Mato Grosso
Corpo de Bombeiros promove 168 militares e forma novos aspirantes e soldados

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) realizou, na noite de segunda-feira (7.7), a cerimônia que oficializou a conclusão do primeiro Curso de Formação de Oficiais (CFO) inteiramente realizado no Estado, formando 19 novos aspirantes a oficial. Na mesma solenidade, também foi celebrada a promoção de 168 oficiais e praças da corporação.
O evento marcou ainda o encerramento do 1º Curso Básico de Formação de Soldado Bombeiro Temporário Auxiliar e do Quadro da Saúde, com a formatura de 159 militares. Os soldados da área da saúde integrarão o Sistema Estadual de Atendimento Pré-Hospitalar, cuja ativação simbólica ocorreu também durante a cerimônia.
As comemorações ocorreram na Arena Pantanal, em Cuiabá, em alusão ao Dia Nacional dos Bombeiros, celebrado em 2 de julho. A cerimônia contou com a presença do governador Mauro Mendes, do comandante-geral do CBMMT, coronel BM Flávio Glêdson Vieira Bezerra, além de coronéis das forças de segurança, autoridades civis e militares, e familiares e amigos dos promovidos e formandos.
Segundo o governador Mauro Mendes, os avanços alcançados pelo Corpo de Bombeiros Militar, especialmente nos investimentos em pessoal e equipamentos, demonstram que a união, o planejamento e o comprometimento são fundamentais para fortalecer a atuação da corporação e elevar a qualidade dos serviços públicos prestados à sociedade.
“Mato Grosso tem avançado em todas as áreas, e nas nossas forças de segurança não tem sido diferente. Os equipamentos, as tecnologias e todas as conquistas dos últimos anos têm sido fundamentais para melhorarmos a qualidade da prestação de serviços à nossa população. Parabenizo o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso e todos os seus integrantes. Tenho absoluta convicção de que, cada vez mais, cumpriremos com excelência a missão que vocês reafirmaram aqui hoje”, destacou o governador.
Durante seu discurso, o comandante-geral do CBMMT, coronel BM Flávio Glêdson Vieira Bezerra, enumerou as principais conquistas alcançadas pela corporação nos últimos dois anos. Entre elas estão a aquisição de novas viaturas, equipamentos e tecnologias, bem como a modernização das estruturas operacionais, a ampliação das unidades em todo o Estado e a incorporação de bombeiros militares efetivos e temporários.
Somente com a inclusão de novos militares, o CBMMT registrou um crescimento histórico de 33% em seu efetivo. “Nada disso seria possível sem o apoio do senhor, governador, e de todo o secretariado, que nos orientam e acompanham diariamente, deixando um legado de compromisso com a segurança pública”, afirmou o comandante.
Ele ressaltou ainda que os avanços são resultado de uma gestão eficiente, de investimentos estratégicos e, sobretudo, do empenho diário dos profissionais que compõem a corporação.
“Acima de tudo, esse resultado é fruto do esforço coletivo e da dedicação incansável de cada integrante da nossa tropa, homens e mulheres. Hoje, comemoramos com orgulho a promoção de 168 oficiais e praças. Suas promoções são um justo reconhecimento ao esforço, à competência e ao compromisso com a nossa missão. Hoje, mais que números ou feitos, celebramos o valor inegociável do compromisso com a vida”, concluiu o comandante.
Estiveram presentes na solenidade o comandante-geral adjunto e chefe do Estado Maior do CBMMT, coronel BM Rony Robson Cruz Barros, o tenente-coronel BM Annelsandre Rodrigues da Costa, representando o Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia, além do comandante da 13ª Brigada Infantaria Motorizada, o general de brigada Luiz Duarte de Figueiredo Neto, e o comandante-geral da Polícia Militar, coronel PM Cláudio Fernando Carneiro Tinoco.
Também participaram o secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, o senador Jayme Campos, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Max Russi, o deputado estadual Júlio Campos, o secretário de Assuntos Estratégicos da Prefeitura de Cuiabá, Murilo Bianchini, e a vereadora Elis Enfermeira, representado a Câmara Municipal de Cáceres.
Leia também – Governo forma 102 enfermeiros e técnicos para atendimento pré-hospitalar
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
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Mato Grosso
Leis aprovadas por Câmaras são declaradas inconstitucionais em MT

Foto- Assessoria
Leis aprovadas em câmaras municipais que avançam sobre atribuições típicas do Poder Executivo continuam sendo alvo de questionamentos no Judiciário, com reiterado reconhecimento de inconstitucionalidade por vícios formais. Em decisões recentes envolvendo municípios mato-grossenses, a exemplo de Sinop e Rondonópolis, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reafirmou os parâmetros que delimitam a atuação do Legislativo local.
Nesse contexto, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) tem se manifestado em ações diretas de inconstitucionalidade apontando irregularidades em leis de iniciativa parlamentar que tratam da execução de políticas públicas. Foi o que ocorreu nos casos das Leis Municipais nº 3.599/2025, que instituiu a denominada Escola Ambiental, e nº 3.641/2026, que criou o Programa Oftalmologia nas Escolas, ambas no município de Sinop.
As análises jurídicas indicam que essas normas apresentaram vício formal de iniciativa, uma vez que trataram de matérias cuja proposição é reservada ao chefe do Poder Executivo. A Constituição Federal e a Constituição do Estado de Mato Grosso estabelecem que cabe privativamente ao Executivo propor leis que disponham sobre organização administrativa, funcionamento de órgãos públicos e implementação de políticas governamentais, entendimento que se aplica aos municípios por simetria constitucional.
Nos casos analisados, as leis não se limitaram à criação de diretrizes gerais, mas passaram a disciplinar a execução das políticas públicas. Entre os pontos identificados estão a definição de periodicidade de serviços, a imposição de atividades específicas por secretarias e a vinculação direta de ações à estrutura administrativa do município. Esse tipo de previsão normativa caracteriza ingerência indevida na esfera do Executivo, ao restringir a margem de decisão administrativa quanto à conveniência, oportunidade e viabilidade das medidas.
Situação semelhante foi verificada em Rondonópolis, onde a Lei Municipal nº 14.224/2025 instituiu o projeto “Bem-Estar Rural”, determinando a realização de atividades físicas e de lazer para a população, com frequência mínima semanal e execução a cargo de secretaria municipal. O entendimento consolidado foi de que a norma, também de iniciativa parlamentar, impôs obrigações concretas ao Executivo, interferindo na gestão administrativa, no planejamento de políticas públicas e na alocação de recursos humanos, além de exigir contratação de profissionais.
Nessa hipótese, assim como em Sinop, o Ministério Público apontou que, embora a iniciativa legislativa tenha sido orientada por finalidade social relevante, a forma adotada acabou por invadir a esfera de competência do Executivo, comprometendo o equilíbrio entre os poderes e retirando do gestor público a possibilidade de avaliar a melhor forma de execução da política pública.
Outro ponto comum nos casos analisados é a violação ao princípio da separação dos poderes. Embora o Legislativo tenha papel essencial na formulação de normas e na representação da sociedade, sua atuação encontra limites constitucionais. Quando a lei estabelece comandos operacionais específicos, substitui a discricionariedade administrativa por obrigações previamente definidas, caracterizando interferência indevida na gestão pública.
Além disso, foi constatada a ausência de estimativa de impacto orçamentário e financeiro em leis que criavam despesas públicas obrigatórias e continuadas. A exigência constitucional de apresentação desse estudo busca garantir o equilíbrio das contas públicas e a compatibilidade com o planejamento orçamentário. A inobservância desse requisito tem sido considerada vício suficiente para invalidar as normas.
A atuação do Ministério Público nesses casos busca assegurar que o processo legislativo observe os parâmetros constitucionais, contribuindo para a produção de normas eficazes e juridicamente válidas, sempre reconhecendo o importante papel das câmaras municipais na elaboração de leis que estabeleçam diretrizes gerais e políticas públicas em sentido amplo.
Mato Grosso
Estado é condenado a reformar Cadeia Pública feminina de Cáceres
A pedido da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres (a 225 km de Cuiabá), a Justiça determinou que o Estado de Mato Grosso apresente, no prazo de até 90 dias, um plano completo para sanar irregularidades estruturais, sanitárias e de segurança na Cadeia Pública Feminina de Cáceres, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. A 4ª Vara Cível da comarca julgou procedente a Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso. A sentença foi proferida em 21 de maio.
A decisão judicial estabelece que o Estado deve elaborar, apresentar e implementar um Plano de Adequação Estrutural e Funcional, no qual deverão constar, de forma detalhada, todas as intervenções necessárias para a regularização da unidade, incluindo obras, reparos e medidas voltadas ao cumprimento das normas de segurança contra incêndio, das condições sanitárias e das exigências estruturais. O cronograma deverá indicar, ainda, os prazos de início e conclusão de cada etapa, a estimativa de custos, as fontes de financiamento e os órgãos responsáveis pela execução.
Além disso, o Estado deverá comprovar periodicamente o andamento das ações por meio da apresentação de relatórios técnicos e registros fotográficos a cada 60 dias, evidenciando a evolução das medidas adotadas. Na sentença, o juízo também fixou multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil, em caso de descumprimento dos prazos estabelecidos.
De acordo com a ação, a investigação teve início após a 1ª Promotoria de Justiça Criminal identificar irregularidades relevantes na unidade durante fiscalizações de rotina, especialmente relacionadas à estrutura física, à segurança e ao funcionamento, com risco à integridade de custodiadas e servidores. Diante desse cenário, a 1ª Promotoria de Justiça Cível instaurou procedimento para acompanhar a situação e cobrar providências do Estado, responsável pela gestão do sistema prisional.
As apurações revelaram um quadro crônico de precariedade estrutural, com edificações deterioradas, problemas nas instalações elétricas, ausência de sistemas adequados de prevenção a incêndios e falhas nas condições sanitárias. Relatórios técnicos e vistorias realizadas por órgãos como o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária e o Centro de Apoio Operacional do Ministério Público (CAO-MP) confirmaram os riscos. Na cadeia feminina, foram registrados, entre outros problemas, fiação exposta e sobrecarga elétrica, fatores que motivaram, inclusive, pedido de interdição parcial.
“As irregularidades estruturais constatadas pelo Centro de Apoio Operacional do Ministério Público expõem de forma permanente pessoas privadas de liberdade, servidores e demais usuários das unidades prisionais a riscos concretos à vida e à integridade física, especialmente em razão da precariedade das edificações, da ausência de manutenção preventiva e da deficiência das instalações elétricas e estruturais.”, narra a ação.
Segundo o MPMT, as medidas adotadas pelo Estado ao longo da investigação foram pontuais e insuficientes para solucionar as irregularidades. O Ministério Público também buscou uma solução extrajudicial, por meio da proposta de celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não obteve resposta do poder público.
Foto: Reprodução.
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