preservação

Outro destaque da palestra do comandante geral foram os dados de preservação ambiental do Estado. Durante a apresentação, ele destacou que Mato Grosso é líder nacional na produção de grãos e carne bovina, responsável por mais de 30% da soja e 14% do rebanho bovino do Brasil. Apesar dessa força produtiva, o estado mantém cerca de 62% de sua vegetação nativa preservada, distribuída em 108 unidades de conservação, 86 terras indígenas e mais de 600 assentamentos.

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Essa coexistência entre o agro pujante e a proteção dos biomas reforça o compromisso do setor produtivo e das instituições públicas em garantir o desenvolvimento econômico aliado à sustentabilidade, à conservação da biodiversidade e à segurança ambiental para as futuras gerações.

“Com inovação, integração e educação, o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso reforça seu compromisso de proteger o estado e enfrentar um dos maiores desafios ambientais que é o fogo. Enfrentar os incêndios florestais em Mato Grosso exige união de tecnologia, força de trabalho especializada e a participação de toda a sociedade. Estamos avançando com planejamento, investimentos e, principalmente, conscientização, para proteger nossos biomas e garantir um futuro mais seguro para todos”, finalizou o coronel Flávio Glêdson Bezerra, Comandante-Geral do CBMMT.

ForestFire

O Congresso Internacional de Gestão de Incêndios Florestais é um dos principais fóruns da América Latina para discussão, troca de experiências e apresentação de tecnologias voltadas ao enfrentamento de incêndios em áreas naturais. O evento, realizado em Mato Grosso, reúne autoridades, pesquisadores, bombeiros, brigadistas e representantes do setor produtivo de diversos países, consolidando o estado como referência em inovação, integração e estratégias de resposta rápida.

A iniciativa do Corpo de Bombeiros do Estado, Governo estadual e patrocinadores, reforça o compromisso de Mato Grosso com a proteção de seus biomas e o desenvolvimento de soluções sustentáveis para reduzir os impactos do fogo na fauna, flora e na economia local.

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O ForestFire conta com o patrocínio da empresa multinacional Forest Fire, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), a Aero Agrícola Rondon, Fórum Agro e a Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa).

Culture Comunicação – Assessoria ForestFire

Mato Grosso

Defensoria atua para evitar despejo de 160 famílias em área de mais de 6,4 mil hectares em MT

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Foto- Assessoria

Na última segunda-feira (6), a Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT) participou de uma visita técnica a uma área de conflito fundiário coletivo rural no município de União do Sul (a 630 km de Cuiabá).

O caso envolve a disputa de mais de 6,4 mil hectares na região conhecida como Fazendas União I e II, ou Gleba Macaco. No local, também chamado de Comunidade Nova Conquista, um levantamento identificou 160 famílias residentes, mapeando 78 pessoas em situação de extrema vulnerabilidade.

A transformação na vida dessas famílias ganha contornos reais nas palavras de quem vive a disputa diariamente. Para a produtora rural Ruth Francisco da Silva, de 53 anos, a atuação da instituição foi um divisor de águas.

“Antes da Defensoria, ninguém nos enxergava. Nós éramos vistos como grileiros. Hoje, somos vistos como cidadãos que correm atrás dos seus direitos. A Defensoria nos deu voz, posição e acolhimento”, revelou.

O processo de reintegração de posse tramita desde 2013 e, atualmente, está em fase de cumprimento de sentença. A DPEMT assumiu a função de custos vulnerabilis (guardiã dos vulneráveis), representando os moradores, e solicitou a suspensão do despejo por 90 dias.

O objetivo é garantir tempo hábil para que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) analise a área e verifique a viabilidade de desapropriação para o Programa de Reforma Agrária, já que o próprio órgão confirmou se tratar de área pública da União.

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Ruth destaca que a Defensoria traduziu a realidade da comunidade para os tribunais. “Se for para falar de trabalho, vamos saber falar do trabalho da roça com excelência. Porém, somos leigos em leis. A Defensoria falou por nós o que não sabíamos falar e fez o trabalho com imenso profissionalismo”, afirmou a produtora, celebrando os resultados concretos.

“Hoje, 4.100 hectares são de assentados. Não somos mais vistos como grileiros, mas como assentados da reforma agrária. E a Defensoria continua brigando por nós. Da nossa parte, é só gratidão”, ressaltou.

De acordo com a defensora pública Aline Carvalho Coelho, do Núcleo Estadual Especializado em Conflitos Fundiários, a diligência no local é essencial para assegurar a prestação de assistência jurídica integral.

“A Defensoria busca dar suporte para realizar o direito à moradia nos termos constitucionais, sempre em respeito ao princípio da dignidade da pessoa humana. Trata-se de um assentamento que existe há mais de 20 anos, aguardando a formalização dos lotes”, explicou.

A resolução do conflito tornou-se ainda mais urgente após a Prefeitura de União do Sul declarar incapacidade absoluta de realocar as famílias desapossadas, alegando falta de programa habitacional, estrutura e recursos financeiros.

A vistoria de campo foi conduzida pela Comissão Regional de Soluções Fundiárias do Poder Judiciário de Mato Grosso, com início na comarca de Cláudia, e contou com a mobilização do Ministério Público Estadual, Município, Incra e Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat).

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Projeto Conhecendo o Artesão recebe produtora de colares, brincos e cesteiras a partir de sementes naturais

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Cleonice Monzilar é artesã há pelo menos 40 anos e estará presente neste sábado (11) a partir das 7h30 no Sesc Arsenal
Por meio do conhecimento de diversas sementes, de diferentes cores e texturas nasceu a prática de transformá-las em colares, brincos e outros itens, produzidos pela artesã indígena Cleonice Monzilar. Ela estará presente no projeto Conhecendo o Artesão deste sábado (11), a partir das 7h30 no Sesc Arsenal.
Artesã a cerca de 40 anos, Cleonice contou que começou produzindo brincos de semente e tecendo cestos, ofício que aprendeu com a avó. Em seguida, foi a vez da mãe ensiná-la a fazer os abanadores e, com o tempo, aprendeu por si a fazer os colares.
“Eu coletava sementes com meu pai. Conheci várias sementes do mato, que achava bonita, com duas cores, tipo a olho de cabra, que o pessoal conhece como ‘tento’, a saboneteira também, que é grandona, e tem a do buriti. E assim fui criando minhas novidades”, explicou.
Cleonice trabalha com artesanato desde os 12 anos, a prática foi ensinada por seus familiares do povo indígena Umutina e é repassada por gerações.
Além de conhecer sobre a trajetória e o trabalho de Cleonice, os visitantes também poderão desfrutar do tradicional “café no jardim”, com opções acessíveis, tornando a visita uma experiência completa de cultura, gastronomia e arte.
O projeto Conhecendo o Artesão amplia a experiência cultural dos visitantes aproximando o público dos artesãos locais valorizando e fortalecendo os saberes tradicionais artesanais de Mato Grosso enquanto manifestação cultural, preservando assim a história.
SERVIÇO – Conhecendo o Artesão com Cleonice Monzilar
Data: 11/07 (Sábado)
Horário: 7h30
Local: Sesc Arsenal
Sobre o Sesc-MT
O Serviço Social do Comércio (Sesc-MT) é uma entidade privada, financiada com as contribuições do empresariado, sem ônus para os empregados, ou a utilização de recursos públicos. Desde 1947, promove ações de saúde, lazer, educação, cultura e assistência, com o objetivo de fornecer o bem-estar social e a qualidade de vida dos trabalhadores do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, de seus familiares e da comunidade em geral no estado de Mato Grosso.
Atualmente, o Sesc-MT administra 22 unidades fixas no estado e seis unidades móveis que circulam pelos municípios do interior. O Sistema S do Comércio é presidido pelo empresário Sebastião Gonçalves. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.
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Mato Grosso

Defensoria implementa protocolo nacional para atendimento aos familiares de pessoas desaparecidas

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Foto-Assessoria

A Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT) irá implementar o protocolo nacional que estabelece parâmetros mínimos de acolhimento, orientação jurídica e acompanhamento interdisciplinar em atenção aos familiares de pessoas desaparecidas em todo o estado. O documento foi aprovado durante o IV Encontro Sobre Aspectos Jurídicos do Desaparecimento de Pessoas que aconteceu nesta quarta e quinta-feira (8 e 9), em Fortaleza (CE).

O Encontro foi realizado pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), o Conselho Nacional das Defensoras e Defensores Públicos Gerais (CONDEGE) em parceria com a Defensoria Pública do Estado do Ceará (DPECE). Ao longo dos dois dias defensores públicos, representantes do Poder Judiciário, dos Ministérios coordenadores da Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas, o Ministério da Justiça e Segurança Pública e o Ministério dos Direitos Humanos se reuniram para discutir os impactos do desaparecimento de pessoas nas famílias que sofrem de forma indireta.

“A Defensoria Pública de Mato Grosso está presente neste evento que discute pautas importantes que vão ao encontro das demandas do nosso estado. Somente no ano passado, o estado de Mato Grosso registrou 2.112 pessoas desaparecidas, de acordo com dados fornecidos pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Por esta razão é de extrema importância implantar este protocolo que estabelece parâmetros de atendimento, acolhimento e procedimento que devem ser seguidos pela Defensoria Pública em todo o Brasil”, afirma a defensora pública-geral, Luziane Castro.

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O protocolo foi elaborado ao longo dos últimos meses por um grupo de trabalho formado por defensoras e defensores públicos, além de psicólogos e da equipe técnica do CICV. A proposta é assegurar que familiares de pessoas desaparecidas recebam atendimento integral, uniforme e humanizado, independentemente da unidade da Federação onde residam.   Somente no ano de 2025, o Brasil registrou um total de 84.760 pessoas desaparecidas, o equivalente a 232 casos por dia. Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o número representa um aumento de 4,51% em relação ao ano de 2024.

Como explica a defensora pública Elianeth Nazário, o protocolo que será adotado pela DPEMT cria uma espécie de “rede de atendimento” que auxiliará a Defensoria Pública brasileira.

“O Protocolo, em seu aspecto geral, vai traçar diretrizes gerais de como a Defensoria Pública dos Estados devem trabalhar. Isso é muito importante porque muitas vezes as famílias das pessoas desaparecidas são obrigadas a mudar para outros estados. Ou seja, vamos supor que a família seja atendida primeiramente pela Defensoria de Mato Grosso. Nós daremos início ao acolhimento. Quando elas se mudarem para outro estado, a Defensoria deste local já terá uma diretriz, um norte, a ser seguido para continuar com este acolhimento”, diz a defensora.

O documento já foi aprovado pelas Comissões do Condege e passará por votação do Pleno da instituição, para então ser publicado em Diário Oficial.

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