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O brasileiro redescobriu o poder da compra à vista

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Thiago Savian*, diretor comercial da Unifisa

Depois de anos acostumado a perguntar quanto cabe na parcela, o consumidor brasileiro começa a fazer uma pergunta diferente: quanto custa pagar pelo dinheiro? Essa mudança ajuda a explicar o novo momento do consórcio.

Outro dia ouvi uma pergunta que, há alguns anos, dificilmente abriria uma negociação: “Quanto fica no Pix?”

Ela já virou parte da rotina. Seja na compra de um celular, de um eletrodoméstico ou até de uma refeição, muita gente sabe que pagar à vista costuma abrir espaço para negociar. Em alguns casos, o desconto é imediato. Em outros, vêm melhores condições de entrega ou algum benefício adicional. O Pix não criou essa lógica, mas consolidou um comportamento: o consumidor passou a entender que dinheiro disponível tem valor.

E talvez seja justamente por isso que eu diga, em tom de provocação, que o consórcio virou o novo Pix. Não porque eles façam a mesma coisa. Eles não fazem. Mas porque ambos ajudaram o brasileiro a perceber o valor de comprar com poder de negociação. Um transformou a forma de pagar. O outro começa a transformar a forma de comprar.

Agora faço outra pergunta:

O que acontece quando a compra não custa dois ou três mil reais, mas trezentos mil? Ou um milhão?

Nesse momento, a conversa muda. Deixamos de negociar apenas o preço do bem e começamos a negociar o custo do dinheiro.

E são coisas completamente diferentes.

Durante muito tempo, financiar foi encarado como o caminho natural para conquistar um carro, um imóvel ou ampliar um negócio. Era quase automático: escolhia-se o bem e, depois, encontrava-se uma parcela que coubesse no orçamento. Pouca gente parava para calcular quanto pagaria, de fato, por aquele dinheiro ao longo dos anos.

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Hoje, esse comportamento começa a mudar. Os juros elevados obrigaram o brasileiro a voltar para a calculadora. Despertaram uma reflexão que considero saudável: será que vale a pena antecipar um sonho a qualquer custo?

Na minha visão, essa mudança explica boa parte do crescimento do consórcio nos últimos anos.

Muitas análises atribuem esse avanço apenas ao cenário econômico. Claro que ele influencia. Mas acredito que existe algo mais profundo acontecendo. O consumidor brasileiro está amadurecendo financeiramente. Está entendendo que comprar bem não significa apenas conseguir crédito. Significa escolher a forma mais inteligente de usar o próprio dinheiro.

Segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), o sistema segue registrando crescimento em participantes ativos, créditos comercializados e negócios realizados, impulsionado por consumidores que buscam planejamento em vez de endividamento. É um desempenho consistente, que acompanha um cenário em que o crédito permanece caro e o custo financeiro pesa cada vez mais na decisão de compra.

Mas, para mim, o dado mais importante não aparece nas estatísticas, mas na mudança de mentalidade. Sempre digo que dinheiro precisa ter nome, pois quando o dinheiro não tem destino, normalmente encontra um gasto. Quando tem propósito, começa a construir patrimônio.

Essa é uma filosofia que procuro aplicar também dentro da minha casa. Meus filhos aprenderam desde cedo que guardar dinheiro não faz sentido se você não sabe para quê está guardando. Cada objetivo tem uma finalidade. Uma viagem. Um curso. Um carro. Quando damos nome ao dinheiro, ele deixa de ser apenas consumo e passa a representar uma escolha.

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É exatamente isso que o planejamento financeiro faz, e é exatamente isso que o consórcio estimula.

Costumo dizer que o consórcio é um boleto que você paga para você mesmo.

Algumas pessoas sorriem quando ouvem essa frase, mas ela traduz bem a lógica.

No financiamento, você paga para usar um dinheiro que ainda não tinha. No consórcio, você constrói gradualmente o próprio poder de compra. Quando acontece a contemplação, a negociação muda completamente. Você deixa de discutir parcelas. Passa a discutir preço.

Quem já entrou em uma concessionária ou em uma imobiliária com recursos disponíveis sabe do que estou falando. A conversa é outra. O vendedor ganha agilidade. O comprador ganha poder de negociação. Muitas vezes, consegue condições que dificilmente estariam disponíveis em uma operação financiada.

Talvez seja por isso que gosto de dizer que, de certa forma, o consórcio virou o novo Pix.

Não porque sejam produtos parecidos.

Eles não são.

O Pix revolucionou a maneira como movimentamos dinheiro. Tornou as transações instantâneas, reduziu custos e fortaleceu a cultura do pagamento à vista.

O consórcio, por sua vez, está ajudando milhares de brasileiros a recuperar algo que o crédito caro fez muita gente perder: a possibilidade de comprar como quem paga à vista.

Essa diferença parece pequena, mas muda completamente a relação do consumidor com o mercado.

Quem financia normalmente negocia parcelas. Quem compra à vista negocia valor… e negociar valor faz diferença.

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Isso vale para uma motocicleta, um caminhão, um consultório odontológico, uma máquina agrícola, um apartamento ou uma empresa que precisa investir para crescer.

Em todos esses casos, existe um ponto em comum: quem chega para comprar com poder de pagamento costuma ter mais liberdade para decidir.

É claro que nem todas as pessoas podem esperar pelo momento ideal. Existem necessidades imediatas e situações em que o crédito tradicional continuará sendo indispensável. O financiamento continuará tendo um papel importante na economia.

Mas acredito que estamos entrando em uma fase em que planejamento deixa de ser visto como um adiamento e passa a ser entendido como estratégia.

Essa talvez seja a maior transformação: durante décadas, aprendemos a perguntar quanto cabia na parcela, agora começamos a perguntar quanto realmente custa pagar pelo dinheiro. Pode parecer apenas uma mudança de pergunta, mas na prática, é uma mudança de comportamento. E mudanças de comportamento costumam transformar mercados inteiros. Talvez seja exatamente isso que estejamos vivendo.

Sobre Thiago Savian

Thiago Savian é diretor comercial da Unifisa Administradora Nacional de Consórcios e sócio-fundador da Fisa Locadora. Formado em Direito pela Universidade Paulista (UNIP), possui extensão em Gestão de Empresas pela PUC-SP e MBA em Marketing Digital. Com 27 anos de experiência no mercado de consórcios, atua no desenvolvimento de estratégias comerciais, expansão de negócios, formação de equipes e fortalecimento da cultura organizacional. Acompanha temas relacionados ao mercado de consórcios, planejamento financeiro, educação financeira, comportamento do consumidor, governança corporativa e empreendedorismo.

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O caso Voepass e os riscos que a cultura aprende a tolerar

Publicado

*Fernando Wosgrau

O relatório final do CENIPA sobre o acidente com o voo 2283 da Voepass chama atenção pelo espaço dedicado à cultura organizacional. Entre os fatores contribuintes, a investigação inclui cultura do grupo de trabalho, cultura organizacional, processos organizacionais e supervisão gerencial. Esse conjunto revela como práticas repetidas podem se afastar silenciosamente dos procedimentos formais.

No discurso empresarial, cultura costuma aparecer associada a valores declarados. No relatório, porém, ela surge como o resultado concreto das rotinas que a organização aceita, reproduz e deixa de corrigir. A investigação tem caráter preventivo e não atribui culpa, mas evidencia como o cotidiano pode se descolar das normas estabelecidas.

No setor de manutenção, o CENIPA registrou jornadas extenuantes, fadiga, escassez de mão de obra qualificada, falta de recursos básicos e pressão para agilizar a liberação das aeronaves. Também identificou atividades críticas delegadas a auxiliares sem acompanhamento adequado, falhas de documentação e práticas informais de reporte ou de não registro de panes. Os procedimentos formais existiam. A rotina havia criado atalhos.

A repetição dessas práticas ajuda a explicar a normalização do desvio. Quando uma conduta inadequada não produz consequência negativa imediata, tende a se repetir. Com o tempo, aquilo que contrariava o procedimento passa a ser aceito como regra informal. A ausência de consequências negativas imediatas pode transformar a repetição da irregularidade em um sinal enganoso de segurança.

Essa leitura interessa ao debate sobre a NR-1. O relatório do CENIPA não é uma investigação trabalhista, e seria incorreto transportar suas conclusões automaticamente para a gestão dos fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho. A aproximação está em outro ponto. Ambos os campos mostram como a organização do trabalho pode sustentar riscos que se acumulam e se tornam parte da rotina.

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Na integração entre a NR-1 e a NR-17, a análise alcança fatores como carga, ritmo, jornada, autonomia, recursos, comunicação e relações de trabalho. Esses elementos podem parecer adequados nos documentos e funcionar de outra maneira na prática. Uma equipe formalmente suficiente pode operar sobrecarregada. Um canal de comunicação pode existir, mas relatar um problema capaz de atrasar uma entrega pode ser interpretado como falta de comprometimento.

Muitas empresas iniciam a adequação com questionários, relatórios, Avaliação Ergonômica Preliminar e atualização do Programa de Gerenciamento de Riscos. Esses instrumentos serão insuficientes se registrarem apenas a organização formal e ignorarem como o trabalho realmente acontece quando faltam recursos, o prazo aperta ou a meta entra em conflito com o procedimento.

O relatório sobre o voo 2283 oferece um exemplo eloquente. A empresa possuía manual e infraestrutura para o Programa de Acompanhamento e Análise de Dados de Voo, conhecido pela sigla PAADV, e armazenava dados extraídos das aeronaves. Entretanto, não foram apresentadas análises que demonstrassem a aplicação contínua e abrangente do programa. Os dados existiam, mas não foram apresentadas evidências de que fossem analisados sistematicamente e convertidos em ações preventivas.

Na implementação da NR-1, identificar riscos também será insuficiente se os resultados não chegarem a quem pode rever metas, redistribuir carga, ampliar equipes, ajustar prazos ou interromper atividades. O RH e a área de segurança e saúde podem coordenar o processo, mas não substituem a responsabilidade institucional da organização nem a autoridade decisória da direção e dos gestores da operação.

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A participação dos trabalhadores segue a mesma lógica. Questionários e entrevistas terão pouco valor se a experiência cotidiana ensinou que determinados problemas não devem ser registrados. A cultura se forma no que a liderança cobra, no que a supervisão tolera e na reação da empresa quando alguém aponta um limite.

O relatório final do CENIPA deixa uma advertência que ultrapassa o setor aéreo. Documentos descrevem como o trabalho deveria ocorrer. A gestão prevista pela NR-1, articulada à NR-17, perde consistência quando retrata apenas o trabalho prescrito e não alcança o trabalho real. Um PGR pode estar formalmente organizado e ainda assim falhar em capturar o risco existente.

O problema, portanto, não é apenas a ausência de regras. É a distância entre a regra e a decisão. A prevenção começa quando a organização transforma os achados em mudanças na forma de planejar, exigir, supervisionar e corrigir o trabalho.

 

*Fernando Wosgrau é administrador, mestre em Agronegócios, professor de Administração e autor do Guia de Acompanhamento da NR-1. Email: [email protected]
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Há vagas, há trabalhadores, mas por que eles não se encontram?

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Foto- Assessoria

 

Mato Grosso vive um paradoxo. De um lado, pessoas entregando currículos e esperando por uma oportunidade. Do outro, empresários afirmando que não conseguem encontrar profissionais preparados. Há gente querendo trabalhar e empresas precisando contratar. Então, por que essa conta não fecha?

O estado encerrou 2025 com taxa de desemprego de apenas 2,2%, a menor do país, e com o maior nível de ocupação do Brasil, de 66,7%. Ainda assim, milhares de pessoas continuam procurando espaço no mercado de trabalho.

Os dados do Sine ajudam a mostrar esse desencontro. Em 2025, foram ofertadas mais de 36 mil vagas em Mato Grosso, mas pouco mais de 11 mil trabalhadores foram efetivamente colocados. Isso não significa que todas as demais vagas tenham permanecido abertas, mas revela que anunciar uma oportunidade e concretizar uma contratação são coisas diferentes.

No campo, o problema é ainda mais evidente. Levantamento do Sistema Famato, elaborado pelo Imea em parceria com o Senar-MT mostra que 62,6% dos produtores enfrentam grande dificuldade para contratar e 69,2% apontam a falta de qualificação técnica como um dos principais obstáculos. A função mais demandada é a de operador de máquinas agrícolas, que exige domínio de equipamentos com tecnologias cada vez mais avançadas.

Parte do problema está na distância entre aquilo que os cursos oferecem e o que as empresas realmente precisam. Abrem-se turmas, entregam-se certificados, mas pouco se acompanha quantos alunos conseguiram emprego depois da formação. E certificado sem oportunidade não muda a vida de ninguém.

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Também seria injusto atribuir toda a responsabilidade ao trabalhador. Nem toda vaga difícil de preencher resulta da falta de qualificação. Pesam salários pouco atrativos, falta de transporte, distâncias e jornadas incompatíveis. Da mesma forma, as empresas não podem esperar que todo profissional chegue pronto. Quem contrata também precisa investir em treinamento interno e oferecer a primeira oportunidade.

A solução passa por aproximar empresas, poder público, Sine, Sistema S, institutos federais e escolas técnicas. Antes de abrir um curso, é preciso saber onde estão as vagas, quais habilidades são exigidas e quais empresas estão dispostas a contratar.

O sucesso de uma política de qualificação não deve ser medido apenas pelo número de matrículas ou certificados, mas por quantas pessoas conseguiram emprego e aumentaram a renda.

Mato Grosso não precisa apenas formar mais trabalhadores. Precisa formar melhor e conectar melhor. Quando os cursos responderem às necessidades reais, as vagas chegarem a quem procura trabalho e as empresas participarem da formação, essa conta finalmente começará a fechar.

*Irajá Lacerda é ex-secretário executivo do Ministério da Agricultura e Pecuária e ex-presidente da Comissão de Direito Agrário da OAB-MT

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O agro no centro do mundo

Publicado

Por Paulo Lucion

Paulo Lucion é empresário

Quando o Global Agribusiness Festival (GAFFFF) nasceu em São Paulo, ele surgiu com uma proposta ousada: aproximar o campo da cidade, conectar tecnologia, inovação, negócios, cultura e pessoas em torno de um dos setores mais importantes para o desenvolvimento econômico e social do planeta.

Agora, em 2026, damos um passo ainda maior. Pela primeira vez, o festival ultrapassa os limites da capital paulista e escolhe Sorriso para sediar uma edição do evento. E não poderia haver lugar mais simbólico para isso.

Sorriso não é apenas a Capital Nacional do Agronegócio. É uma cidade que representa aquilo que o agro brasileiro tem de mais forte: produtividade, tecnologia, empreendedorismo, sustentabilidade e capacidade de alimentar o mundo. Aqui, a produção acontece em larga escala, mas também se constrói conhecimento, inovação e desenvolvimento.

Receber o GAFFFF é um reconhecimento da importância que Mato Grosso conquistou no cenário nacional e internacional. Durante muitos anos, o Brasil discutiu o agro olhando para os grandes centros urbanos. Hoje, o mundo quer vir conhecer onde as coisas realmente acontecem.

Entre os dias 23 e 26 de julho, Sorriso será palco de debates sobre segurança alimentar, inovação, tecnologia, sustentabilidade, mercados globais e os desafios que definirão o futuro da produção de alimentos. Teremos mais de uma centena de palestrantes nacionais e internacionais, lideranças empresariais, produtores rurais, investidores, pesquisadores e especialistas compartilhando conhecimento e construindo conexões.

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Mas o GAFFFF vai além dos fóruns e painéis técnicos. O grande mérito do festival é mostrar que o agro não pertence apenas a quem produz. O agro está presente na mesa das famílias, na geração de empregos, na indústria, no comércio, na logística, na ciência e na cultura. Por isso, o evento une conteúdo, negócios, gastronomia, entretenimento e esporte em uma experiência que aproxima diferentes públicos.

A expectativa de receber milhares de visitantes durante os quatro dias do evento também representa uma oportunidade para hotéis, restaurantes, comércio, prestadores de serviço e para toda a cadeia econômica do município e da região.

O GAFFFF também é uma vitrine para mostrar ao Brasil e ao mundo a capacidade produtiva de Mato Grosso, a força do agronegócio brasileiro e o potencial de uma região que continua crescendo, inovando e liderando transformações.

Como presidente de honra desta edição, vejo a realização do festival em Sorriso como um marco histórico. Estamos trazendo para o coração do agro mundial um evento que discute o futuro da humanidade por meio da produção de alimentos. Uma ponte entre Mato Grosso e a Faria Lima, pois a outra edição do GAFFFF será nos dias 1º e 2 de outubro, no Nubank Parque. A escolha das praças não é casual. Sorriso representa o centro da produção agrícola brasileira. São Paulo, por sua vez, concentra capital, grandes empresas, investidores e tomadores de decisão.

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O mundo estará olhando para Sorriso. E Sorriso está pronta para receber o mundo.

Paulo Lucion é empresário, presidente de Honra do GAFFFF Sorriso e CEO da Nutribras Alimentos

“Se é dar ânimo, que assim faça; se é contribuir, que contribua generosamente; se é exercer liderança, que exerça com zelo; se é mostrar misericórdia, que o faça com alegria.” #RM12.8
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