Mato Grosso
Crimes reduzem no Carnaval 2025 em MT, segundo dados do Observatório da Segurança Pública

As ocorrências de crimes apresentaram redução significativa neste período de Carnaval em Mato Grosso em comparação com o mesmo período festivo do ano passado, conforme dados da Superintendência do Observatório de Segurança Pública, da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp). Os números foram divulgados nesta quinta-feira (6.3).
Entre 28 de fevereiro e 04 de março de 2025, foram registrados cinco homicídios, uma redução de 50% em relação ao Carnaval do ano anterior (entre 9 e 13 de fevereiro), que teve dez ocorrências. Não houve registro de feminicídio neste ano, enquanto, em 2024, foi contabilizado um caso.
Os furtos gerais reduziram 28%, saindo de 280 para 203 casos. Os roubos caíram 12%, de 43 para 38 registros. As ocorrências de tráfico de drogas reduziram 8%, passando de 59 registros para 54 neste ano. Já os registros de uso ilícito de drogas tiveram queda de 56%, de 32 para 14 casos. O número de apreensões de armas de fogo diminuiu 63%, com 14 registros neste ano contra 38 no Carnaval anterior.
Os registros relacionados a acidentes de trânsito também reduziram. Os homicídios culposos no trânsito caíram 40%, de 10 para 6 casos. As lesões corporais culposas diminuíram 50%, passando de 70 para 35 registros.
“A Polícia Militar atuou no policiamento ostensivo em locais de grande concentração de pessoas, enquanto a Polícia Civil trabalhou nas delegacias, com autuações e investigações. Também realizamos operações Lei Seca em Cuiabá e no interior. O empenho dos servidores, aliado à atuação integrada, resultou na redução dos índices de criminalidade, em conformidade com a política de Tolerância Zero adotada pelo Governo do Estado”, afirmou o secretário de Estado de Segurança Pública, coronel PM César Roveri.
Trabalho integrado
Mais de 3.500 policiais militares e civis foram mobilizados para atuar na segurança durante o Carnaval em Mato Grosso. O reforço começou em 21 de fevereiro, no Desfile dos Blocos e Escolas de Samba, na Arena Pantanal, em Cuiabá, e seguiu até 4 de março em diversos bairros da capital e municípios do Estado.
A Polícia Militar, por meio da Operação Tolerância Zero – Edição Carnaval 2025, realizou patrulhamento tático, ostensivo e repressivo em áreas de festividade, além de pontos e vias de grande circulação. O efetivo contou com 1.200 policiais em 13 municípios com programação carnavalesca.
A Polícia Civil mobilizou 2.357 servidores, entre investigadores, escrivães e delegados, para atuar em unidades da região metropolitana e do interior do Estado entre 28 de fevereiro e 4 de março. O efetivo incluiu policiais de plantão nas delegacias e equipes de sobreaviso para atendimentos emergenciais.
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Também foi realizada a Operação Lei Seca – Carnaval 2025 que resultou na prisão de 155 condutores embriagados e na remoção de 467 veículos em diversas cidades de Mato Grosso. A ação foi realizada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) e ocorreu entre os dias 28 de fevereiro e 4 de março nos municípios de Cuiabá, Cáceres, Tangará da Serra, Nova Mutum, Sorriso, Sinop, Alta Floresta e Barra do Garças.
Conforme relatório do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), foram confeccionadas 1.431 multas por infração de trânsito. A ação contou com 21 edições da operação Lei Seca com 3.245 pessoas submetidas ao teste de alcoolemia. Ao todo, 2.783 veículos foram fiscalizados e 433 autuados por infrações envolvendo alcoolemia.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
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Mato Grosso
Defensoria alerta para os primeiros sinais de violência contra a mulher
Com o aumento dos casos de violência psicológica, perseguição e tentativa de feminicídio, DPEMT destaca a importância de buscar ajuda no início para interromper ciclo

Por Alexandre Guimarães
A violência contra a mulher nem sempre começa com agressões físicas. Ameaças, perseguições, humilhações, controle da vida da vítima e o descumprimento de medidas protetivas são formas de violência que podem evoluir para situações ainda mais graves.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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