Mato Grosso
Corrida pelo meio ambiente reúne mais de 1,5 mil atletas no Parque Mãe Bonifácia
Em pouco mais de 37 minutos, o mecânico Éder de Andrade percorreu os dez quilômetros e alcançou o primeiro lugar masculino. Já a prova feminina foi vencida pela merendeira Elaine Vieira, que completou o percurso em 44 minutos. Para os atletas, a prova dentro da unidade de conservação foi uma oportunidade de chamar a atenção para conscientização ambiental.
“A ideia de unir esporte e meio ambiente foi excelente. Ambos são fundamentais na vida de todos nós e unir os dois é importante porque é vida, saúde e futuro. Portanto, temos que preservar e praticar esportes”, recomenda Elaine.
Éder concorda com a importância de unir esporte e meio ambiente e já se compromete com a participação nas próximas provas: “Gostei muito do evento e, nas próximas, estou dentro”.![]()
Elaine Vieira venceu a prova de dez quilômetros feminina (foto: Karla Silva | Sema-MT)
Servidora da Sema, Elisângela Nogueira participa do esporte de rua há sete anos e também é adepta de corrida em montanhas. Ela acredita que a competição fez com que novas pessoas conhecessem o papel de uma área ambientalmente protegida.
“A corrida foi importante para incluir a comunidade no ambiente de uma unidade de conservação. Ouvi relatos de pessoas que nem conheciam o espaço”, observa.
Para a secretária de Estado de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, um dos objetivos do evento é justamente aproximar o cidadão da discussão ambiental.
“A principal mensagem que passamos para a sociedade é que o ambiente preservado e conservado pode ser utilizado de forma racional. E quanto mais tivermos consciência desse uso racional, melhor qualidade de vida a sociedade terá”, completa.![]()
Secretária Mauren Lazzaretti dá a largada de corrida pelo Meio Ambiente no Parque Mãe Bonifácia (Foto: Karla Silva | Sema-MT)
Os atletas largaram da Praça Cívica do Parque Mãe Bonifácia e percorreram 1,3 quilômetro até a saída pela avenida Miguel Sutil, onde seguiram os percursos de cinco ou dez quilômetros. A unidade de conservação, criada há 23 anos, é considerada um dos espaços mais representativos e preservados do Cerrado.
Recuperação de nascente
A corrida da Semana do Meio Ambiente 2023 resultará na recuperação de uma nascente na região do Centro Político Administrativo, em Cuiabá. Para cada corredor, uma muda será plantada em uma área degradada de pouco mais de meio hectare, ao redor de uma das nascentes que deságuam no córrego Quarta-feira, curso d’água que abastece a lagoa do Parque das Águas. O plantio será realizado nesta segunda-feira (05).
Do tipo permanente, ou seja, verte água o ano todo com insurgências em múltiplos pontos, a nascente a ser restaurada fica ao lado do Detran. A recuperação terá a orientação técnica da Sema e será feita por meio de parceria entre a Secretaria de Segurança Pública (Sesp), o Verde Novo, projeto do Poder Judiciário idealizado pelo Juizado Volante Ambiental de Cuiabá (Juvam) e o Instituto Ação Verde.
Semana do Meio Ambiente 2023
Além da corrida, quem passou pelo Parque Mãe Bonifácia na manhã deste domingo (04) também participou de oficinas de dobradura de animais silvestres, vaso compostor e separação de resíduos sólidos. Os visitantes tiveram ainda a oportunidade de testar os conhecimentos de legislação ambiental no jogo “Trilha Legal do Tuiuiú”.
A Sema também realizou a entrega do certificado Selo Verde para as Pequenas Centrais Hidrelétricas Cidezal, Telegráfica, Rondon, Parecis e Sapezal, localizadas na cidade de Sapezal (560 km de Cuiabá). Os empreendimentos são da Hydria Geração de Energia, do Grupo Bom Futuro. Instituído por meio da Lei n° 8397 de 2005, o selo qualifica as empresas que promovem ações de controle e redução dos impactos ambientais negativos ocasionados pelo empreendimento.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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