Saúde
Crianças também podem desenvolver câncer de pele – saiba como suspeitar e prevenir

Foto- Freepik
A onda de calor que atinge todo o território nacional traz para os pais uma preocupação além dos importantes cuidados com a hidratação: o câncer de pele. As elevadas temperaturas vêm acompanhadas de sol intenso e, em época de férias, muitas famílias aproveitam as praias e piscinas. Fica o alerta do Hospital do GRAACC: apesar de raro na infância, o câncer de pele ainda é um risco para as crianças. Por isso, elas devem ser protegidas adequadamente enquanto brincam ao ar livre, especialmente no verão, quando a incidência de raios ultravioleta é maior. Aliás, evitar a exposição excessiva e desprotegida ao sol desde a infância também garante a saúde da pele na vida jovem e adulta, uma vez que o efeito da radiação na pele é cumulativo. Cada queimadura solar, mesmo que leve, aumenta o risco de problemas futuros, como envelhecimento, manchas e câncer.
“Há dois tipos principais de câncer de pele: o não melanoma e o melanoma, sendo que o último é o mais agressivo. O crescimento do melanoma é rápido e, mesmo nos estágios iniciais, pode se espalhar para outros órgãos do corpo, o que chamamos de metástase. Por isso, o diagnóstico precoce é essencial para aumentar as chances de cura”, explica Natália Duarte, oncologista pediátrica do Hospital do GRAACC, o qual é referência no tratamento do câncer infantojuvenil. O câncer de pele em crianças é extremamente raro, representando entre 1% e 4% de todos os melanomas. A estimativa de incidência anual é de 6 casos por milhão de pessoas.
Para prevenir o câncer de pele na infância, é essencial adotar as seguintes medidas:
Evitar a exposição ao sol entre 10h e 16h, período de maior intensidade dos raios ultravioleta
- Usar protetor solar adequado para crianças e lembrar de reaplicá-lo a cada duas horas ou menos, se houver suor excessivo ou brincadeiras na água
- Vestir as crianças com camisetas de manga longa e chapéus
E como suspeitar do câncer de pele em crianças?
É importante observar o surgimento e evolução de pintas e lesões em todo o corpo, não somente em áreas mais expostas ao sol, como cabeça, rosto, pescoço, braços e pernas, mas também em regiões de difícil visualização, como genitais e atrás das orelhas.
Uma ferramenta simples ajuda a identificar pintas na pele que possam ser sinais de melanoma – a regra do ABCDE. Mas lembre-se: ela não é infalível – algumas pintas benignas podem apresentar as mesmas características visuais das que são destacadas por essa regra. O diagnóstico só pode ser feito após minuciosa investigação médica. Então, procure o pediatra ou dermatologista em caso de suspeita.
O que significa cada letra?
- A – Assimetria: Pintas que indicam melanoma apresentam formato assimétrico, ou seja, uma metade é diferente da outra.
- B – Bordas: As bordas de uma pinta normal são geralmente regulares e bem definidas. No melanoma, elas tendem a ser irregulares, denteadas ou borradas.
- C – Cor: A pinta do melanoma tem, geralmente, várias cores, como preto, marrom, vermelho, branco ou azul.
- D – Diâmetro: A maioria dos melanomas possui mais de 6 milímetros de diâmetro, o equivalente a uma borracha de lápis.
- E – Evolução: a principal característica do melanoma pediátrico é a evolução da lesão ao longo do tempo. Quaisquer mudanças nas pintas devem ser acompanhadas, como aumento do tamanho e alteração na cor. É importante prestar atenção em outros sinais e sintomas que podem estar associados, como sangramento, feridas que não cicatrizam, dor, coceira ou nódulos
Diagnóstico e tratamento
O câncer de pele em crianças é extremamente raro, representando 2% de todos os melanomas. A estimativa de incidência anual é de 2,5 casos por milhão de pessoas na população pediátrica. “O diagnóstico de melanoma em crianças é desafiador porque apresenta algumas particularidades e diferenças em relação às características desse tumor no adulto. São necessários a investigação da história clínica do paciente e sua família e o exame físico cuidadoso. “Usamos um aparelho chamado dermatoscópio, o qual emite uma luz especial que permite a visualização das camadas mais profundas da pele. Para determinar com certeza a presença do câncer, realizamos a biópsia, que é a análise em laboratório de uma pequena amostra da lesão suspeita”, detalha Natália Duarte, oncologista pediátrica do Hospital do GRAACC.
“Fatores genéticos aumentam o risco de câncer de pele na infância. Portanto, devem fazer acompanhamento periódico com pediatra e dermatologista as crianças com histórico familiar da doença, pele clara e que apresentam grande quantidade de pintas ou lesões de pele congênitas”, ressalta a médica.
O tratamento do câncer de pele é feito através de cirurgia para retirada da lesão. As chances de cura aumentam se o diagnóstico for feito nos estágios iniciais da doença, quando o tumor ainda é superficial e localizado. No caso de metástase, há necessidade de quimioterapia e/ou imunoterapia (terapia alvo).
“Por se tratar de um câncer com altas chances de reincidência, todo paciente que teve o diagnóstico de câncer de pele, mesmo após término do tratamento, deve ser acompanhado periodicamente por um serviço médico especializado para avaliação clínica e realização de exames, se necessário”, alerta a Dra. Natália.
Saúde
Exercício físico na gravidez: o que é indicado em cada fase da gestação
Estudo brasileiro aponta que exercícios ajudam a controlar ganho de peso e diminuem riscos de complicações na gravidez

Foto- Assessoria
Ter uma vida ativa é essencial para a saúde e bem-estar, e na gestação não é diferente. Segundo o artigo Posicionamento sobre Exercícios Físicos na Gestação e no Pós-Parto, realizado pela Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, a prática regular de atividades físicas proporciona diversos benefícios às gestantes, entre eles a redução em torno de 50% do risco de diabetes gestacional e de até 40% da hipertensão arterial – além de contribuir para o controle do ganho de peso excessivo e reduzir o risco de depressão. “O período da gestação é um processo que causa alterações psicológicas e fisiológicas importantes, e o exercício físico é um grande aliado para equilibrar esses componentes”, explica o coordenador da UPX Sports, Zair Cândido.
No entanto, o especialista faz uma ressalva: “Tudo deve ser planejado. Desde o horário em que a gestante pretende se exercitar até o tipo de atividade, a hidratação, a alimentação e a roupa utilizada”. A partir disso, Cândido indica o que é recomendado em cada trimestre da gestação:
1º trimestre
O primeiro trimestre exige mais cautela, já que nessa fase ocorrem alterações hormonais que podem provocar indisposição, náuseas e mal-estar. Por isso, o exercício físico deve ser de intensidade leve e iniciado apenas após a primeira consulta pré-natal, garantindo a ausência de riscos à gestação.
“É necessário fazer todos os exames e ter um acompanhamento médico durante esse processo, além de procurar um profissional de educação física para desenvolver um treinamento individualizado com intensidade dosada”, alerta o coordenador. Nesse período, o ideal é que sejam trabalhados alongamentos, exercícios respiratórios e caminhadas leves, para que o corpo se adapte às mudanças da gestação.
2º trimestre
Considerado o melhor trimestre para a prática de atividades físicas, esse período costuma ser marcado por maior disposição da gestante. Nessa fase, exercícios aeróbicos de intensidade moderada e musculação são indicados, desde que haja ajustes na intensidade e na duração das atividades. “Nos exercícios aeróbicos, é importante controlar a frequência cardíaca. O ideal é que ela fique em torno de 60% da frequência máxima”, orienta Zair Cândido. Na musculação, devem ser evitadas cargas elevadas e volumes intensos de treinos. Além disso, é fundamental manter uma rotina regular de alongamentos.
A frequência e a duração das atividades variam de mulher para mulher. De modo geral, para aquelas que já praticavam exercícios antes da gestação, recomenda-se de duas a cinco sessões semanais, com duração média de 30 minutos. Já para mulheres que não tinham o hábito de se exercitar, entre duas e três sessões semanais, com cerca de 20 minutos cada.
3º trimestre
Na fase final da gestação, os cuidados devem ser redobrados. É importante evitar exercícios de alto impacto, esportes de aventura e atividades com risco de queda. Também é recomendado evitar roupas quentes ou apertadas, especialmente na região abdominal.
A intensidade e a adesão ao exercício tendem a diminuir neste trimestre, principalmente em razão dos desconfortos típicos do final da gestação. “No último trimestre, é essencial reforçar a prática de alongamentos, yoga e pilates. São atividades que trabalham o sistema respiratório, o controle muscular e a flexibilidade, e ainda ajudam na preparação para o parto”, finaliza Zair Cândido.
É importante reforçar que antes de iniciar qualquer prática de exercício físico durante a gestação, é fundamental consultar o obstetra responsável e seguir todas as recomendações médicas, respeitando as particularidades de cada gestante, como histórico de saúde, condições físicas e possíveis restrições. Tudo isso garante que a atividade seja realizada de forma segura para a mãe e para o bebê.
Saúde
Carnaval: segurar xixi pode prejudicar saúde
Adiar ida ao banheiro pode causar problemas à saúde e comprometer trato urinário

Entre um bloquinho e outro, a vontade de ir ao banheiro costuma ficar para depois em meio às celebrações de Carnaval. No embalo da música, do calor e da animação, muita gente prefere segurar a urina a sair da festa — seja pela falta de banheiros nas ruas, pelas filas nos estabelecimentos ou simplesmente para não perder o ritmo da folia. O problema é que esse hábito, comum não apenas durante o Carnaval, mas também no dia a dia da população, pode ir além do desconforto momentâneo e trazer consequências reais para a saúde urinária.
Atualmente, a incontinência urinária afeta cerca de 10 milhões de brasileiros, o que corresponde a 5% da população. A condição atinge 45% das mulheres e 15% dos homens com mais de 40 anos, segundo dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). Embora não seja a única causa para esses problemas, ignorar repetidamente os sinais da bexiga pode contribuir para desequilíbrios no funcionamento do trato urinário a longo prazo, causando outras doenças até mais graves do que a incontinência.
Principais riscos do hábito à saúde
Segundo o urologista dos hospitais São Marcelino Champagnat e Universitário Cajuru, Mark Neumaier, a bexiga tem duas funções principais: armazenar e eliminar a urina. “A capacidade dela é de cerca de 300 a 400 mililitros. Quando chega nesse volume, o ideal é procurar o banheiro e esvaziá-la para evitar problemas”, explica. Ignorar repetidamente esse limite pode trazer impactos importantes, especialmente para as mulheres, que têm a bexiga menor. “Uma das consequências mais comuns de segurar o xixi é o risco de infecção urinária. Quanto mais tempo a urina permanece na bexiga, mais tempo a bactéria tem para se proliferar e causar a infecção”, alerta.
Com o passar dos anos, o hábito de adiar a ida ao banheiro também pode interferir no funcionamento do órgão, podendo chegar ao ponto de perder a capacidade de sentir a bexiga cheia. A bexiga pode perder força e capacidade de contração, o que dificulta o esvaziamento completo. “Com o tempo, pode surgir o resíduo pós-miccional, quando a urina fica presa no sistema. Além disso, segurar a urina pode contribuir para quadros mais graves, como incontinência urinária e até formação de pedras nos rins”, revela Neumaier.
Sinais de que algo pode estar errado
Existem alguns sintomas que podem indicar que o trato urinário não está funcionando bem. Nos homens, os sintomas mais comuns estão associados à próstata. “O jato da urina começa a ficar mais fraco; pode haver gotejamento no final da micção, além daquela sensação de urgência para ir ao banheiro ou de que a bexiga não foi esvaziada”, descreve o especialista. Esses sinais costumam surgir a partir dos 35 ou 40 anos e não devem ser encarados como parte normal do envelhecimento.
Entre as mulheres, os sintomas mais frequentes incluem perda involuntária de urina e bexiga hiperativa, aquela vontade súbita de sair correndo para o banheiro, a chamada urgência miccional. “Esses sinais indicam que algo no aparelho urinário pode estar comprometido e devem ser avaliados por um especialista.”
Como manter o sistema urinário saudável
A principal recomendação para manter o trato urinário funcionando bem é a ingestão adequada de líquidos, principalmente água. A orientação é consumir pelo menos dois litros e meio por dia, o suficiente para que a urina fique clara. “Bebidas como refrigerantes e cafeína podem irritar a bexiga, intensificando o desconforto”, aponta o urologista. Além disso, Neumaier também orienta a atenção para a frequência urinária. Para quem ingere cerca de dois litros de água por dia, o normal é ir ao banheiro até oito vezes por dia. “Um número de idas muito acima disso pode acender o alerta”, afirma.
Dicas para os foliões
Durante o carnaval, quando a combinação de calor, longos períodos na rua e consumo de álcool é comum, é importante manter os cuidados do dia a dia. “Além da hidratação com água, é preciso lembrar que o álcool tem efeito diurético, ou seja, faz com que se produza mais urina”, explica o especialista. Para quem pretende passar horas nos bloquinhos, a recomendação é simples: planejar pausas, identificar banheiros próximos sempre que possível e evitar segurar a urina por longos períodos. “Se você sabe que não terá banheiro disponível tão perto, planeje a ingestão de líquidos e evite ignorar os sinais do corpo”, finaliza.
Saúde
Pedra nos rins aumentam até 30% durante o verão
Desidratação e consumo excessivo de proteínas e bebidas açucaradas elevam risco de cálculo renal

Elderly Asian male patient is hospitalized with stomachache.
Com as altas temperaturas, o verão traz um alerta que vai além dos cuidados com a pele e a exposição solar. Nessa época do ano, a incidência de cálculo renal, popularmente conhecido como pedra nos rins, aumenta significativamente nos prontos-socorros. Embora se estime que 15% da população mundial enfrente o problema e que 1,5 milhão de brasileiros vivam com alguma disfunção renal, é nos meses mais quentes que a situação se agrava. Um levantamento realizado pelo Centro de Referência em Saúde do Homem, de São Paulo, aponta um salto de até 30% nos atendimentos a pacientes com essa condição durante a estação.
Impacto da temperatura e dos hábitos
A relação entre o aumento da temperatura e as crises renais não é por acaso. De acordo com o médico nefrologista e coordenador do Serviço de Transplantes Renais do Hospital Universitário Cajuru, Alexandre Bignelli, o fenômeno ocorre devido a uma combinação perigosa: desidratação acentuada — seja pelo excesso de suor ou pela baixa ingestão de água —, aumento no consumo de refrigerantes e bebidas açucaradas e dieta inadequada, comum nesse período.
O maior consumo de proteínas e de alimentos muito salgados e açucarados atua como um catalisador para o surgimento do problema. “Nesse cenário, os rins são obrigados a concentrar a urina para regular a quantidade de água no corpo, o que favorece a cristalização e a formação de pedras”, explica.
Dor silenciosa e sinais de alerta
Um dos maiores desafios do cálculo renal é o seu desenvolvimento discreto. Na maioria das vezes, a formação das pedras é assintomática e passa despercebida até que já estejam formadas e ocorra a migração dos cálculos pelas vias urinárias. Quando isso acontece, surgem obstruções que podem ser temporárias ou exigir intervenção cirúrgica, inclusive com a possível colocação de cateteres para drenagem.
Segundo o especialista, o principal sinal de alerta é a cólica renal, que pode se manifestar como uma dor aguda ou um desconforto na região lombar, no baixo abdome ou na genitália. Em quadros mais graves, a condição exige internação e uso de medicamentos endovenosos. “Ao sentir dores agudas nessas regiões, o paciente deve procurar um pronto-socorro imediatamente e, após o diagnóstico, agendar uma consulta com um nefrologista para realizar o tratamento adequado”, alerta Bignelli.
Grupos de risco e como se prevenir
Embora qualquer pessoa possa desenvolver cálculos renais, alguns grupos são mais vulneráveis no verão. Entre eles, estão indivíduos com histórico familiar da doença, obesos, portadores de diabetes e pessoas com ácido úrico elevado, além de trabalhadores que atuam em ambientes quentes, praticantes de exercícios ao ar livre e idosos. Este último grupo requer atenção especial, já que, com o avanço da idade, a percepção de sede tende a diminuir, o que leva a uma ingestão de água insuficiente.
A prevenção passa por medidas simples e acessíveis de mudança de hábitos. A principal recomendação é manter um volume urinário de cerca de dois litros por dia. “Para isso, além da água, o consumo de sucos ricos em citrato, como limão, melão e laranja, que ajudam a proteger os rins, também é importante. Em contrapartida, deve-se evitar o excesso de sal e reduzir o consumo de proteínas animais, chocolates, chá preto e alimentos açucarados”, finaliza o nefrologista.
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