Política MT
CPI ouve secretário de Desenvolvimento Econômico e presidente do Indea-MT
Foto: ANGELO VARELA / ALMT
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga possíveis infrações de ordem econômica na cadeia produtiva do leite e seus derivados em Mato Grosso ouviu, nesta quarta-feira (04), o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Cesar Miranda, e a presidente do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT), Emanuelle Gonçalina de Almeida.
Levantamento apresentado por Cesar Miranda aponta que os municípios de Campinápolis, Terra Nova do Norte, Castanheira, Confresa e Via Rica figuram entre os cinco maiores produtores de leite do estado.
No último trimestre de 2021 a produção de leite de Mato Grosso chegou a 9,3 milhões de litros. Em dezembro do mesmo ano, o valor pago pelo litro do produto foi de R$ 1,76.
Em relação ao Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial do Estado de Mato Grosso (Prodeic), o secretário disse que atualmente há 55 indústrias de laticínios vinculadas ao programa. Ressaltou ainda a existência do Programa de Desenvolvimento Rural de Mato Grosso (Proder), que é destinado a produtores rurais, mas ponderou que a cadeia produtiva do leite não está incluída, uma vez que, segundo ele, nunca manifestou interesse em participar.
“A questão do incentivo, em nossa avaliação, não é o problema. Agora estamos colocando em operacionalização o Fundo de Aval Garantidor de Mato Grosso, que vai financiar o produtor de leite com juros subsidiados, avalizados pelo governo do estado. Então, políticas para o setor nós temos. Precisamos agora estudar um caminho pra que a gente melhore a gestão do segmento econômico, busque novos mercados em síntese, encontre alguma falha nessa cadeia econômica que precise ser corrigida, e aí o governo do estado – isso é uma determinação do governador Mauro Mendes – está disposto a sentar, discutir tecnicamente e trabalhar junto com a Assembleia Legislativa”, assegurou Miranda.
O gestor também se colocou à disposição para debater a formação do Índice do Leite Cru (ILC) no estado, em atendimento à solicitação feita pelo presidente da CPI, deputado Gilberto Cattani (PL).
“Não adianta nada a gente falar em genética, em tecnologias modernas, em aumentar a produção do leite, porque, uma vez que você não tem lucro na venda de um litro de leite cru, você não vai ter lucro na venda de mil. Então, é necessário termos, de fato, o índice do leite cru. Isso é primordial para que saber quanto custa o litro de leite, e, a partir disso, buscar o lucro do produtor”, frisou o parlamentar.
A presidente do Indea-MT, Emanuelle de Almeida, apresentou dados acerca das ações desenvolvidas pelo instituto e informou que atualmente há 11 unidades lácteas registradas no Serviço de Inspeção Sanitária de Produtos de Origem Animal (SISE).
Reuniões externas – Além dos encontros oficiais realizados na Assembleia Legislativa, a CPI do leite também realizará reuniões externas, em municípios do interior do estado onde a produção do leite se destaca.
Na próxima segunda-feira (9), às 13h (14h no horário de Brasília), a CPI estará em Campinápolis. Além deste, serão visitados ainda os municípios Terra Nova do Norte, Pontes e Lacerda, Jaciara, Juara e Confresa.
“Vamos até lá buscar as demandas dos produtores daquela região e assim faremos com as demais. A intenção é conhecer as reais necessidades dos produtores de leite do estado”, salientou Gilberto Cattani.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
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Cláudio Ferreira elogia deputado Nininho durante anúncio de recursos para a Santa Casa de Rondonópolis
Política MT
“RGA é direito” será o tema do Grande Ato dos servidores no dia 25 de maio

Servidores estaduais e municipais de vários locais do estado estarão em Cuiabá para participar na próxima segunda-feira(25) do Grande Ato do Movimento Sindical Unificado pelas ruas do Centro Político Administrativo, rumo ao Palácio Paiaguás, a partir das 14h.
O ato que tem como tema “RGA é direito. E direito se conquista com luta, mobilização e unidade!” quer chamar a atenção do governo para abrir mesa de negociação e ouvir as reivindicações dos servidores e debater alternativas para se resolver o caso dos consignados, as cobranças previdenciárias sobre aposentados e pensionistas e também o plano de cargos e salários de cada categoria. “São reivindicações históricas que geram insatisfação dos servidores de forma geral no estado. O governo não pode fingir que nada está acontecendo. São mais de 250 mil famílias impactadas mensalmente pela defasagem salarial provocada pelo não pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA)”, diz a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso(FEESP-MT) Carmem Machado.
O Movimento Sindical Unificado também cobra uma mudança de postura do governador, Otaviano Pivetta em relação à adotada na gestão do governador Mauro Mendes em relação aos consignados. Os servidores relatam dificuldades financeiras provocadas por descontos elevados em folha, juros acumulados e falta de mecanismos de proteção aos trabalhadores endividados. Soma-se a isso a cobrança previdenciária sobre aposentados e pensionistas, tema que continua gerando forte indignação entre categorias do funcionalismo.
“Precisamos de uma resposta do governo. Abrir a mesa de negociações”, argumenta Carmem.
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